quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Fotó + Comment
A fotó e o comentário seguinte não têm ligação à partida.
A fotó foi o resultado de alguns minutos de experimentação/brincadeira antes de arrancar para mais uma tarde.
O comentário segue-se a uma pequena conversa virtual. Um desabado vá:
Apesar de estar plenamente consciente de que nunca mais vou repetir aqueles, cerca de, 15 dias de 2007, como eu vibro por dentro cada vez que isto me volta à cabeça. Não quero/não me apetece/não consigo interessar-me por mais ninguém. Devia, mas não quero/não me apetece/não consigo. É duro saber da impossibilidade de consumar este sentimento que nunca foi de mais de ninguém e que, julgo, de mais ninguém será. É dele, é de ti. É como o mar, ora adormece, ora explode. Faz-me vibrar, pelo bocadinho de vivi, e faz-me sofrer, pelo bocadão que não poderei viver. Como é que se sai desta espécie de beco?
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Ego
De manhã, trouxe óculos e a recente franjola para trás, pesa com ganhos. De tarde "mudasti": botei as lentes de (full) contact hehe, franja p a frente e passada a ferros! Bastam segundos para ficarmos diferentes.
Bem, mas também pus um ligeiro tracinho preto nos olhos. Para isso, cheguei-me mais perto do espelho. E ri-me. Foi aqui que reparei nas pequenas rugas de expressão (que não me incomodam minimamente, até ver...) e pensei: como o tempo passa. Experiências, trabalhos, preocupações, alegrias. A nossa passagem por cá esvai-se assim, quase sem darmos por ela. E continuei a pensar que, apesar de quem não me conhecer poder pensar que tenho 20 anitos (será que parece?). Digo isto porque, comparado com outras amigas ou pessoas da mesma idade, não adoptei os sapatos altos nem a roupa se calhar mais "adulta" na maioria das vezes. Mas são as pequenas rugas de expressão que levantam um bocadinho do véu da idade de temos e das nossas experiências até aqui. Quase nos 30, vou pensando e pensando nisto. E acrescento ainda: como sou parecida com a minha mãe (quando ela era mais nova). Expressões muito parecidas, a cana do nariz fininha e ligeiramente torta, os lábios, enfim, muito parecida mesmo. Qq dia, volto ao armário das fotografias e faço uma cópia de uma fotó dela para elucidar esta parte dos pensamentos de hoje.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Morrer no Natal
Na impossibilidade de banir a morte, deveria, ao menos, haver uma lei que não deixasse morrer ninguém na época do Natal.
Esta noite, faleceu (mais) um colega dos bombeiros. Um rapaz julgo que à volta dos 30 e tal anos. Humilde, não extremamente sociável, mas simpático, simples e de bom coração. Coração que, fisicamente, lhe terá ditado a partida.
Julgo que tinha um irmão. Mas que tristeza assolará por hora a mãe deste rapaz, o Rui. Em noites que se pedem quentes e na antevéspera de mais uma Consoada.
A última vez que vi o Rui foi no Domingo de manhã. No 1º andar decorria a cerimónia sobre a qual falei no post abaixo. E eu saí mais cedo porque a minha tensão às vezes desce um bom bocado e, em especial quando estou num sítio fechado e parada, pode dar-me uma espécie de "amoke". De modo que desci e fiquei a apanhar ar. O Rui estava a falar com o padre, que minutos mais tarde iria abençoar as três novas viaturas dos BVA.
A penúltima vez que vi o Rui foi no dia 8, um feriado, na missa em que os BVA participaram. Ele estava ao meu lado na fileira e, de facto, a respiração nele estava tramada. Terá sido, também, ela que lhe ditou o fim.
E agora a conclusão neste tipo de posts (que infelizmente já fiz 3 vezes durante este ano que está quase a acabar): O tempo irá amainando não a dor, porque o Rui não era assim tão próximo de mim. Mas a tristeza deste tipo de notícias. De vidas que se vão quando ainda têm tanto para dar/usufruir. De gente nova que se vai antes do tempo. De gente humilde que, apesar de constrangimentos/dificuldades ainda consegue ir dando um pouco/muito de si aos outros. Fica em paz Rui, que Deus te guarde e te dê tudo aquilo que aqui em baixo não te puderam/souberam dar.
Esta noite, faleceu (mais) um colega dos bombeiros. Um rapaz julgo que à volta dos 30 e tal anos. Humilde, não extremamente sociável, mas simpático, simples e de bom coração. Coração que, fisicamente, lhe terá ditado a partida.
Julgo que tinha um irmão. Mas que tristeza assolará por hora a mãe deste rapaz, o Rui. Em noites que se pedem quentes e na antevéspera de mais uma Consoada.
A última vez que vi o Rui foi no Domingo de manhã. No 1º andar decorria a cerimónia sobre a qual falei no post abaixo. E eu saí mais cedo porque a minha tensão às vezes desce um bom bocado e, em especial quando estou num sítio fechado e parada, pode dar-me uma espécie de "amoke". De modo que desci e fiquei a apanhar ar. O Rui estava a falar com o padre, que minutos mais tarde iria abençoar as três novas viaturas dos BVA.
A penúltima vez que vi o Rui foi no dia 8, um feriado, na missa em que os BVA participaram. Ele estava ao meu lado na fileira e, de facto, a respiração nele estava tramada. Terá sido, também, ela que lhe ditou o fim.
E agora a conclusão neste tipo de posts (que infelizmente já fiz 3 vezes durante este ano que está quase a acabar): O tempo irá amainando não a dor, porque o Rui não era assim tão próximo de mim. Mas a tristeza deste tipo de notícias. De vidas que se vão quando ainda têm tanto para dar/usufruir. De gente nova que se vai antes do tempo. De gente humilde que, apesar de constrangimentos/dificuldades ainda consegue ir dando um pouco/muito de si aos outros. Fica em paz Rui, que Deus te guarde e te dê tudo aquilo que aqui em baixo não te puderam/souberam dar.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
O diploma é semi-personalizado. Tem o meu nome, mas o conteúdo é igual a tantos que já foram passados e a mais que serão.
A medalha não é personalizada. É exactamente igual a tantas outras que foram mandadas fazer e a mais que serão.
Contudo, ambos têm um enormíssimo valor para mim. Apesar de já ir fazer em Abril próximo 6 anos, por questões burocráticas, recebi ontem, juntamente com mais 5 colegas, estes dois símbolos, de 5 anos de "estada" nas fileiras dos BVA, numa altura em que comemoram os 54 anos.
Já podia ter entrado há mais anos. Sempre gosteid e desafios e esta adrenalina que os BVA emanam. Podia ter entrado quando tirei o curso de primeiros socorros na Cruz Vermelha em Coimbra, em 1999. Mas não, "só" quando comecei a trabalhar entrei. Com 23 anos. Entrei para lá e para o andebol. Para preencher um tempo que tinha vazio e que agora tenho cheio. Cheio de emoções, de algum sacrifício, de trabalho, de dedicação. Cheio de um sentimento de felicidade por, a par com dezenas ed colegas e amigos, dar um pequeno contributo para a sociedade de que faço parte. Sei que ainda tenho muito a aprender e ainda me sinto insegura em muitas situações, mas o saldo e positivo. Espero continuar até que possa/consiga.
Dia 25 à noite lá estarei. E dia 30 à noite. E a passar o ano também. São os 3 serviços que farei em 2011.
Só peço saúde e capacidade para em 2012 e adiante fazer muitos mais. Um pequeno orgulho, de mim :)
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
May or May not
"You may not love me like I love you,You may not care for me like I care for you But if you ever need me, I will always be around for you."
Apanhei há instantes este comment a uma fotó no FB. Parece-me que será de um qualquer filme da Haudrey Hepburn, não tenho a certeza, mas é bonito, e muito :)
Apanhei há instantes este comment a uma fotó no FB. Parece-me que será de um qualquer filme da Haudrey Hepburn, não tenho a certeza, mas é bonito, e muito :)
Saudável
O telefone da camarata tocou esta madrugada, um pouco depois das 5h00. Primeiro indicações de um incêndio, depois de acidente. Acabou por não ser nada de "por aí além", tendo em conta os ingredientes: um camião cisterna de combustível (por acaso vazio), duas curvas perigosas, nevoeiro, enfim... O camião ficou meio torcido e na faixa de rodagem contrária. Fuga no depósito de combusível do próprio veículo. Mas o que me fez pensar um pouco mais foi no senhor, que deve ter p'raí uns 60 e tal anos. Digo deve porque, não sendo médica, julgo que não deverá ter mazelas por aí além, do que vi. Mas fixei os olhos calmos e ligeiramente assustados dele. Ali deitado na maca. As mãos cruzadas sobre o peito. A cabeça com um pouco de sangue porque tentou sair pela porta oposta, com medo de uma possível explosão ou incêndio. Medo. Uma palavra que impõe respeito, não é. Medo do que poderia ter acontecido, medo da morte, medo porque acabou bem algo cujos dados estavam todos na direcção para correr mal. Mas há que inverter a coisa e pensar (como aquele senhor deve ter pensado nos momentos todos que esteve sozinho, ainda sem ajuda, e depois quando já tinha apoio) no melhor. Que acabou tudo bem. Que lutamos dia-a-dia por nós e pelos nossos e que por causa de uma gaita qualquer pode ir tudo por água abaixo, de uma só vez... Se calhar não é muito saudável pensar (eu) tanto sobre isto, mas ficou a bater um bocado. Mais logo já passa, digo eu...
Subscrever:
Mensagens (Atom)


