quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Angel & Devil?!
À esquerda podemos ver umas botas para os BVA. Já há bastante tempo que as queria comprar e aproveitei a onda das cerimónias (uma das quais hoje) e bumbas, ja estão. Para o Inverno são de facto uma exclente opção. Lembro-me que hesitava um pouco em comprá-las porque pensava assim: "vou estar a gastar dinheiro e entrett saio dos bombs..." Mas não, cá continuo e continarei, assim tenha saúde. Já lá vão quase 6 anos. E espero virem muitos mais :)
&
À direita uns sapatos LINDOS que vi outro dia numa montra e aos quais não pude resistir. O vestido azul que vai assentar que nem gingas no outfit já está no meu armário há largos meses. Já o usei aliás num casamento. Estes sapatos assentam-lhe que nem uma luva. E com uma pochete dourada que tenho aqui, ficam perfeito, aposto. Assim surjam as ocasiões para envergar tais elementos.
Duas boas compras.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Brincar aos médicos???
Daqui vai um viva para a minha consulta de hoje com o médico de família:
Um médico que, adivinhou as cenas só através dos raio X. Nem sequer me examinou a coluna para ver exactamente de onde vem a dor.
"Deverá ser muscular" (há quase um, mês uau). O facto de ter escrito "indícios de esclerose" também é normal, segundo ele. E a dor não deverá provir daí. Quanto à dor, não sei, mas as pesquisas que fiz indicam que este tipo de doenças são maioriatariamente detectadas em jovens adultos.
Mais um comprimidozito, porque já são poucos os que tomo. E os conselhos que já ouvi (p isso não precisava de lá ter ido): desporto de manutenção, atenção aos esforços, etc.
Nem uma porca de uma credencial para um ortopedista, nem sequer uma prescrição para fisioterapia.
Alguns minutos depois, a 4ª vacina. E julgo que com a enfermeira é que acabei por ter um consulta decente.
Agora vou aguardar e pensar o que vou fazer. Piscina, água quente e conseguir a tal credencial, devem ser os próximos passos..
Adorei a minha consulta de hoje... Parece que andamos a brincar aos médicos...................
Um médico que, adivinhou as cenas só através dos raio X. Nem sequer me examinou a coluna para ver exactamente de onde vem a dor.
"Deverá ser muscular" (há quase um, mês uau). O facto de ter escrito "indícios de esclerose" também é normal, segundo ele. E a dor não deverá provir daí. Quanto à dor, não sei, mas as pesquisas que fiz indicam que este tipo de doenças são maioriatariamente detectadas em jovens adultos.
Mais um comprimidozito, porque já são poucos os que tomo. E os conselhos que já ouvi (p isso não precisava de lá ter ido): desporto de manutenção, atenção aos esforços, etc.
Nem uma porca de uma credencial para um ortopedista, nem sequer uma prescrição para fisioterapia.
Alguns minutos depois, a 4ª vacina. E julgo que com a enfermeira é que acabei por ter um consulta decente.
Agora vou aguardar e pensar o que vou fazer. Piscina, água quente e conseguir a tal credencial, devem ser os próximos passos..
Adorei a minha consulta de hoje... Parece que andamos a brincar aos médicos...................
domingo, 4 de dezembro de 2011
SAP
Ontem, e depois de me ter lembrado de recorrer a um outro médico em modo caseiro, enquanto aguardo pela consulta com o médico de família - e tendo em conta as dores nas costas que nunca mais passam, foram-me receitadas umas injecções (que essas sim, já me deram algumas melhoras - ontem foi a primeira). Um pouco antes da hora de almoço, lá fui eu então ao Serviço de Atendimento Permanente aqui do sítio. Na sala de espera, alguns novos, alguns velhos. Passados uns minutos entra um senhor, e recordo que reparei, ou pensei eu ter reparado, num certo modo ligeiro e apressado como entrou. Como se fosse de encontro a alguma solução a modos que rápida e eficaz para o seu problema. Da sala de espera deu para reparar numa imensidão de aconecimentos. Um desmaio, uma dependência de insulina, não muito bem explicada (foi por isso que terá desmaiado momentaneamente), vários outros problemas de saúde, acompanhamento de um lar da zona de residência, que veio sozinho, a conduzir, desde casa (cerca de 8 Km). Mas sobretudo num problema maior: a solidão. A solidão em que vivem milhares de pessoas por esse mundo fora, por este Portugal e por este concelho onde vivo. Devido a uma das ocupações extra-laborais que tenho (BVA) já tive ocasião de ter uma observação "privilegiada" de alguns casos particulares. Da solidão em que vivem muitos idosos, do autêntico lixo em que as pessoas os transformam, depois de deixarem de ser úteis (para além da reforma que ganham e dos bens que possam deixar em herança), do autêntico lixo em que provavelmente se sentem, ou os fazem sentir. Da força que demonstram ou tentam desmontrar no exterior, quando fazem as suas comprinhas, quando vão à farmácia buscar os seu medicamentos, etc. Do frio que devem sentir na solidão da noite, na cama onde já deixaram de ter o seu marido ou a sua mulher. Enfim, não pode deixar de me comover ao pensar nestas coisas. Se cada um de nós, uma vez por outra, puder fazer sorrir uma pessoa mais velha, nem que seja com um simples surtido cuétara (igual aos 2 que tenho embrulhados dentro do carro para daqui a alguns dias entregar aos destinatários, antes da noite de Natal) o mudo será certamente um bocadinho melhor.
domingo, 27 de novembro de 2011
some words
"You know
that feeling? When you’re just waiting. Waiting to get home, into your room,
close the door, fall into bed, and just let everything out that you kept in all
day. That feeling of both relief and desperation. Nothing is wrong. But nothing
is right either. And you’re tired. Tired of everything, tired of nothing. And
you just want someone to be there and tell you it’s okay. But no one’s going to
be there. And you know you have to be strong for yourself, because no one can
fix you. But you’re tired of waiting. Tired of having to be the one to fix
yourself and everyone else. Tired of being strong. And for once, you just want
it to be easy. To be simple. To be helped. To be saved. But you know you won’t
be. But you’re still hoping. And you’re still wishing. And you’re still staying
strong and fighting, with tears in your eyes. You’re
fighting."
Encontrei este texto já não sei quando, já não sei onde. Sei que o copiei num ápice e que o guardei, com a intenção de o postar aqui, o que nunca mais acabou por acontecer. But today is the day ;) De quando em vez, abro o doc e leio em voz alta. Para alguns, pode parecer triste, para mim não. Transmite-me energia, paz, confiança. aqui o deixo, pode ser que tb dê algo positivo a mais alguém!
sábado, 26 de novembro de 2011
Moment
Com a filhota de uma amiga, a comer pão com manteiga (eu, porque a pequena estava a exercitar as gengivas, que em breve terão dentitos!)
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Antes & Depois???
Ainda é cedo, demasiado cedo para lançar foguetes.
Há pouco entreguei no banco o último doc que faltava para análise da proposta de crédito habitação. Para a semana saberei o veredicto (julgo que não há nenhum factor que pese contra). Se isto for avante, terei muito trabalho? Sim, sem dúvida. Mas é óptimo respirarmos esperança, é melhor ainda lutarmos por coisas que, à partida, parecem difíceis. É óptimo fazermos nós a nossa papa e não mastigarmos tudo o que nos dão. No fundo, é bom crescer, com os prós e os contras que tudo isso tem. Mas é bom crescer, viver, enfim, lutar por nós :)
Há pouco entreguei no banco o último doc que faltava para análise da proposta de crédito habitação. Para a semana saberei o veredicto (julgo que não há nenhum factor que pese contra). Se isto for avante, terei muito trabalho? Sim, sem dúvida. Mas é óptimo respirarmos esperança, é melhor ainda lutarmos por coisas que, à partida, parecem difíceis. É óptimo fazermos nós a nossa papa e não mastigarmos tudo o que nos dão. No fundo, é bom crescer, com os prós e os contras que tudo isso tem. Mas é bom crescer, viver, enfim, lutar por nós :)
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
No seguimento do post abaixo...
Hoje, foi o funeral do companheiro dos BVA, que pereceu ante um cancro, com apenas 41 anos. Aqui há uns tempos vi ou ouvi ou li algures que o ritual fúnebre católico é um dos que procovam maior sofrimento. Eu comovi-me muitíssimo, não posso dizer propriamente que sofri, mas comovi-me pela perda de uma vida que deu muito de si, em vários campos, e ainda tinha muito para dar. Já aqui comentei que ouvir os sinos da igreja por esta altura é horrível. Mas hoje ouvi algo que ainda mais horrível é. O toque "especial" da sirene, quando falece um dos seus. É.... atroz. E mais atroz deve ter sido para aquela família, que vive mesmo à frente do quartel. Não pude ir fardada, por causa do trabalho, mas claro que fui prestar a minha última e humilde homenagem ao companheiro e superior Pedro Caetano. Mas fiz questão de, apesar de ter lugar, me manter sempre de pé, como estavam os meus colegas fardados. Os daqui e os que vieram de longe para se juntar à homenagem. Depois da missa, a ida ao cemitério, sempre triste, pois claro. Há pessoas que ficam até "à última". Eu deixo que o corpo desça à terra e venho embora. É-me doloroso ouvir os gritos de desespero e de saudade das pessoas. É-me doloroso não conseguir deixar de pensar quando alguém de quem eu goste muito desça também. Ou quando é que será a minha vez. Já disse aqui também que este tema da morte me inunda há já largos meses, em especial depois de ter feito um serviços nos BVA, no qual uma moça de 33 anos acabou por falecer. Como sofri e como sofro quando penso nisto. Gostava de conversar com alguém, e não estou a falar de psicólogos, que reflicta sobre este tema e que me pudesse, de certo modo, apaziguar. Acompanho o blogue da Laurinda Alves, e julgo que há jesuítas que abordam muito esta temática. Hei-de investigar mais sobre isto.
Bem, estava eu a dizer que virei então costas e vim embora, não sem antes parar junto à sepultura dos meus avós maternos e de um tio meu que nunca conheci, mas que é impressionantemente parecido com o meu pai. Digo impressionantemente porque é mesmo a cara dele, apesar de não ser gémeo.
E lá fiz o caminho de regresso ao trabalho, à vida normal. Não sem ficar agora o final do dia a pensar nisto, a pensar na vida. A pensar quão frágil somos e a pensar o quão imortais às vezes nos sentimos. Às 19h30 entro de serviços nos BVA. Até às 06h e picos. Deveria ser até às 07h30, mas a essa hora já tenho de ter produzido algum trabalho... Vai ser certamente um serviço... esquisito, calado, enfim... Teremos de ganhar alguma coragem junto dos nossos. E continuar a nossa vida, fazendo homenagens àqueles que vão partindo antes de nós. Rezando com toda a força do mundo, para que nada de mal aconteça com os nossos familiares e amigos. Para que nunca os tenhamos de acompanhar a serem devastados por doenças ou por outras tragédias horrendas. Até que um dia... chegue a nossa própria vez...
Nota: A última vez que apertei a mão ao sub-chefe Caateno foi à cerca de dois meses, na central dos BVA, aquando um fogo enorme que assolou uma aldeia bem perto. A doença mostrava-o frágil, mas mesmo assim, nunca deixou que o sorriso lhe abandonasse a cara. Quem sabe se para dentro já não sorriria... Mas para fora, sempre o fazia. Quando doente e quando saudável. Paz à sua alma.
Bem, estava eu a dizer que virei então costas e vim embora, não sem antes parar junto à sepultura dos meus avós maternos e de um tio meu que nunca conheci, mas que é impressionantemente parecido com o meu pai. Digo impressionantemente porque é mesmo a cara dele, apesar de não ser gémeo.
E lá fiz o caminho de regresso ao trabalho, à vida normal. Não sem ficar agora o final do dia a pensar nisto, a pensar na vida. A pensar quão frágil somos e a pensar o quão imortais às vezes nos sentimos. Às 19h30 entro de serviços nos BVA. Até às 06h e picos. Deveria ser até às 07h30, mas a essa hora já tenho de ter produzido algum trabalho... Vai ser certamente um serviço... esquisito, calado, enfim... Teremos de ganhar alguma coragem junto dos nossos. E continuar a nossa vida, fazendo homenagens àqueles que vão partindo antes de nós. Rezando com toda a força do mundo, para que nada de mal aconteça com os nossos familiares e amigos. Para que nunca os tenhamos de acompanhar a serem devastados por doenças ou por outras tragédias horrendas. Até que um dia... chegue a nossa própria vez...
Nota: A última vez que apertei a mão ao sub-chefe Caateno foi à cerca de dois meses, na central dos BVA, aquando um fogo enorme que assolou uma aldeia bem perto. A doença mostrava-o frágil, mas mesmo assim, nunca deixou que o sorriso lhe abandonasse a cara. Quem sabe se para dentro já não sorriria... Mas para fora, sempre o fazia. Quando doente e quando saudável. Paz à sua alma.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Doença inglória
Há alguns minutos, a notícia de uma pessoa relativamente próxima que sucumbiu ao cancro. Mais uma.
Relativamente próxima porque era um superior no contexto de uma das minhas actividades extra-profissionais, os BVA. Não era das pessoas mais próximas, talvez por ser mais velho. Mas recordarei sempre a simpatia, a humildade em ensinar técnicas, conhecimentos, saberes, o respeito que demonstrava, apesar de os mais novos, ao lado dele, não serem "nada". Estivemos de serviço "juntos" algumas vezes. Uma delas foi numa passagem de ano, julgo que 2009-2010, se não estou em erro. A notícia da doença que o tinha acometido surgiu já não sei quando. E com ela, o sentimento de pena, que julgo todos temos quando sabemos destas coisas. Fui ouvindo notícias da sua luta e cruzei-me com ele algumas vezes nas instalações dos BVA. Onde sempre ia voltando. Visivelmente frágil, como infelizmente é típico das pessoas que sofrem com esta doença. Com um sorriso ligeiramente mais envergonhado, pelo menos assim o via eu, mas sempre com o sorriso. Era uma pessoa da terra, que eu já conhecia de vista, antes de entrar para os BVA, em 2005. Felizmente nunca tive ninguém da família com esta doença. Espero e rezo para nunca ter. E para que eu própria nunca tenha. Já temos provas suficientemente evidentes que ela pode surgir em qualquer pessoas, não escolhendo idades, géneros, etc. Estas notícias são ainda mais tristes quando se sabem de manhã. Um dia a começar e uma vida que acabou. Espero que serenamente, apesar de tudo. Imaginamos se a alma da pessoa existe mesmo, queremos acreditar que sim, porque só essa esperança, mesmo que ténue, torna um pouco mais doce esta nossa efémera existência. Podendo ouvir ou não, aqui fica uma simbólica homenagem. Fique em paz, Pedro Caetano e obrigada pelos bocadinhos que nos deixou.
Relativamente próxima porque era um superior no contexto de uma das minhas actividades extra-profissionais, os BVA. Não era das pessoas mais próximas, talvez por ser mais velho. Mas recordarei sempre a simpatia, a humildade em ensinar técnicas, conhecimentos, saberes, o respeito que demonstrava, apesar de os mais novos, ao lado dele, não serem "nada". Estivemos de serviço "juntos" algumas vezes. Uma delas foi numa passagem de ano, julgo que 2009-2010, se não estou em erro. A notícia da doença que o tinha acometido surgiu já não sei quando. E com ela, o sentimento de pena, que julgo todos temos quando sabemos destas coisas. Fui ouvindo notícias da sua luta e cruzei-me com ele algumas vezes nas instalações dos BVA. Onde sempre ia voltando. Visivelmente frágil, como infelizmente é típico das pessoas que sofrem com esta doença. Com um sorriso ligeiramente mais envergonhado, pelo menos assim o via eu, mas sempre com o sorriso. Era uma pessoa da terra, que eu já conhecia de vista, antes de entrar para os BVA, em 2005. Felizmente nunca tive ninguém da família com esta doença. Espero e rezo para nunca ter. E para que eu própria nunca tenha. Já temos provas suficientemente evidentes que ela pode surgir em qualquer pessoas, não escolhendo idades, géneros, etc. Estas notícias são ainda mais tristes quando se sabem de manhã. Um dia a começar e uma vida que acabou. Espero que serenamente, apesar de tudo. Imaginamos se a alma da pessoa existe mesmo, queremos acreditar que sim, porque só essa esperança, mesmo que ténue, torna um pouco mais doce esta nossa efémera existência. Podendo ouvir ou não, aqui fica uma simbólica homenagem. Fique em paz, Pedro Caetano e obrigada pelos bocadinhos que nos deixou.
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