quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Take 2: "Invictus"




Nota introdutória: Se não entoei nenhum palavrão aquando do "entornanço" do iorgurte, entoei agora, quando a porca da Net se me foi abaixo, depois de eu estar quase a terminar este segundo post. Carai.......




Mas, voltando ao que interessa: Depois da primeira sessão de cinema, tive tempo para ver as montras e tal e coisa e fui ainda malhar um bacalhauzinho com natas ali na "Casinha Cor-de-Rosa", que fica ali no Gira e que tem comidinha muito gostosinha e muito caseirinha. Para quem não conhece, I strongly recommend!




Chegadas as 19h, lá voltei eu ao piso superior, desta feita à sala 2. Filme: "Invictus".




Confesso que após os primeiros minutos, o filme não foi assim TÃO apelativo quanto pensava, mas logo que a parte desportiva veio à baila, a coisa mudou de figura. Palmas ao Clint Eastwood e às interpretações do Morgan Freeman e do loiraço enxuto do Matt Damon. A vida do Nelson Mandela é, de facto, impressionante. Igualmente, o modo como ele viu que o Desporto e o râguebi em particular poderia ajudar a reconstruir os laços de uma nação diferente :)




pontos fortes:


1- Apesar de poder passar meio despercebido, adorei o menino que, quando é a final do jogo da Taça do Mundo, está a panhar coisas do chão e, tímido, tenta ir ouvindo o relato do jogo através dos rádios da bófia, ups dos senhores polícias hihihi


2- A pronúncia do inglês "sul-africano". Adoro.


3- O poema "Invictus", de H.W.Henley, que deu nome ao filme.

Saldo da tarde de Carnaval: Soube-me mesmo bem esta tarde.


Tive tempo para um alheamento saudável do meu mundo e das minhas preocupações. Andei à deriva por Coimbra, uma cidade a que volto sempre com muito prazer. Uma cidade a que me faz muito bem voltar.

Gosto de andar por aí comigo. Há uns anos li num livro da Rita Ferro ela a falar julgo que de uma avó que viva sozinha ou algo do género e a senhora dizia assim: "Quando me perguntarem se estou sozinha, lembrem-se de que estou comigo". Tenho dito :)
P.S.1: Ui que já é quase 1h00.... Chichi, cama...
P.S.2: O meu sonho de Outubro a ver se se cumpre. Um entusiasmo controlado mas elevado. Estou a trabalhar para isso, so help me God :)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Take 1: "A Bela e o Paparazzo"


Nota inicial: Há alguns minutos, e fazendo jus à arrumação (:///) do meu quarto, entornei o copo de iogurte que tinha em cima do pc no edredon. Acreditam que só me saiu um "bolas" da boca ahahah é verdade, nem dá para acreditar :) mas pronto, deve ter sido por o iofurte ser natural; se fosse de pedaços ou com algum sabor marado, a coisa podia ter corrido pior!!!

Bem, como já aqui dei conta, programei o meu diz de Carnaval e lá fui até Coimbra, para uma tarde diferente. E como valeu a pena!!!

Depois de ter beliscado um pequeno petisco na pastelaria Arco-íris e de ter dado uns passinhos na Baixa quase despovoada, fui fazer um pequeno estrago ao Decathlon hehe

Depois rumei ao Dolce, e comprei os dois bilhetes para os filmes que tinha escolhido. Às 15h00 estava sentadinha na sala 7. Filme: "A Bela e o Paparazzo".




Não tenho assim nada de menos positivo a dizer. É um filme descontraído que em pano de fundo tem um retrato daquilo que também vejo como o meu quotidiano, em termos de expressões, objectos e da própria descontracção em si.
Nuno Markl em grande, a fazer de... Nuno Markl?! Palmas.
A Maria João Luís 5 estrelas (o casamento entre comer o recheio do pastel de nata à colher e fumar ao mesmo tempo estava demais!! É cá um casamento.... bhlac). E a parte das asneiras dela hehehe porreiro pá.
O Marco d'Almeida, para além de ser todo enxuto, é um belo actor, sim senhor. Palmas tam´bém.
O descontraidaço Ivo Cabelas, sugadito como médico, mas também fica muito bem no retrato :)
A Soraia Chaves, mito bem. Está uma bela actriz e tem uma voz doce e suave, típica de cinema francês.
As tiradas abichanadas do Nicolau Breyner: 10 estrelas.

Em suma, belos momentos de descontracção, num filme português que não sendo O filme, está muito bom.

3 pontos fortes:
1-A banda sonora do Jorge Palma é sublime ("Eu não sei bem quem tu és, mas eu gosto dos teus pés lailailai"), e com as várias imagens de Lisboa em fundo. Ficou muito bem;
2-Adorei a dança com beijo incluído entre as personagens "Mariana" e "João" na passadeira. Tem um toque de romance de Hollywood.
3- O personagem do Nuno Markl diz algo do género: "Às vezes o melhor que um gajo tem a fazer é atirar-se a toda a velocidade e espetar com os cornos na parede" heheheheh

Fim do take 1: Aposta ganha ;)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

José Luís Peixoto "Porque estou aqui"


Na sua crónica habitual, cita na página 14 da "Visão" nº 884 [11 a 17 de Fevereiro], o escritor José Luís Peixoto remata assim:
"(...) E continuo aqui. Podem imaginar-me uma expressão que vos pareça apropriada, podem imaginar esta luz, a temperatura do silêncio à minha volta, o antes e o depois. Eu continuo aqui, um corpo, uma presença, neste mistério feito de dias sucessivos, feito de anos baralhados, nesta espécie de tempo".
(Mais) Palavras para quê?!

"We Are The World" Tentativa nº 2

É preciso ser muito parvinha... para sacar do youtube um vídeo sem antes confirmar se está ok sonoramente. Estive eu a escrever o meu desabafo inspirado e tungas... enfim.. Mas pronto, agora sim fica este som que me é tão familiar e inspirador , inexplicavelmente, ou talvez não :)

"We Are The World"

Enquanto tomava o cafezinho pré-tarde de trabalho (não me quero habituar e tornar dependente, mas esta pausasinha de almço, já fora de casa e ainda antes de votar ao trab, tem-me vindo a saber bastante bem) uma notícia na tv dava conta da nova versão de "We are the world", a propósito dos acontecimentos devastadores que tiveram lugar no Haiti. E mostravam partes deste videoclipe, que eu me recordo bem de ouvir quando era miúda e que acho foi o início do meu pequeno grande encantamento por África. Não sei explicar como nem porquê, de onde é que veio esta paixão, sem nunca lá ter estado, sem nunca ter convivido particularmente de perto com gente de lá. Talvez pelas histórias que um familiar muito próximo me conta ter lá vivido, especialmente em Moçambique. Definitivamente sinto um clique que me chama. Esta música acorda-me este desejo que de vez em quando adormece, mas nunca desaparece. Trabalhar nem que seja numa actividade esporádica ou freelancer, estar num projecto de voluntariado. Uma destas coisas ACREDITO que vou um dia concretizar. Pensar que daqui a nada estou nos trinta e que podia ter tentado algo afincadamente mais cedo poderia, à partida, esmorecer-me, mas não. Eu SEI que um dia vou conseguir. A Moçambique terei inevitavelmente de ir e levar essa pessoa muito próxima (que é o meu pai) comigo, mas há muitos outros países em África. E é com um sentimento inexplicável mas muito entusiasmante que me imagino a pôr os pés naquela terra e a sentir que algum dia eu já lá estive...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Dia de Carnaval

Terminei mesmo agora de consultar aqui online os horários do cinema por Coimbra na próxima terça-feira. Já andava a pensar nisto há uns dias e, se tudo correr bem, vou fazer uma "cena tipo" que nunca fiz: uma sessãozinha dupla de cinema. Sinceramente, nunca fiz porque gosto de digerar um filme de cada vez, mas como tenho de optimizar o meu tempo disponível actual e como gostava bastante de ver estes dois filmes, em princípio lá estarei, num Dolce Vita perto de si. Às 15h00 marcha "A Bela e o Paparazzo" e às 19h o "Invictus". Escolhi ver este em último porque o primeiro é mais para ver, rir e seguir em frente. Este último é certamente mais potente. Amanhã terei um diazinho cheio de edição de vídeo uuuuuuu e terça, bela tardinha que passarei iéééééé´

Por agora, vou dormir, que o meu mal é sono!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

"Bonito demais, minha gente"


21h42 Estou aqui a fazer serão no trabalho ainda, mas este som ajuda a pensar no descanso de fim-de-semana (Para variar, vou ter várias actividades... mas espero dormir mais do que o costume, uma sestita que seja....)

Correrias & reflexões extra-laborais


São poucas as referências que faço a uma das minhas actividades extra-profissionais. Aqui vai uma excepção, sem contudo falar muito dela, somente de um episódio que passo a citar abaixo:
Ontem à noite, estive de serviço. Passava um pouco das 22h00 quando fomos ter com um senhor que se queixava de uma dor abdominal. De acordo com a descrição era a primeira vez que acontecia, tratando-se de uma dor acentuada e permanente, que de quando em vez contemplava o senhor com uns ataques ainda mais agudos... Bem, a caminho do hospital eu ia tentando fazer o meu papel, incentivando o senhor a respirar correctamente, expulsando o ar abruptamente se necessário, pois isso ajudá-lo-ia. A determinada altura, e "apreciando" o seu sofrimento que lhe provocava até rubor acentuado na cara dei-lhe a minha mão, como se de um aperto de mão contínuo se tratasse, e disse: "Aperte-me a mão à vontade, vá força". O que é certo é que até ao destino não mais me largou a mão, nem eu a dele. Mesmo quando a dor acalmava eu julgo poder dizer que o meu aperto de mão firme lhe terá dado um pouco mais de conforto e coragem. Julgo eu. Pelo menos, fico feliz de pensar nisso. Claro que "cada caso é um caso" e contra os motivos físicos de cada ocorrência muitas vezes não podemos fazer muita coisa. Mas acredito piamente que a parte moral, psíquica da coisa é muito importante. Como se de um pincel se tratasse, que dá uma pequena cor à situação. É também esse papel que quando por lá estou tento cumprir, o mais firmente que consigo. Mas nem tudo acaba bem.. Ao menos que, nos casos em que o final não for feliz, ajude pelo menos as pessoas a partirem com um sorriso na alma.Apesar de às vezes custar um bocadinho não estar à lareira, de hoje ter saído às 7h30 cheia de frio, para ir mudar de roupa e lavar-me a casa para vir para o trabalho, sou feliz assim. Apesar de nos últimos tempos ter a sensação de ir ser vítima de uma espécie de ataque cardíaco, devido às correrias diárias, cresço todos os dias com a gota que ajudo a construir no oceano da vida!
P.S1.: A cada dia, as minhas calças continuam a ficar-me um pouco largas, especialmente na cintura.. Já vou a caminho dos 56. Para quem "exibia" uns orgulhosos 59,5 hehe Julgo que não se nota assim tanto, noto eu obviamente. Mas a ver se não desço muito mais ://
P.S2.: E peguntam-me vocês: Porque é que puseste a imagem do tigre? Simplesmente porque é o fundo do meu ambiente de trabalho aqui no trabalho, passo o pleonasmo, e porque há minutos, me detive alguns segundos a mais do que costume a contemplá-la.