quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Ouvi-te

"Há pouco, na solidão positiva desta sala onde o branco domina, ouvi uma voz masculina num programa de rádio. Era uma voz igual à tua. Àquela voz que ouvi durante alguns (poucos) dias e que provavelmente nunca mais vou ouvir vinda de fora para dentro. Apesar de tentar esquecê-la (será que tentei mesmo? Na verdade acho que não) , perdurará no meu peito. Uma voz expedita, conversa escorreita, com ligeiro sotaque do norte. Pensei até que eras tu que estavas a falar. Provavelmente estarias a fazê-lo naquele mesmo momento, noutro sítio, com outra pessoa.Cá dentro, vai fazer parte de mim, mas como lamento não mais a ouvir. Podia ter sido uma história bonita. Nesses dias, nasci para algo que nunca tinha tido, mas que velozmente deixei de ter. Tenho pena. Julgo que nunca deixarei de a ter. Resta-me a saudade e as memórias que me vão fazendo sorrir... melancolicamente.

Se me leres: eu gosto e irei sempre gostar de ti. Daqui, do meu canto, no meu sossego desassossegado."

Uma Aventura...


Uma Aventura para Gravar um pseudo-jornal :)
Claro que eu fico atrás da câmara, thanks God. Este foi um piqueno momento de rambóia, experimentando o melhor cenário, dentro do que temos!!

Mas que bela notícia!!!

Amanhã, o presidente da AMI, Fernando de La Vieter Nobre, vai anunciar a candidatura à Presidência da República. Mas que bela notícia de se ouvir!!! Desde que tenho esse direito/dever sempre fui votar. Diz-se que o voto é secreto, mas desta vez digo: o meu voto será dele. Pelo seu carácter. Pela sua rectidão. Pelo seu humanismo. Pela AMI. Pelos Centros Porta Amiga (conheço relativamente de perto o de Coimbra e, que belo trabalho fazem). O apelido não lhe poderia assentar melhor.

Há uns anos, tive oportunidade de ir à apresentação de um dos seus livros, "Viagens contra a indiferença". Mas que magnífico homem e que magnífica vida. Na primeira página lá esta um pequeno autógrafo, que bela recordação. Que presença.

Em Outubro de 2002, a Ambar editou o livro "Vidas e estórias...Estórias e Vidas". Na página 19, Fernando Nobre conta o história de "Idriss, a minha estrela tubu". Sempre que a releio, a emoção assoma-se-me. Com pessoas e exemplos de vida como o de Fernando Nobre, Portugal e o humanitarismo sã0 mais rico. Dará um belo Presidente, porque só belas pessoas conseguem deixar testemunhos portentosos e pejados de sofrimento e simultaneamente beleza, como a história do Idriss.



"(...) O meu Idriss, se ainda for vivo, terá 29 anos e, estou certo, olha comendo uma tâmara para o magnífico céu estrelado do Chade pensando nos seus amiguinhos e, quem sabe, no Fernando que tal como uma estrela cadente um dia se cruzou na vida dele. Quanto a mim, desde então fiquei mais rico porque, graças ao Idriss, consegui ir além do que pensava ser capaz e, desde então, coninuar fiel ao que lhe prometi: cada vez que olhos para as estrelas penso no Chade e no Idriss.

(...)

P.S.:Em 1983 voltei ao Chade. Não consegui notícias do Idriss. Oxalá não seja já uma estrela."

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Invictus

Encontrei esta declamação belíssima do tal poema que deu nome ao filme "Invictus". É de um senhor inglês, diz que dos tempos vitorianos. Aqui fica uma tradção (só consegui encontrar uma cena meio abrasileirada, dei um ou dois toques numas palavritas, mas versa assim:

Do fundo desta noite que persiste
A envolver-me em breu – eterno e espesso-,
A qualquer deus – se algum acaso existe,
Por minha alma, insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei – e ainda trago
Minha cabeça – embora em sangue – erguida.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta nem me martiriza.

Por ser estreita a senda – eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor do meu destino;
Eu sou o comandante da minha alma.

Take 2: "Invictus"




Nota introdutória: Se não entoei nenhum palavrão aquando do "entornanço" do iorgurte, entoei agora, quando a porca da Net se me foi abaixo, depois de eu estar quase a terminar este segundo post. Carai.......




Mas, voltando ao que interessa: Depois da primeira sessão de cinema, tive tempo para ver as montras e tal e coisa e fui ainda malhar um bacalhauzinho com natas ali na "Casinha Cor-de-Rosa", que fica ali no Gira e que tem comidinha muito gostosinha e muito caseirinha. Para quem não conhece, I strongly recommend!




Chegadas as 19h, lá voltei eu ao piso superior, desta feita à sala 2. Filme: "Invictus".




Confesso que após os primeiros minutos, o filme não foi assim TÃO apelativo quanto pensava, mas logo que a parte desportiva veio à baila, a coisa mudou de figura. Palmas ao Clint Eastwood e às interpretações do Morgan Freeman e do loiraço enxuto do Matt Damon. A vida do Nelson Mandela é, de facto, impressionante. Igualmente, o modo como ele viu que o Desporto e o râguebi em particular poderia ajudar a reconstruir os laços de uma nação diferente :)




pontos fortes:


1- Apesar de poder passar meio despercebido, adorei o menino que, quando é a final do jogo da Taça do Mundo, está a panhar coisas do chão e, tímido, tenta ir ouvindo o relato do jogo através dos rádios da bófia, ups dos senhores polícias hihihi


2- A pronúncia do inglês "sul-africano". Adoro.


3- O poema "Invictus", de H.W.Henley, que deu nome ao filme.

Saldo da tarde de Carnaval: Soube-me mesmo bem esta tarde.


Tive tempo para um alheamento saudável do meu mundo e das minhas preocupações. Andei à deriva por Coimbra, uma cidade a que volto sempre com muito prazer. Uma cidade a que me faz muito bem voltar.

Gosto de andar por aí comigo. Há uns anos li num livro da Rita Ferro ela a falar julgo que de uma avó que viva sozinha ou algo do género e a senhora dizia assim: "Quando me perguntarem se estou sozinha, lembrem-se de que estou comigo". Tenho dito :)
P.S.1: Ui que já é quase 1h00.... Chichi, cama...
P.S.2: O meu sonho de Outubro a ver se se cumpre. Um entusiasmo controlado mas elevado. Estou a trabalhar para isso, so help me God :)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Take 1: "A Bela e o Paparazzo"


Nota inicial: Há alguns minutos, e fazendo jus à arrumação (:///) do meu quarto, entornei o copo de iogurte que tinha em cima do pc no edredon. Acreditam que só me saiu um "bolas" da boca ahahah é verdade, nem dá para acreditar :) mas pronto, deve ter sido por o iofurte ser natural; se fosse de pedaços ou com algum sabor marado, a coisa podia ter corrido pior!!!

Bem, como já aqui dei conta, programei o meu diz de Carnaval e lá fui até Coimbra, para uma tarde diferente. E como valeu a pena!!!

Depois de ter beliscado um pequeno petisco na pastelaria Arco-íris e de ter dado uns passinhos na Baixa quase despovoada, fui fazer um pequeno estrago ao Decathlon hehe

Depois rumei ao Dolce, e comprei os dois bilhetes para os filmes que tinha escolhido. Às 15h00 estava sentadinha na sala 7. Filme: "A Bela e o Paparazzo".




Não tenho assim nada de menos positivo a dizer. É um filme descontraído que em pano de fundo tem um retrato daquilo que também vejo como o meu quotidiano, em termos de expressões, objectos e da própria descontracção em si.
Nuno Markl em grande, a fazer de... Nuno Markl?! Palmas.
A Maria João Luís 5 estrelas (o casamento entre comer o recheio do pastel de nata à colher e fumar ao mesmo tempo estava demais!! É cá um casamento.... bhlac). E a parte das asneiras dela hehehe porreiro pá.
O Marco d'Almeida, para além de ser todo enxuto, é um belo actor, sim senhor. Palmas tam´bém.
O descontraidaço Ivo Cabelas, sugadito como médico, mas também fica muito bem no retrato :)
A Soraia Chaves, mito bem. Está uma bela actriz e tem uma voz doce e suave, típica de cinema francês.
As tiradas abichanadas do Nicolau Breyner: 10 estrelas.

Em suma, belos momentos de descontracção, num filme português que não sendo O filme, está muito bom.

3 pontos fortes:
1-A banda sonora do Jorge Palma é sublime ("Eu não sei bem quem tu és, mas eu gosto dos teus pés lailailai"), e com as várias imagens de Lisboa em fundo. Ficou muito bem;
2-Adorei a dança com beijo incluído entre as personagens "Mariana" e "João" na passadeira. Tem um toque de romance de Hollywood.
3- O personagem do Nuno Markl diz algo do género: "Às vezes o melhor que um gajo tem a fazer é atirar-se a toda a velocidade e espetar com os cornos na parede" heheheheh

Fim do take 1: Aposta ganha ;)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

José Luís Peixoto "Porque estou aqui"


Na sua crónica habitual, cita na página 14 da "Visão" nº 884 [11 a 17 de Fevereiro], o escritor José Luís Peixoto remata assim:
"(...) E continuo aqui. Podem imaginar-me uma expressão que vos pareça apropriada, podem imaginar esta luz, a temperatura do silêncio à minha volta, o antes e o depois. Eu continuo aqui, um corpo, uma presença, neste mistério feito de dias sucessivos, feito de anos baralhados, nesta espécie de tempo".
(Mais) Palavras para quê?!

"We Are The World" Tentativa nº 2

É preciso ser muito parvinha... para sacar do youtube um vídeo sem antes confirmar se está ok sonoramente. Estive eu a escrever o meu desabafo inspirado e tungas... enfim.. Mas pronto, agora sim fica este som que me é tão familiar e inspirador , inexplicavelmente, ou talvez não :)