sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Até logo

Acabar de almoçar e comer uma maçã descascada lentamente sentada em cima de uma pedra à beira de um ribeiro. O Sol de início de tarde a transmitir um calorzinho bom. Voltar para uma tarde de trabalhar e ter uma mão à janela a acenar e a dizer "Até logo!".

A vida é feita de pequenas coisas boas. E esta é uma delas :)

Coincidência?!

Da minha avó (digo no singular, porque só tive uma, a materna, "a ti Marquitas"!) ganhei o hábito de, pelo menos, me benzer antes de deitar. Um dia ou outro vou-lhe juntando uma oraçãozita ou outra, basiacmente quando não adormeço antes lol Há alguns dias tenho-me esforçado para rezar um bocadinho e anteontem, para além de agradecer as pequenas coisas boas que me têm acontecido nos últimos tempos, pedi para que sobre um determinado assunto houvesse algum desenvolvimento agradável. Ontem à noite, quando cheguei a casa, estava no "anhanço" e no "pensanço" em cima da minha camita e de repente: "Espera aí, então mas há bocadinho aconteceu, ainda que por breves segundos, uma das coisas que eu tinha pedido ontem!!". E foi mesmo verdade! Venham mais 5! Simples coincidência ou mero alimento para a fé individual, o que é certo é que foi um breve instante agradabilíssimo e que me deu um doce adormecer e um igualmente doce acordar :)


E parece que também me deu alguma inspiração, nesta encantadora e solarenga manhã de Outono, apesar de gelada também...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Fresh Feeling Eels

How lovely, isn't it?!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

KRAMER VS. KRAMER - Trailer ( 1979 )

70' não foi "a minha década". Em 1979, ainda faltavam 3 anos para eu nascer. A primeira vez que vi este filme já não me lembro quando foi, nem onde. Mas ficou-me marcado. Apesar de ser '79, tem o gostinho dos eighties (what a sweet sweet time!!!!).

Gosto de coisas simples. E não são coisas simples, como aprender a andar de bicicleta ou fazer molhar umas fatias de pão em ovo e leite, para depois fritar, que dão sentido à vida?!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Relativizando...

Esta tarde, depois de um Rita & chá de cidreira 1 vs Pequenos ataques de pânico 0 (toma toma toma) sou uma mulher feliz.
Feliz porque com humildade fiz um esforço para participar numa actividade neste feriado que eu sabia seria uma prova para mim.
Feliz porque consegui, tudo bem que o chá de cidreira deu-me de facto uma ajuda preciosa. Mas foi sobretudo a minha cabeça que fez a maior parte.
É bom fazer um esforço para ultrapassarmos os nossos medos (porque os ataques de pânico mais não são do que isso mesmo: um medo que surge vindo de não sei onde e sem se saber bem porquê). É bom fazê-lo com humildade e buscando no mais fundo de nós a pureza com que nascemos quando crianças.

Aqui há tempos escrevi aqui algo sobre a importância de relativizar as coisas que nos acontecem. Em especial as menos boas. Ou seja, não se trata de esquecê-las, mas de aprender com elas e dar mais valor àquilo que tem, de facto, mais valor: a nossa vida. E é assim que, do alto dos meus quase 28 anos, continuo a aprender. A aprender que, apesar das obrigações da nossa vida (nomeadamente relacionadas com o trabalho e com a família) somos de facto nõs que temos as rédeas nas mãos. Somos nós que podemos e devemos fazer o esforço de vivermos de bem com a nossa vida, connosco e com os outros. Só peço que a cada hora, a cada dia e a cada ano da minha vida eu continue sempre a aprender como é bom viver!

Citando o saudoso Raúl Solnado: "Façam o favor de ser felizes".

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Robin Williams stand up

Welcome the GREAT Robbin Williams :)

"Só Eu Te Posso Ajudar"

Nunca fui assim uma FÃ dos Delfins, nem do Miguel Ângelo. Ia gostando de uma música aqui, outra ali.

Não sei se foi por ter gostado do filme "Zona J", que coincidou com o meu despertar da adolescência e da entrada na fase adulta, com todas as descobertas, alegrias e frustrações que trás. Mas esta música marcou-me e, cada vez que a oiço, teletransporto-me para esse tempo, que me trás muita saudade. Parece-me que esta é a descrição daquela que pode ser uma das músicas da minha vida, não propriamente por ser um estrondo, mas exactamente por isto: traz-me o som, o cheiro de um tempo em que era feliz e não sabia :)

Para o Eça (com 2 dias de atraso)

Eça,

Há minutos tinha aqui escrito um pequeno testamento sobre ti, sobre a tua vida e sobre a tua perda, mas a Net foi abaixo e perdi a minha escrita.

De qualquer modo, aqui fica o sumo do texto.

Fez no dia sábado 6 meses que te perdi. Tenho MUITÍSSIMAS saudades de ti. Da paparoca que partilhava contigo, dos passeios que dávamos, dos pauzitos que te ensinava a apanhar, da AMIZADE e do RESPEITO que tiveste por mim, da IMPONÊNCIA da tua presença. O dia 5 de Junho foi muito triste para mim. Chorei muito a tua ausência. Ainda a choro hoje. Alguém tinha de o fazer, mas como me custou nesse dia percorrer a estrada à tua procura, para te enterrar. Como dava passos incertos, com medo de te ver, de te encontrar ferido, maltratado. Visivelmente não estavas muito, mas estavas como eu nunca te tinha imaginado: MORTO.

Enetrrei-te à sombra daquele sobreiro no quintal. Com os teus pauzitos de que tantos gostavas e cobri-te com flores também, para te perfumar. Como naquele dia de Verão, em que te dei banho com um champô de côco, lembras-te?! Como estavas perfumado!!! E lindo!!!!

Agora, tenho-te na minha memória Eça (dei-te esse nome, por gostar muito do Eça de Queirós. Antes de vires ter comigo, já estavas baptizado!). OBRIGADA por teres sido meu amigo e meu companheiro fiel e DESCULPA não ter ter deixado comer o último bocado de bolo que estava em cima da mesa naquele dia de Verão... E também nunca te ter chegado a levar à praia...

Fica para sempre comigo aquela corrida libertadora que deste no cimo da serra, quando te levei a passear, aquele valente tralho que me fizeste dar (quando eu fui correr e tu querias competir comigo e meteste-te no meio das minhas pernas. Fiquei toda arranhada, bolas) e a últimafestinha que te fiz, na escada onde tantas vezes me ajudavas a comer a maçã a seguir ao almoço ou onde compartilhava contigo alguns tremoços, durante a leitura matinal de sábado do jornal.

Onde quer que estejas Eça, sê feliz. Eu sou um bocadinho menos sem ti amigo.

A tua,

Rit'Eça