segunda-feira, 19 de dezembro de 2011



O diploma é semi-personalizado. Tem o meu nome, mas o conteúdo é igual a tantos que já foram passados e a mais que serão.
A medalha não é personalizada. É exactamente igual a tantas outras que foram mandadas fazer e a mais que serão.
Contudo, ambos têm um enormíssimo valor para mim. Apesar de já ir fazer em Abril próximo 6 anos, por questões burocráticas, recebi ontem, juntamente com mais 5 colegas, estes dois símbolos, de 5 anos de "estada" nas fileiras dos BVA, numa altura em que comemoram os 54 anos.

Já podia ter entrado há mais anos. Sempre gosteid e desafios e esta adrenalina que os BVA emanam. Podia ter entrado quando tirei o curso de primeiros socorros na Cruz Vermelha em Coimbra, em 1999. Mas não, "só" quando comecei a trabalhar entrei. Com 23 anos. Entrei para lá e para o andebol. Para preencher um tempo que tinha vazio e que agora tenho cheio. Cheio de emoções, de algum sacrifício, de trabalho, de dedicação. Cheio de um sentimento de felicidade por, a par com dezenas ed colegas e amigos, dar um pequeno contributo para a sociedade de que faço parte. Sei que ainda tenho muito a aprender e ainda me sinto insegura em muitas situações, mas o saldo e positivo. Espero continuar até que possa/consiga.

Dia 25 à noite lá estarei. E dia 30 à noite. E a passar o ano também. São os 3 serviços que farei em 2011.

Só peço saúde e capacidade para em 2012 e adiante fazer muitos mais. Um pequeno orgulho, de mim :)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

May or May not

"You may not love me like I love you,You may not care for me like I care for you But if you ever need me, I will always be around for you."

Apanhei há instantes este comment a uma fotó no FB. Parece-me que será de um qualquer filme da Haudrey Hepburn, não tenho a certeza, mas é bonito, e muito :)

Saudável

O telefone da camarata tocou esta madrugada, um pouco depois das 5h00. Primeiro indicações de um incêndio, depois de acidente. Acabou por não ser nada de "por aí além", tendo em conta os ingredientes: um camião cisterna de combustível (por acaso vazio), duas curvas perigosas, nevoeiro, enfim... O camião ficou meio torcido e na faixa de rodagem contrária. Fuga no depósito de combusível do próprio veículo. Mas o que me fez pensar um pouco mais foi no senhor, que deve ter p'raí uns 60 e tal anos. Digo deve porque, não sendo médica, julgo que não deverá ter mazelas por aí além, do que vi. Mas fixei os olhos calmos e ligeiramente assustados dele. Ali deitado na maca. As mãos cruzadas sobre o peito. A cabeça com um pouco de sangue porque tentou sair pela porta oposta, com medo de uma possível explosão ou incêndio. Medo. Uma palavra que impõe respeito, não é. Medo do que poderia ter acontecido, medo da morte, medo porque acabou bem algo cujos dados estavam todos na direcção para correr mal. Mas há que inverter a coisa e pensar (como aquele senhor deve ter pensado nos momentos todos que esteve sozinho, ainda sem ajuda, e depois quando já tinha apoio) no melhor. Que acabou tudo bem. Que lutamos dia-a-dia por nós  e pelos nossos e que por causa de uma gaita qualquer pode ir tudo por água abaixo, de uma só vez... Se calhar não é muito saudável pensar (eu) tanto sobre isto, mas ficou a bater um bocado. Mais logo já passa, digo eu...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Angel & Devil?!


À esquerda podemos ver umas botas para os BVA. Já há bastante tempo que as queria comprar e aproveitei a onda das cerimónias (uma das quais hoje) e bumbas, ja estão. Para o Inverno são de facto uma exclente opção. Lembro-me que hesitava um pouco em comprá-las porque pensava assim: "vou estar a gastar dinheiro e entrett saio dos bombs..." Mas não, cá continuo e continarei, assim tenha saúde. Já lá vão quase 6 anos. E espero virem muitos mais :)

&

À direita uns sapatos LINDOS que vi outro dia numa montra e aos quais não pude resistir. O vestido azul que vai assentar que nem gingas no outfit já está no meu armário há largos meses. Já o usei aliás num casamento. Estes sapatos assentam-lhe que nem uma luva. E com uma pochete dourada que tenho aqui, ficam perfeito, aposto. Assim surjam as ocasiões para envergar tais elementos.

Duas boas compras.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Brincar aos médicos???

Daqui vai um viva para a minha consulta de hoje com o médico de família:

Um médico que, adivinhou as cenas só através dos raio X. Nem sequer me examinou a coluna para ver exactamente de onde vem a dor.
"Deverá ser muscular" (há quase um, mês uau). O facto de ter escrito "indícios de esclerose" também é normal, segundo ele. E a dor não deverá provir daí. Quanto à dor, não sei, mas as pesquisas que fiz indicam que este tipo de doenças são maioriatariamente detectadas em jovens adultos.
Mais um comprimidozito, porque já são poucos os que tomo. E os conselhos que já ouvi (p isso não precisava de lá ter ido): desporto de manutenção, atenção aos esforços, etc.
Nem uma porca de uma credencial para um ortopedista, nem sequer uma prescrição para fisioterapia.

Alguns minutos depois, a 4ª vacina. E julgo que com a enfermeira é que acabei por ter um consulta decente.

Agora vou aguardar e pensar o que vou fazer. Piscina, água quente e conseguir a tal credencial, devem ser os próximos passos..

Adorei a minha consulta de hoje... Parece que andamos a brincar aos médicos...................

domingo, 4 de dezembro de 2011

SAP

Ontem, e depois de me ter lembrado de recorrer a um outro médico em modo caseiro, enquanto aguardo pela consulta com o médico de família - e tendo em conta as dores nas costas que nunca mais passam, foram-me receitadas umas injecções (que essas sim, já me deram algumas melhoras - ontem foi a primeira). Um pouco antes da hora de almoço, lá fui eu então ao Serviço de Atendimento Permanente aqui do sítio. Na sala de espera, alguns novos, alguns velhos. Passados uns minutos entra um senhor, e recordo que reparei, ou pensei eu ter reparado, num certo modo ligeiro e apressado como entrou. Como se fosse de encontro a alguma solução a modos que rápida e eficaz para o seu problema. Da sala de espera deu para reparar numa imensidão de aconecimentos. Um desmaio, uma dependência de insulina, não muito bem explicada (foi por isso que terá desmaiado momentaneamente), vários outros problemas de saúde, acompanhamento de um lar da zona de residência, que veio sozinho, a conduzir, desde casa (cerca de 8 Km). Mas sobretudo num problema maior: a solidão. A solidão em que vivem milhares de pessoas por esse mundo fora, por este Portugal e por este concelho onde vivo. Devido a uma das ocupações extra-laborais que tenho (BVA) já tive ocasião de ter uma observação "privilegiada" de alguns casos particulares. Da solidão em que vivem muitos idosos, do autêntico lixo em que as pessoas os transformam, depois de deixarem de ser úteis (para além da reforma que ganham e dos bens que possam deixar em herança), do autêntico lixo em que provavelmente se sentem, ou os fazem sentir. Da força que demonstram ou tentam desmontrar no exterior, quando fazem as suas comprinhas, quando vão à farmácia buscar os seu medicamentos, etc. Do frio que devem sentir na solidão da noite, na cama onde já deixaram de ter o seu marido ou a sua mulher. Enfim, não pode deixar de me comover ao pensar nestas coisas. Se cada um de nós, uma vez por outra, puder fazer sorrir uma pessoa mais velha, nem que seja com um simples surtido cuétara (igual aos 2 que tenho embrulhados dentro do carro para daqui a alguns dias entregar aos destinatários, antes da noite de Natal) o mudo será certamente um bocadinho melhor.

domingo, 27 de novembro de 2011

some words


"You know that feeling? When you’re just waiting. Waiting to get home, into your room, close the door, fall into bed, and just let everything out that you kept in all day. That feeling of both relief and desperation. Nothing is wrong. But nothing is right either. And you’re tired. Tired of everything, tired of nothing. And you just want someone to be there and tell you it’s okay. But no one’s going to be there. And you know you have to be strong for yourself, because no one can fix you. But you’re tired of waiting. Tired of having to be the one to fix yourself and everyone else. Tired of being strong. And for once, you just want it to be easy. To be simple. To be helped. To be saved. But you know you won’t be. But you’re still hoping. And you’re still wishing. And you’re still staying strong and fighting, with tears in your eyes. You’re fighting."


Encontrei este texto já não sei quando, já não sei onde. Sei que o copiei num ápice e que o guardei, com a intenção de o postar aqui, o que nunca mais acabou por acontecer.  But today is the day ;) De quando em vez, abro o doc e leio em voz alta. Para alguns, pode parecer triste, para mim não. Transmite-me energia, paz, confiança. aqui o deixo, pode ser que tb dê algo positivo a mais alguém!

sábado, 26 de novembro de 2011

Moment


Com a filhota de uma amiga, a comer pão com manteiga (eu, porque a pequena estava a exercitar as gengivas, que em breve terão dentitos!)