quinta-feira, 6 de maio de 2010

Klepht - Por Uma Noite

Não estava para voltar aqui entrett, mas esta música está a tocar na Comercial online. E não resisti: adoro este som, mas adoro mesmo. Dá para levantar os pés do chão e voar um bocadinho...

Alvíssaras

Há minutos, fui comer uma natinha e um (ou uma?!) Ucal no "tasco" da esquina lol a acompanhar, folheei o CM de ontem (o de hoje ainda n estava online. E que bela notícia li eu: a minha cara Maria Filomena Mónica (por quem tenho uma GRANDE admiração, que começou por causa da minha também paixão por Eça de Queirós) lançou ontem, salvo erro, novo livro: "Vidas- Biografias, Perfis e Encontros". Mas que bem :) Quando puder, vou confirmar se é para adquirir, mas deve ser! Bem, já estou de saída, mas aqui fica uma fotó da Mª Filomena há uns anos. Continuo a achá-la bonita, mas na altura era mesmo um borracho :) Ora confiram:


Este é outro dos seus livros: "Bilhete de Identidade", uma biografia... dela própria. Vale a pena ver e ler ;)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Sem palavras

Domingo, Dia da Mãe

No Domingo de manhã, Dia da Mãe, sublinho DIA DA MÃE, ainda não eram 9h00 a minha existência cruzou-se por breves minutos, felizmente que não num contexto pessoal, com a de uma senhora que julgo tinha por volta dos 55 anos, novo sublinhado 55 ANOS, e que decidiu não mais pertencer a este mundo. Na posse ou não de todas as suas faculdades mentais, isso só Deus, e ela talvez, saberão. Hoje de manhã, passei por acaso ao pé da capela mortuária aqui da vila, e lá estava afixada a fotografia da senhora (não sei como se chamava nem isso importa). Importa sim reflectir sobre a situação, que não foi a primeira e que não será a última. Aqui na zona e em Portugal, onde o local onde se deu o incidente - um poço - é frequente por esses quintais, terrenos, casas, etc. Não fiquei com esta história a retumbar na cabeça não, não fiquei com a imagem da senhora na cabeça não. Mas fiquei com outra: o poço a 4 metros da entreda de casa, e dois chinelos a meio caminho destes dois locais. Não consigo imaginar o sofrimento, o turbilhão de emoções que não passaram pela cabeça daquela mulher, o sofrimento calado que habita na grande maioria das pessoas. Dá que pensar. A vida é assim, às vezes bela, outras... Enfim, pensemos um pouco e que tenhamos capacidade para saber passar com a maior e melhor capacidade possível por todas as provações de que a vida também é feita. E aproveitemos o que de bom ela tem.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Noite irrequieta

Esta noite não digo que dormi mal, mas também não dormi muito bem...
Devo ter sonhado com quase todas as preocupações mais preocupantes, passo o pleonasmo, que polulam a minha existência. Lembro-me de acordar uma vez com o ladrar de um dos cãezitos lá de casa. Acordei outra vez para ir à casa de banho. Mais outra vez em que ainda liguei a televisão e vi um pouco do jogo Belenenses vs Madeira em andebo, em diferido. Enfim...

Bem, por falar em ver o jogo: há dias mudei para o meu quarto uma tv que comprei quando andava por Coimbra. Para lhe dar algum uso, senão qualquer dia estraga-se sempre em off na sala... Mas não a terei por muitos mais dias no quarto. Tirando as notícias da RTP2 e da SIC, as séries e os docs daquele primeiro, é um péssimo hábito ter a janelinha no quarto e adormecer depois de programar o off da dita.... Confesso que ontem adorei ver duas cenas que não via há muito (quando esse visionamento foi literalmente escarrapachada em cima da camita, cansada depois de um dia de formação e acompanhada por uma Pepsi: que degredo!). Bem, mas vi então os Simpsons e a série A Minha Família (mas a original britânica, não a cópia portuguesa mal conseguida, na minha opinião e não desfazendo dos actores nacionais). E que agradável o sotaque escocês de um dos personagens!! Foi fixe, mas esta semana a tv baza lá do sítio.... Quero voltar a adormecer a ler :)

sábado, 1 de maio de 2010

Coimbra

Durante todo o dia de hoje estive em formação nos bv com alguns colegas. Quando saímos, confesso que estava com MUITA vontade de ir relaxar um bocadinho na piscina, mas como é feriado, os meus planos saíram furados.... Depois de ter mudado de roupa, passado alguma água pelo corpo e comido alguma coisa, fiz uma das outras coisas de que gosto muito e me fazem maravilhas: conduzir. O que era um pequeno passeio até Pombal, rapidamente se transformou numa ida à minha cidade do coração: Coimbra!
Passei por muitos sítios. Acho que percorri grande parte dos caminhos por onde andei, estudante e working woman:
-Ainda no caminho, quando vi uma moto atraás de mim e não havia perigo, encostei ligeiramente para os deixar passar. Não tenho de fazer, claro, mas curto porque amo à brava os motoqueiros saudáveis. E o ajo mostrou o polegar quando, depois de me ultrapassar, voltou à via dele!! Que nices. Espero em breve juntar-me ao grupo. E tem de ser com uma Honda Transalp ou com uma parente bem próxima! Sei que é um bicho grande, mas eu domá-lo-ei!
-Também passei por dezenas de peregrinos. E dois deles, dois moçoilos jeitosos que iam com os peitorais à mostra. E que peitorais uiii
-passei por 3 das minhas ex-4 casas: outros objectos junto aos vidros, outras roupas estendidas nas varandas...
-passei pelo meu antigo local de trabalho: quase tudo na mesma, tirando uma futura Makro, um parque infantil, que não existia, junto de um dos tascos da esquina, um Pão de Açúcar no lugar do Modelo. Visivelmente, estas foram as mudanças que notei. Que saudades de passar aquela estrada um pouco antes das 7h00 e de comer um pãozinho com queijo e um galão na padaria Brinca Doce... E aquela subida, onde fiquei sem gasolina hehe
-Passei pelo campo de basquete da Igreja de São José. Belas tardes lá passei também. E uma vez, quando ainda morava no nº 22 nos prédios cor-de-rosa, e começou a chover a cântaros. e eu aninhada debaixo do escorrega dos putos, à espera que a chuva parasse para voltar para casa!
-Fui tomar um café no tasco ao pé dos Bombeiros Sapadores, bem cheio e acompanhado de um copo de água enquanto folheava o jornal: soube-me pela vida.
-Passei também pelas ruelas da universidade: vi um Cadillac velhinho xxl :)
-Passei pela Praça da República e pelos Arcos.
-Retenho dois cartazes:
1-algo do género: Acalma o grelo que a Queima está quase aí lolada
2-E "Os momentos passam, as saudades ficam". E se ficam...
-Vi algumas pessoas que via quando por lá andava. Que giro.
-Quase no final ainda fui buscar o jornal e a revista dos sábados, ao sítio onde tantas vezes fiz o mesmo, em especial quando ficava de fim-de-semana (no Gira). Que belas manhãs de sábado.

Apesar de pensar de quando em vez se as algumas decisões que tomei na minha vida foram mesmo 100% pensadas/correctas/etc, como fui feliz por ali
Apesar da nostalia que agora aqui exponho, como me fez bem este passeio. Como me enche de vida e como me deixa esperança num futuro melhor para mim.
Interiormente, julgo que estou muito perto daquilo que me imaginei ser "quando fosse grande" :) tirando uma ou duas arestas que sempre há a limar. Profissionalmente é que quero e tenho que crescer. As responsabilidades que rapidamente conquistei quando comecei a trabalhar em Coimbra, ainda não aconteceram por aqui. Outubro vai ser uma data muito importante na minha vida. Acaba o contrato que tenho actualmente e chagarei a um entroncamento: tenho bem presente o que diz a seta para o lado direito e a seta para o lado esquerdo. Queria que já fosse Outubro, para delinear o futuro. Mas tenho de esperar, não é? Este passeio de hoje foi mesmo muito importante, muito saboroso e muito bom. Agora, vou descansar. Amanhã o relógio desperta um pouco antes das 8h00.

FUI.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Príncipe da Pérsia


Já tinha ouvido falar por alto, há uns tempos, da vinda do filme "Príncipe da Pérsia", mas hoje de manhã ouvi melhor na RFM.
Claro que eu quero ver o filme porque este príncipe é uma das memórias mais jeitosas que tenho da minha infância. Recordo-me quando apareceu o primeiro computador lá em casa, julgo que andava eu à volta do 5º ano, portanto foi p'raí há 18 anitos. Jogava bastante na sala com os meus irmãos. Pouco antes de regressar aqui à terra, ainda pelas bandas de Coimbra, cheguei a comprar no outlet da Worten (que ficava, julgo que fica ainda, em Eiras, pertinho do meu ex-trabalho) um CD com este jogo. Mas confesso que não joguei muito porque o velhinho Príncipe da Pérsia é que é! No meu telemóvel actual também posso matar um bocadito de saudades, num protótipo do Príncipe da Pérsia. Fiquei mesmo curiosa pelo filme, porque é uma lembrança muito doce e saudosa que tenho mesmo dentro de mim ;)

domingo, 25 de abril de 2010

Na aldeia, sonhei contigo

Ontem, mais ou menos a esta hora, estava eu a chegar a uma aldeia aqui do meu concelho, chamada Bairrada. O motivo era trabalho, gravar o concerto de Magda Mendes, uma moça cujas raízes estão na Bairrada, mas que depois de se formar e de trabalhar no Algarve, seguiu o sonho e foi para a Holanda estudar música. Esta é a história muito por alto. Quem quiser saber mais, pode pesquisar pelo nome dela ou pelo do seu projecto: Casa da Bôxa. A música é muito bonita :)

Bem, após este piqueno intróito, sigo na minha reflexão:
O evento teve então lugar ao ar livre, mesmo ao lado da escola primária já desactivada por falta de meninos e de meninas. Apesar de um pouco de frio, foi uma noite quente e acolhedora. Havia pauzinhos de incenso nas oliveiras, a perfumar o ar. Havia velas espalhadas pelo recreio da escola. Havia bancos antigos. Havia colchas feitas no tear abertas no chão, para acolher as pessoas. Havia pessoas velhas e novas. Havia uma cama de rede verde pendurada entre duas árvores. Houve também 3 pequenas lareiras para aquecer um pouco mais o corpo. Havia jovens mães que chegaram com os seus rebentos pela mão. E havia uma que tinha uma daquelas alcofinhas especiais (não sei bem o nome), que aconchegam o petiz no peito, quase como se ele viesse ainda no ventre. Havia grilos a cantar. E havia a voz da Magda.

O evento começou mais tarde do que estava previsto, de modo que ainda fiquei sentada num desses bancos laros minutos. A Magda estava a aquecer a voz, e ia entoando pedaços das músicas dela. E de repente eu dei-me conta que sonhei por instantes. Ia ouvindo a música e olhando para o céu escuro, onde algumas estrelas despontavam. E sonhei que estava ali mesmo, mas não em trabalho. Imaginei que não tinha ido com a câmara à tiracolo, mas contigo, para disfrutar de um concerto ao ar livre, numa aldeia e num sítio bonitos. Sonhei que me sentava numa dessas mantas e que tu te sentavas ao meu lado. Sonhei que me davas um abraço aconchegante, e que ambos ouvíamos a música que ali se tocou e se cantou. Sonhei que também tu olhavas a estrelas e eras feliz por estar ali comigo. E sonhei que eu era a pessoa mais feliz do mundo, ali, na tua companhia. Sonhei com um futuro, que temo não aconteça. Dizem que sonhar é bom. E como foi bonito este meu sonho. Depois acordei e já estava de volta a casa. Com o aroma do incenso ainda no meu nariz. Ou talvez da magia com que me vesti...