terça-feira, 17 de maio de 2011

Bondade

Em Fevereiro, por motivos de trabalho, entrevistei um casal aqui da zona, que comemorou este ano 50 anos de casamento!! Gostei bastante daqueles cerca de 10 min que estive ao pé de ambos.

Hoje, por acaso, em alguns instantes que parei num semáforo aqui da vila, olhei para o lado e estava lá o senhor. Julgo que não me viu. Mas eu vi-o e sorri. E mantive o sorriso até chegar até casa. Não conheço pessoalmente o senhor, estive só os referidos 10 min numa pequena conversa, mas há gente assim: que transborda bondade por todos os poros do corpo. Ternura, humildade, trabalho, esforço, vida dura, amor. São algumas das coisas boas que, sem saber, me chegam. Foi por isso que sorri e é por isso que sorrio agora. Deus queira que me volte a cruzar consigo.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Bolo de arroz



Hoje de manhã, parei num dos cafezitos onde às vezes me vou abastecer para o pequeno-almoço (como saio de casa muito cedo, guardo todos os minutos para estar na posição horizontal e nem sempre como em casa). Por norma levo um pãozito com manteiga ou com queijo, mas hoje este borracho sorriu para mim. Não propriamente por ser devota a bolos, já fui mais. Mas apeteceu-me trazer algo para o meio da manhã. E agora que estou aqui a saborear o pitéu, lembrei-me que a ti Marquitas, a minha avó, gostava muito deste bolito. A par com o pão de Deus. Julgo que por serem macios para os dentitos dela. Não é por acaso que a maioria das pessoas mais velhas apreciam bastante este bolo. E pronto, está feito o apontamento do dia. Gostava de mais logo ir tomar chá com ela - como fazia tantas vezes - e levar-lhe uma cópia deste bolo de arroz. Ia gostar de certeza. Mas já não está cá...

sábado, 14 de maio de 2011

sweet ;)



sábado

Como um dos meus sábados normais, estou a trabalhar aqui ao pc. Mais uns quantos minutos e fico "livre". Antes fui até ao mercado aqui da vila. É, por norma, uma passagem rápida: uma frutita, uns tremoços p deixar em casa! e uma vista de olhos pelas peças avulsas que esvoaçam nos estendais improvisados. Antes disso um café e um pastel a de nata. O cemitério da vila é pertinho do mercado e, no sítio onde estaciono habitualmente, passo a pé mesmo ao lado. Quando vinha a regressar das mini-compras, vinha um senhor a sair do cemitério. Terá ido visitar a esposa? o pai? a mãe? o filho? a filha? Não sei, o que é certo é que, nas escadinhas que o traziam de volta à rua, voltava a pôr o seu boné na cabeça. Sinal de que, enquanto lá esteve dentro, teve este respeito por quem foi visitar e pelas outras pessoas todas que já deixaram este mundo dos vivos. Gosto de ver este respeito que, felizmente, ainda existe. É bonito dever.
E pronto, entrett já comi uma grande quantidade de cerejas que trouxe do dito mercado... De tarde conto ir até à cidade - Coimbra, pois claro!. A Feira do Livro está incluida no rol :)
FUI

domingo, 8 de maio de 2011

Comoção

Hoje, finalmente, consegui arranjar um bocadinho de manhã para dar um pequeno passeio a pé. Mas foi mesmo à risca. De manhã ainda trabalhei um bocado ao pc e às 10h lá vou eu de música nos ouvidos, para uma caminhada de cerca de hora e meia, com direito a uma visita de médico a casa de uns parentes, que ficava em caminho. Pelo caminho de regresso a casa, e como teria de estar às 12h30 num determinado local, para seguir em direcção à Marinha Grande para mais um jogo de andebol, passei numa churrascaria da vila, onde há umas sopitas maravilhosas, e trouxe para casa, para me despachar mais rápido. Na dita churrascaria, vi um velhote a pedir a sua meia dose (julgo que de frango assado) e uma sopita tb. E é exactamente aqui que quero chegar. Tantos velhotes e velhotas como aquele com quem me cruzei. E com outros com quem me cruzo em situações semelhantes. Acho que não estarei longe da verdade se os imaginar meio sozinhos na vida. Se imaginar que, para além da missa, estas pequenas deslocações, são grandes viagens para eles. Se imaginar que, apesar da maneira desenrascada com que falam, com que pedem e com que pagam (a vida ensinou-os a ser assim), chegam a casa sozinhos e sozinhos almoçam. Apesar de poder dar a entender o contrário, são poucas as pessoas que passam por mim em vão. Toca-me estes detalhes que podem passar despercebidos a alguns. Comovem-me por dentro. E é isso.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Infância

Nos últimos dias, algures durante a tarde, quando venho a chegar a casa ou quando vou no sentido contrário tenho visto dois miúdos a andar de bicicleta onde eu há... 20 anos também andava (ainda passo por lá hoje, de bicicleta ou a pé, mas há 20 anos era da idade deles!). E também jogava futebol, andava de carrinhos de rolamentos, etc. E é com um sorriso cheio de saudade e emoção que me vejo neles. Chiça, como éramos felizes nessa idade tão jeitosa, os nossos mini problemas e dramas, que só eram grandes porque eram nossos. As risadas, risotas e gargalhadas. Lembro-me tantas e tantas vezes. Os meus amigos da altura, que hoje ainda o são, felizmente, embora os veja menos vezes. Mas o que eu desejo verdadeiramente é só uma coisa: que esses dois meninos aproveitem, mas aproveitem mesmo esta altura das suas vidas. E que daqui a uns valentes anos, provavelmente quando eu já foi velhinha, vejam outros dois meninos e façam o mesmo que eu: sorriam.

Ai que agora me fez lembrar aquela canção do José Cid. Vou chorar. buááá

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Intervalo

Há instantes, encontrei um texto muito bom, algures neste oceano que é a Net. Lá no meio, o seguinte: "(...) Os intervalos são a transição que aguenta a harmonia entre as coisas (...)".

Há dias assim, em que encontramos frases simples/simples frases, tão bonitas e tão verdadeiras. E ainda bem que assim é, com tão pouco, diz-se tanto, e tudo :)

Sublime.

Deus ajuda, quem cedo madruga?

Independentemente do cansaço mais que acumulado que vem mais desde Outubro passado e de ser indiscutível que PRECISO de uma semanita ou duas sem nada para fazer, MESMO, gosto muito muito de madrugar :)

Apesar de já não me lembrar muito bem da última vez que fiquei na cama para além das 9h00 :/// a estas horas (7h57) já tenho uma horita de trabalho, por norma, e ando a mil à hora. Os dias são, também por norma, compridos, mas gosto de os aproveitar ao máximo. Enfim, gosto mesmo de levantar cedo e... viver :)

Fui.