segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Quem não casa, também quer casa
Ora bem. O assunto de que falarei agora é resumido pelo título que dei a esta mensagem. Depois de estudar em Cbra e de por lá ter trabalhado 3 anos e meio tomei a difícil decisão de me despedir. Nota que um mês depois de o ter feito estava efectiva na empresa. Mas nunca me arrependi porque fi-lo por 2 motivos principais. Um deles foi vir para Ansião, não para me refastelar na casa dos meus pais, mas para ter a minha casa, o meu trabalho, o meu espaço e a minha independência. Ora este caminho que tenho percorrido não tem sido fácil em termos psicológicos porque há decisões a tomar, decisões essas que ao longo do tempo tenho de ir tomando cada vez mais sozinha. Gostei desta casa a primeira vez que a fui ver, já há uns 4 anos talvez, ainda estava em Coimbra. Achei-lhe piada, Achei-a com potencial. Achei que, apesar de ser velha e de visualmente e efectivamente estar um pouco degradada podia ganhar um brilho muito interessante. Brilho esse que seria eu a dar-lhe, com tempo? Sim. Com gastos? Sim. Mas ter um porto de abrigo é um dos objectivos de (quase) todas as pessoas, certo? Tenho ouvido e pedido algumas opiniões, mas a verdadeira decisão sou eu que a tenho de dar. E já dei. Vou avançar. Só se o banco disser que não, isto não irá para diante. E só se um outro apoio (não literalmente financeiro) para o qual ainda terei de ganhar alguma coragem, não for positivo: mas será certamente.
Sei que vou ter trabalho, chatices, etc. Mas sei também que sinto uma garra enorme dentro de mim. Estou cheia de vontade de trabalhar e de construir o meu ninho, aquele pelo qual sonho há longos anos. Que quero encher de paz, de saúde, de harmonia, de palavras meigas (que durante um longo tempo serão certamente só as que a minha voz proferir). Quero pintar, martelar, encher de gatos e de cães. Enfim, analisando o meu contexto pessoal/profissional, parece-me um plano perfeitamente consciente e concretizável. Aos que torcerem o nariz, não vou ligar, como aliás não costumo ligar :) Aos que me apoiarem aposto que terei sempre uma qualquer tarefa de bricolagem para ceder em troca de um lanchinho ;)
Pensar em nós, com honestidade, com o esforço do nosso trabalho e com a esperança de um futuro melhor nunca foi pecado, pois não?
P.S.: Eu já tinha dito que tinha MESMO muitas saudades deste meu bloguinho, não já?!?!
Meu querido blogue hehe
Chiça, como tinha saudades de lançar aqui umas postas de pescada, umas mais profundas outras menos, mas tinha saudades. Devido a um laivo de estupidez da minha parte, visto não ter escolhido a opção de actualizar estas cenas tipo, isto nunca me assumia os posts, de modo que "desisti" momentaneamente. Graças a uma pequena grande ajuda, já estou de novo apta a rir, chorar, enfim, tudo sob a forma das minhas cenas tipo.
Neste espaço de um mês, apenas quis aqui mencionar o problema que tive com uma inadvertida descarga de chá em cima do pc de trabalho principal. Coisa que até se acabou por resolver bem. De qualquer modo, a febre de contar o sucedido já passou lol
E um pequeno problema de costas, que já me aflige há umas valentes duas semanas e que me tem preocupado um pouco, bastante vá. Estou a aguardar o resultado de umas quantas radiografias que fiz a semana passada. Espero que não tenha arranjado nenhuma brincadeira para aqui. Comprimidos, melhores posturas ao sentar e saquinhos de água quente têm sido os meus dias. Para além do excesso de trabalho já habitual :)
Enfim, de agora em diante, mais postitas virão. Uma deles dentro de breves minutos, sobre O assunto da minha actualidade ;)
Sim, porque o Facebook é uma coisa, mas a verdadeira escrita é aqui, nos sempre vivinhos da silva: blogues blogues blogues!!!!
Um até já
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Cheers

Tenho dúvida quanto à "personalidade jurídica" desta imagem lol mas não resisti. Muito me apraz a amplitude de abertura das minhas pestanas, tendo em conta a hora. Estes são os meus trajes no meu trabalho nº1, que começa a rondar as 7h00, mas deveria começar um pouco mais cedo... eu é que me estico... Mas enfim, 2ºs olhos chec; auscultadores com companhia radiofónica chec; chá chec (agora ando a ver se limpo as impurezas e não há cá café p ninguém!). E este foi um pequeno cheers com a minha colega de trabalho online :)
domingo, 16 de outubro de 2011
You
"You know that feeling? When you’re just waiting. Waiting to get home, into your room, close the door, fall into bed, and just let everything out that you kept in all day. That feeling of both relief and desperation. Nothing is wrong. But nothing is right either. And you’re tired. Tired of everything, tired of nothing. And you just want someone to be there and tell you it’s okay. But no one’s going to be there. And you know you have to be strong for yourself, because no one can fix you. But you’re tired of waiting. Tired of having to be the one to fix yourself and everyone else. Tired of being strong. And for once, you just want it to be easy. To be simple. To be helped. To be saved. But you know you won’t be. But you’re still hoping. And you’re still wishing. And you’re still staying strong and fighting, with tears in your eyes. You’re fighting."
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Rancho Infantil

Há pouco fui à biblioteca, como às vezes costumo em algumas pausas de almoço. E vieram trazer-me à mão esta fotó, que encontraram quando estavam a arrumar material.
Nesta altura eu andava no Rancho Infantil aqui na terra, mesmo quando ele nasceu. Julgo que não andei mais de 2 anos, mas não tenho bem a certeza. Sei e lembro-me que gostava bastante de dançar e dava cartas no "Fadinho", aqui com o meu par. Um amigo de infância, que faz anos 7 dias depois de mim e que, por acaso, trabalha aqui quase na porta ao lado.
Esta fotó foi tirada por ocasião de uma Feira do Livro. Sabem bem estas recordações. Da infância, doce infância :)
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Quase avó

Os óculos não eram bem assim, mas quase.
A cara não era bem assim, mas quase. Era ligeiramente mais redonda.
Os brincos não eram assim, mas quase. Eram de opiro, com uma pintinha preta no meio.
O cabelo era quase assim nos últimos anos, depois de muitos mais de um vaidoso e simples carrapito atrás da cabeça.
Um das vantagens do meu trabalho nº 1 é cruzar-me com gente. Com gente do meu país e da minha terra. Gente que, sem o saber, me comover, me faz rir, sorrir, chorar não, mas pensar nas coisas mais tristes de que a vida também é feita.
Na terça-feira fui filmar as comemorações do Dia Internacional do Idoso aqui na terra. É com a mesma câmara de filmar que vou tirando uma e outra fotografia. Esta foi uma das 31 que tirei neste dia. E pus-me a pensar nos meus avós. Nos meus avós paternos que não conheci, nos meus avós maternos que conviveram comigo. Na minha bisavó paterna (Maria José) que adorava ter conhecido. E sobretudo na minha avó materna, que foi uma segunda mãe para mim, e que me deu tanto de si. Foi-se embora em 2001. Soube da notícia num dia solarengo de Fevereiro. Já há alguns anos que andava em lares, de modo que fisicamente estava menos presente. Mas sempre esteve e estará junto de mim, do meu coração. Peço-lhe tantas vezes ajuda para me amparar nos meus medos, sobretudo. devia agradecer-lhe mais vezes por estar ao meu lado. De certo modo, acredito e sinto que está. Às vezes, volto à última casa onde entrou e onde está. Não rezo muito, não falo muito. Penso sim em tantos momentos que partilhei com ela e que ela partilhou comigo. Gostava tanto que ela estivesse aqui e de ter conseguido duas coisas, que não cheguei a fazer: levá-la de carro a Fátima e à praia :(
E é isto.
Obrigada avó, por tudo.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Fiona
A cena repetiu-se. Tanto espaço deste lado da estrada, mas o raio da outra margem é sempre uma tentação.
Há minutos, já não me deu o bom dia e a hora de almoço de ontem foi a última vez que lhe fiz festinhas.
Foi uma lutadora: o ataque de pulgas que lhe levou a irmã. As noites que passou a soro no veterinário. A "panada" que levou há umas semanas, mas a que sobreviveu. A amiguita que arranjou e "enroscada na qual" dormia.
Afeiçoamo-nos à bicharada e quando ela se vai é o raio da tristeza. Acho que não vou voltar a arranjar cães tão cedo.
Adeus Fiona :(((((
Há minutos, já não me deu o bom dia e a hora de almoço de ontem foi a última vez que lhe fiz festinhas.
Foi uma lutadora: o ataque de pulgas que lhe levou a irmã. As noites que passou a soro no veterinário. A "panada" que levou há umas semanas, mas a que sobreviveu. A amiguita que arranjou e "enroscada na qual" dormia.
Afeiçoamo-nos à bicharada e quando ela se vai é o raio da tristeza. Acho que não vou voltar a arranjar cães tão cedo.
Adeus Fiona :(((((
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