quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Mas que bela notícia!!!
Há uns anos, tive oportunidade de ir à apresentação de um dos seus livros, "Viagens contra a indiferença". Mas que magnífico homem e que magnífica vida. Na primeira página lá esta um pequeno autógrafo, que bela recordação. Que presença.
Em Outubro de 2002, a Ambar editou o livro "Vidas e estórias...Estórias e Vidas". Na página 19, Fernando Nobre conta o história de "Idriss, a minha estrela tubu". Sempre que a releio, a emoção assoma-se-me. Com pessoas e exemplos de vida como o de Fernando Nobre, Portugal e o humanitarismo sã0 mais rico. Dará um belo Presidente, porque só belas pessoas conseguem deixar testemunhos portentosos e pejados de sofrimento e simultaneamente beleza, como a história do Idriss.
"(...) O meu Idriss, se ainda for vivo, terá 29 anos e, estou certo, olha comendo uma tâmara para o magnífico céu estrelado do Chade pensando nos seus amiguinhos e, quem sabe, no Fernando que tal como uma estrela cadente um dia se cruzou na vida dele. Quanto a mim, desde então fiquei mais rico porque, graças ao Idriss, consegui ir além do que pensava ser capaz e, desde então, coninuar fiel ao que lhe prometi: cada vez que olhos para as estrelas penso no Chade e no Idriss.
(...)
P.S.:Em 1983 voltei ao Chade. Não consegui notícias do Idriss. Oxalá não seja já uma estrela."
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Invictus
Encontrei esta declamação belíssima do tal poema que deu nome ao filme "Invictus". É de um senhor inglês, diz que dos tempos vitorianos. Aqui fica uma tradção (só consegui encontrar uma cena meio abrasileirada, dei um ou dois toques numas palavritas, mas versa assim:
Do fundo desta noite que persiste
A envolver-me em breu – eterno e espesso-,
A qualquer deus – se algum acaso existe,
Por minha alma, insubjugável agradeço.
Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei – e ainda trago
Minha cabeça – embora em sangue – erguida.
Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta nem me martiriza.
Por ser estreita a senda – eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor do meu destino;
Eu sou o comandante da minha alma.
Take 2: "Invictus"

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Take 1: "A Bela e o Paparazzo"

Bem, como já aqui dei conta, programei o meu diz de Carnaval e lá fui até Coimbra, para uma tarde diferente. E como valeu a pena!!!
Depois de ter beliscado um pequeno petisco na pastelaria Arco-íris e de ter dado uns passinhos na Baixa quase despovoada, fui fazer um pequeno estrago ao Decathlon hehe
Depois rumei ao Dolce, e comprei os dois bilhetes para os filmes que tinha escolhido. Às 15h00 estava sentadinha na sala 7. Filme: "A Bela e o Paparazzo".
Não tenho assim nada de menos positivo a dizer. É um filme descontraído que em pano de fundo tem um retrato daquilo que também vejo como o meu quotidiano, em termos de expressões, objectos e da própria descontracção em si.
Nuno Markl em grande, a fazer de... Nuno Markl?! Palmas.
A Maria João Luís 5 estrelas (o casamento entre comer o recheio do pastel de nata à colher e fumar ao mesmo tempo estava demais!! É cá um casamento.... bhlac). E a parte das asneiras dela hehehe porreiro pá.
O Marco d'Almeida, para além de ser todo enxuto, é um belo actor, sim senhor. Palmas tam´bém.
O descontraidaço Ivo Cabelas, sugadito como médico, mas também fica muito bem no retrato :)
A Soraia Chaves, mito bem. Está uma bela actriz e tem uma voz doce e suave, típica de cinema francês.
As tiradas abichanadas do Nicolau Breyner: 10 estrelas.
Em suma, belos momentos de descontracção, num filme português que não sendo O filme, está muito bom.
3 pontos fortes:
1-A banda sonora do Jorge Palma é sublime ("Eu não sei bem quem tu és, mas eu gosto dos teus pés lailailai"), e com as várias imagens de Lisboa em fundo. Ficou muito bem;
2-Adorei a dança com beijo incluído entre as personagens "Mariana" e "João" na passadeira. Tem um toque de romance de Hollywood.
3- O personagem do Nuno Markl diz algo do género: "Às vezes o melhor que um gajo tem a fazer é atirar-se a toda a velocidade e espetar com os cornos na parede" heheheheh
Fim do take 1: Aposta ganha ;)
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
José Luís Peixoto "Porque estou aqui"

"We Are The World" Tentativa nº 2
É preciso ser muito parvinha... para sacar do youtube um vídeo sem antes confirmar se está ok sonoramente. Estive eu a escrever o meu desabafo inspirado e tungas... enfim.. Mas pronto, agora sim fica este som que me é tão familiar e inspirador , inexplicavelmente, ou talvez não :)
"We Are The World"
Enquanto tomava o cafezinho pré-tarde de trabalho (não me quero habituar e tornar dependente, mas esta pausasinha de almço, já fora de casa e ainda antes de votar ao trab, tem-me vindo a saber bastante bem) uma notícia na tv dava conta da nova versão de "We are the world", a propósito dos acontecimentos devastadores que tiveram lugar no Haiti. E mostravam partes deste videoclipe, que eu me recordo bem de ouvir quando era miúda e que acho foi o início do meu pequeno grande encantamento por África. Não sei explicar como nem porquê, de onde é que veio esta paixão, sem nunca lá ter estado, sem nunca ter convivido particularmente de perto com gente de lá. Talvez pelas histórias que um familiar muito próximo me conta ter lá vivido, especialmente em Moçambique. Definitivamente sinto um clique que me chama. Esta música acorda-me este desejo que de vez em quando adormece, mas nunca desaparece. Trabalhar nem que seja numa actividade esporádica ou freelancer, estar num projecto de voluntariado. Uma destas coisas ACREDITO que vou um dia concretizar. Pensar que daqui a nada estou nos trinta e que podia ter tentado algo afincadamente mais cedo poderia, à partida, esmorecer-me, mas não. Eu SEI que um dia vou conseguir. A Moçambique terei inevitavelmente de ir e levar essa pessoa muito próxima (que é o meu pai) comigo, mas há muitos outros países em África. E é com um sentimento inexplicável mas muito entusiasmante que me imagino a pôr os pés naquela terra e a sentir que algum dia eu já lá estive...
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Dia de Carnaval
Por agora, vou dormir, que o meu mal é sono!