domingo, 14 de novembro de 2010

chá e saudades


Julgo que muito por influência da minha querida avó, que fisicamente já não está entre nós há 8 tristes anos, gosto muito de chá. O de cidreira é o meu preferido, mas de quando em vez também gosto de variar :) Nos últimos dias tenho bebido dia sim dia sim, cidreira mesmo natural :) e com recurso a um termo no qual, tal como a minha avó fazia, bebo na altura quentinho e guardo para mais tarde. Ontem à noite, comi umas castanhas assadas, que já estavam friotas, mas que me souberam pela vida, e o chá, os gatos e a lareira também não faltaram. Como gostava que a minha avó também me tivesse feito companhia ontem... e sempre. No pensamento faz, mas não me chega... Consegues ler o que aqui escrevi avó????? Beijinhos de saudades

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Condenados


Ontem à noite, numa altura em que a minha cabeça (re)começa a tolerar algum reboliço ao meu redor depois da última tormenta, vi atentamente (mais) uma "episódio" da série Condenados da SIC. Termina para a semana, infelizmente. Mas espero que venha mais outra em breve (se bem que o breve é relativo, pois trabalhos desta qualidade e destas características demoram a fazer...). Confesso que um pouco do meu gosto por este programa vem do facto de ser encabeçado pela Sofia Pinto Coelho, que é SÓ filha da Maria Filomena Mónica, que muito admiro (e cujo gosto começou por saber dos seus estudos em torno do Eça de Queirós - as vidas que a volta tem.). Bem, mas voltando ao programa, está de facto muito bem conseguido. Aparte de se concordar ou não se aquelas pessoas foram presas sendo mesmo culpadas dos diversos crimes de que foram acusadas, o trabalho da experiente jornalista é encorajadora, admirável, envolvente, profissionalíssimo, enfim. Junta a sua cultura não só de jornalista, mas também os seus estudos em Direito, e sobretudo um bom senso no tratamento dos factos, das pessoas, visível e realmente de louvar. Condenados é, na minha opinião, um dos melhores programas presentes actualmente na televisão portuguesa de canal aberto (de resto, prolonga-se com discussões mais ao pormenor no Cabo, que ainda não tive oportunidade de acompanhar, mas gostava). Espero sinceramente que venha outra série. Na SIC fazem-se de facto reportagens de topo. Parabéns.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

pedras no caminho




Às vezes, pelo meio da nossa vida, tropeçamos em pequenas pedras e outras vezes caímos mesmo por causa delas. Ui como dói, ui como mete medo. Chamamos pelos amigos, quando perdemos a vergonha de os aborrecer com os nossos problemas e/ou com as nossas crises. Quando a pedra é grande demais, custa muito transpô-la. Mas há que lutar, não desistir, porque viver é bom demais. Custa fazer com que as lágrimas não corram, custa pensar em manhãs, tardes, dias em que vou sendo tão feliz, apesar das contrariedades que todos temos. Espero que esses tempos voltem depressa... Esta tarde continuo esta pequena grande luta. A ajuda virtual tb ajuda. Incluindo pequenos (grandes) desabafos. Esquecer um pouco coisas menos boas e ver/ouvir, rodear-me de coisas boas. Como nunca, preciso dos meus amigos. E aqui chamo por eles.

domingo, 31 de outubro de 2010

Domingo

À secretária do quarto. A ver a chuva lá fora pelo lado esquerdo. E a espreitar a televisão pelo lado direito. Com o computador pela frente e algum trabalho também. O pijama é a farda. Aqui mesmo ao lado, enroscada em cima da cama, uma das minhas gatas. E com uma agradável "brisa" quentinha que o ventilador lança para fora. Será assim o meu domingo, até às 19h00.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

sem título

O assunto de falei há 2 posts abaixo continua a atormentar-me. "E se amanhã eu não estiver cá?" E "se amanhã se for embora alguém de quem eu goste muito?" são 2 das perguntas de me lembro todos os dias, várias vezes ao longo dos dias. Não tenho tido sucesso em abstrair-me disto. Mas tento. Às vezes consigo, outras não. Falei disto a algumas pessoas próximas de mim, porque preciso falar disto. É uma das maneiras que tenho para melhorar um pouco. Não percebo muito bem porque é que isto me atormenta há já largas semanas. Tenho pistas, mas não certezas. Compreendi hoje o que é estar sem forças e, mesmo assim, dar forças a quem está igual ou pior que nós. Como é difícil darmos força a alguém que gostamos, com a alma a chorar, e virando costas dar voz a esse chorar, sem a outra pessoa a quem demos força ver. É duro. Não há ninguém que me possa dizer que isto é apenas um pesadelo e que eu vou acordar dele. Que a morte não existe e que vamos todos viver felizes para sempre. Ninguém pode garantir que amanhã está cá para mais um dia. Eu tenho medo, do fundo do coração muito medo é o que tenho sentido nestas semanas. Tento ter forças para suportar esta "queda" e para me abstrair disto. Tenho-me aproximado de algumas das pessoas de que gosto. Em todas as simples conversas que tenho, ter sempre algo simpático para dizer e fazer. Usufruir de cada momento, de cada pessoa, de cada animal de estimação, de cada gesto, de cada tarefa, da chuva, do cheiro da terra, do ar, da vida. Quero tanto que esta tormenta passe...

Amanhã de manhã vou fazer uma das coisas que me dá verdadeiro prazer: as merendeiras dos Santos. Com 2 anos de interrupção, há 9 anos que tenho tentado cumprir a tradição. E amanhã farei o mesmo. Bem cedo, irei amassar à mão todos os ingredientes, com todo o meu carinho. E depois da tarde passada à beirinha do forno a lenha já tenho uma lista de algumas pessoas com quem irei partilhar esta tradição. Mais um esforço para regressar a alguma bonança. Durante a escrita deste post, uma das minhas gatitas, dorme no meu colo :)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Irrepreensível e vertiginosos

Há uns dias fui até Coimbra, entre outras coisas, ver o filme "Comer Orar Amar", do qual gostei bastante. Pelo meio do filme, alguém perguntava à protagonista - a grande Julia Roberts - qual era a sua palavra. E eu pus-me a pensar que tenho duas palavras que adoro particularmente:

Irrepreensível, porque a associo a uma pessoa para a qual se olha e que tem um aspecto jovial (não sendo necessariamente jovem), limpo, cuidadom, afável, elegante. Associo muito esta palavra às décadas de 50 - 70 em que julgo notar-se, pelo menos na filmografia, uma particular atenção sobre este aspecto irrepreensível das pessoas. E tenho também um pequeno testemunho do meu avô materno, que mesmo na casa dos 90, quando saía à rua, mesmo que numa mera ida ao médico ou ao supermercado, fazia questão de sair de casa irrepreensível, de colete, calcinha vincada, sapato irrepreensivelmente engraxado e cabelo irrepreensivelmente penteado. Gosto mesmo muito desta palavra.

Vertiginosos, também aprecio bastante este adjectivo, que se vê maioritariamente associado aos saltos altos. "Uns saltos altos vertiginosos". Também a associo a elegância e, consequentente, ou não, ao tal estado irrepreensível.

Mas, em suma, parece-me que a junção vertiginosamente irrepreensível me parece bastante bem conseguida. Tenho dito.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Morte

Há já vários dias que tenho tido um pensamento recorrente: a morte. A minha em particular. Há cerca de uma semana, esse pensamento apareceu de uma forma tão intensa, que se eu fechasse os olhos, parecia que estava a cair num buraco tão fundo e uma velocidade alucinante, de tão forte e triste que esse pensamento era. De facto, é um cliché, mas a morte é a única coisa certa que temos nesta nossa existência. Mas tenho-me sentido verdadeiramente triste quando penso que todos morreremos, que acaba tudo, que vão acabando as pessoas de quem gostamos e que nos fazem falta, que tanto poderemos morrer de uma forma tranquila (se é que isso existe), como na sequência de um acontecimento violento. Tenho feito um esforço grande para não pensar nisto muitas vezes e para, quando isso não é possível, levar o pensamento para uma zona positiva e humildemente acreditar que de facto não poderemos fazer nada para evitar a morte, mas poderemos fazer (ou tentar pelo menos, dia-a-dia) na nossa vida algo importante, cultivar as boas acções, os bons pensamentos e a melhor plenitude possível.

Mas não é fácil, não senhor...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Café

Já não fazia isto há mt tempo...

Quando ainda andava por Coimbra, de quando em vez, levava um pacotinho de capuccino e uma copo de plástico com tampa, daqueles do mac mesmo!, enchia com água quentinha e ficava a bebericar enquanto teclava a 100 à hora a partir das 7h00, às vezes 6h00. Bem, hoje, noutra terra, apeteceu-me fazer o mesmo. Em casa, pus uns pozinhos e café Mokambo (que saudades minha avó...) e mais uns quantos de açúcar. Meti-lhe água quentinha e rumei ao trabalho. E agora aqui estou eu :) confesso que a mistura já vai morna, mas sabe tão bem, com a chuvinha lá fora. São momentos assim que nos vão fazendo felizes :))