quarta-feira, 28 de abril de 2010

Príncipe da Pérsia


Já tinha ouvido falar por alto, há uns tempos, da vinda do filme "Príncipe da Pérsia", mas hoje de manhã ouvi melhor na RFM.
Claro que eu quero ver o filme porque este príncipe é uma das memórias mais jeitosas que tenho da minha infância. Recordo-me quando apareceu o primeiro computador lá em casa, julgo que andava eu à volta do 5º ano, portanto foi p'raí há 18 anitos. Jogava bastante na sala com os meus irmãos. Pouco antes de regressar aqui à terra, ainda pelas bandas de Coimbra, cheguei a comprar no outlet da Worten (que ficava, julgo que fica ainda, em Eiras, pertinho do meu ex-trabalho) um CD com este jogo. Mas confesso que não joguei muito porque o velhinho Príncipe da Pérsia é que é! No meu telemóvel actual também posso matar um bocadito de saudades, num protótipo do Príncipe da Pérsia. Fiquei mesmo curiosa pelo filme, porque é uma lembrança muito doce e saudosa que tenho mesmo dentro de mim ;)

domingo, 25 de abril de 2010

Na aldeia, sonhei contigo

Ontem, mais ou menos a esta hora, estava eu a chegar a uma aldeia aqui do meu concelho, chamada Bairrada. O motivo era trabalho, gravar o concerto de Magda Mendes, uma moça cujas raízes estão na Bairrada, mas que depois de se formar e de trabalhar no Algarve, seguiu o sonho e foi para a Holanda estudar música. Esta é a história muito por alto. Quem quiser saber mais, pode pesquisar pelo nome dela ou pelo do seu projecto: Casa da Bôxa. A música é muito bonita :)

Bem, após este piqueno intróito, sigo na minha reflexão:
O evento teve então lugar ao ar livre, mesmo ao lado da escola primária já desactivada por falta de meninos e de meninas. Apesar de um pouco de frio, foi uma noite quente e acolhedora. Havia pauzinhos de incenso nas oliveiras, a perfumar o ar. Havia velas espalhadas pelo recreio da escola. Havia bancos antigos. Havia colchas feitas no tear abertas no chão, para acolher as pessoas. Havia pessoas velhas e novas. Havia uma cama de rede verde pendurada entre duas árvores. Houve também 3 pequenas lareiras para aquecer um pouco mais o corpo. Havia jovens mães que chegaram com os seus rebentos pela mão. E havia uma que tinha uma daquelas alcofinhas especiais (não sei bem o nome), que aconchegam o petiz no peito, quase como se ele viesse ainda no ventre. Havia grilos a cantar. E havia a voz da Magda.

O evento começou mais tarde do que estava previsto, de modo que ainda fiquei sentada num desses bancos laros minutos. A Magda estava a aquecer a voz, e ia entoando pedaços das músicas dela. E de repente eu dei-me conta que sonhei por instantes. Ia ouvindo a música e olhando para o céu escuro, onde algumas estrelas despontavam. E sonhei que estava ali mesmo, mas não em trabalho. Imaginei que não tinha ido com a câmara à tiracolo, mas contigo, para disfrutar de um concerto ao ar livre, numa aldeia e num sítio bonitos. Sonhei que me sentava numa dessas mantas e que tu te sentavas ao meu lado. Sonhei que me davas um abraço aconchegante, e que ambos ouvíamos a música que ali se tocou e se cantou. Sonhei que também tu olhavas a estrelas e eras feliz por estar ali comigo. E sonhei que eu era a pessoa mais feliz do mundo, ali, na tua companhia. Sonhei com um futuro, que temo não aconteça. Dizem que sonhar é bom. E como foi bonito este meu sonho. Depois acordei e já estava de volta a casa. Com o aroma do incenso ainda no meu nariz. Ou talvez da magia com que me vesti...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Voluntariado

Há cerca de 4 anos entrei em contacto com um projecto de voluntariado internacional, relacionado com a Humana People to People. Tenho feito algumas pesquisas, reunido alguma informação e há uns meses cheguei a falar pessoalmente com uma pessoa portuguesa ligada ao mesmo (que já fez voluntariado na Índia!). Lembro-me que desde miúda este sempre foi um sonho meu, tenho feito alguns voluntariados, mas ainda nada internacional, em África, o meu VERDADEIRO sonho. A certa melancolia que venho sentindo há umas semanas vem do facto de que algum do meu desapontamento com a minha vida actual, da minha busca por realização ainda não ter sido atingida. Este projecto é real, é concretizável e é realista/sério. Duraria cerca de um ano e meio. Mas falta-me a coragem de "abandonar" as coisas a que me tenho apegado, os projectos, os trabalhos. Queria conseguir isto e, se é mesmo este sonho que quero abraçar, ganhar essa coragem. Mas é tão difícil....

Irei conseguir avançar ou ficar na eterna "zona de conforto"?

quinta-feira, 22 de abril de 2010

"Balançar"

"Balançar": Mafalda Veiga e Tiago Bettencourt

A letra desta música é fenomenal. De resto, não desfazendo das inegáveis qualidades da Mafalda Veiga, a interpretação do Tiago é sublime. Confesso que a sua voz melodiosa, metálica e algo mais que não consigo descrever é-me desconcertante. Mas um desconcertante que não é de todo negativo. Que me deixa com uma névoa, a pensar e a pensar e a pensar...

Raça da miúda :/

"(...)
Prendes o mundo
Dentro das mãos fechadas
E o que cabe é pouco
Mas é tudo o que tens

Esqueces que às vezes
Quando falha o chão
O salto é sem rede
E tens de abrir as mãos
(...)"

não pensar

Hoje não dormi bem.
Acordei duas vezes durante a noite com uma dor de barriga estúpida e no regresso à cama custou a adormecer. Ficava uns largos minutos a pensar na vida com a luz acesa e reabria o livro que estou mesmo a terminar de ler, para ver se o sono voltava. De entre o cansaço, julgo que é tramada a nostalgia que às vezes nos assola quando acordamos a meio da noite, pensando nos nossos problemas, nas nossas soluções, nas nossas coisas. Mas uma coisa é bem verdade: às vezes devíamos não pensar ://

terça-feira, 20 de abril de 2010

Ups

Depois de uma bela e saudável insanidade que cometi hoje, entre as 10h30 e as 14h30, e que teve Coimbra como pano de fundo, mea culpa, não resisti e adquiri algo que namorava há algum tempo. Há uns anos era uma gaja que tinha um só relógio, mas crescemos e vamos ajustando a nossa maneira de ser/estar e os nossos acessórios. Hoje tenho 5. Uso-os todos e não faço tensões de adquirir mais, mas este adorei-o desde a primeira vez que o vi (que horror, isto é uma afirmação 100% materialista/consumista, creddooooo). OK, é lindo de morrer e fica um espanto no pulso. Encerrada a sessão "Relógios vs Rita" :)

Intelligent Life

Só ontem comprei a Intelligent Life portuguesa (cujo primeiro número saiu a 10 de Abril) e claro que a opinião é altamente positiva. Ainda só dei a primeira lidela superficial, mas logo à noite conto aprofundar, depois de terminar o "Jerusalém" do Mia Couto. Se houvesse um Guia Michelin para as revistas, esta certamente que mereceria 20 estrelas, ou mais ;)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

fds




Neste fim-de-semana, durante a tarde de domingo (quase o único momento que tive livre para poder descansar) revi o filme "O Fiel Jardineiro". Uma bela história com final não propriamente inesperado. E pelo meio, belas entrevistas com o realizador brasileiro Fernando Meirelles (o trabalho dele é mesmo bom) e com o autor do livro, o very british John Le Carré. Porreiro mesmo.
Antes do filme, no entanto, e porque se estivesse viva, a minha avó faria ontem 92 anos, fui visitá-la ao cemitério. Também parei uns momentos ao pé de três outras pessoas: um tio paterno que faleceu 3 anos antes e eu nascer, que é a cara chapada do meu pai e que eu muito gostaria de ter conhecido; uma vizinha, filha única, que faleceu há cerca de 10 anos, com 27 e pouco tempo depois de ter casado, vítima de leucemia; e outro vizinho, igualmente filho único, que faleceu há cerca de 20, vítima de um acidente rodoviário. Dizer que gosto de lá ir talvez seja demasiado forte e mórbido, mas faz-me bem passar por lá, lembrá-los vivos, chorar um pouco as minhas tristezas e pedir calada que alguém lá em cima olhe por mim.
Os dados para esta semana estão assim lançados.