sexta-feira, 20 de abril de 2012

Irregular Choice

Os sapatos foram um dos temas de conversa ao almoço de hoje. Estes podem encontrar-se aqui e são lindos como o caneco! Pena que só têm disponível o nº 40. Estava lançada para encomendar online :(

Dizer que são lindos é pouco :)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Auto-retrato



Hoje vim assim. Uns pintalganços a rondar as 7h00 até que nem ficaram mau de todo... Depois, a meio da manhã, o intervalo da praxe foi captado em vários momentos egocêntricos! Um dos mais engraçados consta agora aqui :)

Muito bom

"Sorria, brinque, chore, beije, morra de amor, sinta, sonhe, grite e, acima de tudo, viva. O fim nem sempre é o final. A vida nem sempre é real. O passado nem sempre passou. O presente nem sempre ficou e o hoje nem sempre é agora. Tudo o que vai, volta. E se voltar é porque é feito de amor".

Reynaldo Gianecchini

terça-feira, 17 de abril de 2012

I wanna know you



Às vezes, aqui no meu recanto e, em especial, quando descubro boas músicas e posso trabalhar ao mesmo tempo que as oiço, na solidão dos meus auscultadores, sinto mesmo essa solidão. Chiça... Às vezes penso que adoro a minha liberdade e, meu Deus, como a prezo e como agradeço por toda a sorte que tenho tido, muito por força de esforço diário, sem dúvida, e quem sabe de uma ou outra ajuda dos Céus.

Mas outras vezes, bolas, queria tanto conhecer alguém interessante, com quem pudesse partilhar e de quem pudesse receber os pensamentos, os desabafos, a vida.

À partida vou mudar radicalmente de assunto, mas na verdade não: Os meus 4 gatitos pequenitos têm estado no meu quarto, mas como já estão na fase da brincadeira, deixo-os agora na cozinha, onde todos podem apreciá-los. Ao almoço, e como da minha parte já não há quase interacção nenhuma, o ponto de atracção dos meus pais, foram exactamente os gatos. Riram-se com as tropelias deles. E eu pensava: De facto, eu devo ter mesmo um problema muito sério. Podia ter tido a capacidade, o encaminhamento para estarem agora, neste momento, a usufruir de netos, mas não... Capacidade talvez seja uma palavra muito forte, mas enfim, é umj desabafo.

Só sei que, de quando em vez, bem penso nos números que tenho guardados no meu tlm, be, olho p os contactos do FB, bem vou regressando à minha querida Coimbra, na esperança da minha vida se cruzar com outra vida que, como eu, bem lá no fundo, procure... uma existência repleta de paz e amor...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Tarde superada

A primeira vez que desenhei a minha agenda para a tarde de hoje, parecia uma tarefa impossível. Mas com esforço, tudo se fez. Entre uma inauguração à hora x, uma estadia forçada dentro do carro ao pc, para envios importantes, com a ingestão de uma pêra pelo meio e uma pala extra para tapar o Sol. E ainda uma outra inauguração ao final da tarde. Mais o regresso ao local fixo de trabalho, para mais actualizações e guardar correctamente o material recolhido. Resultado: uma dor de cabeça a despontar há uns minutos. Mas satisfação por mais estas tarefas cumpridas.

Continuo a fazer agradecimentos diários pela sorte que tenho. De adorar os meus trabalhos, de ter capacidade e saúde para trabalhar e de ir conseguindo orientar maioritariamente com tanta, mas tanta coisa ao mesmo tempo.

Quase que volto a rastejar até casa, onde me espera a sopa gostosa que fiz ontem e mais uns episódios de Friends. Um ou dois, é até adormecer..

Obrigada, obrigada, obrigada.

domingo, 15 de abril de 2012

Perfume

Não, não vou falar da banda de música :)

Esta manhã tomei banho com um gel duche com leite e mel. Depois de uma manhã de Domingo calma e de uma tarde um pouco atarefada, vesti há pouco uma camisola interior quase acaba de tirar do arame. Apesar de já me apetecer, e como, estar a postos para dormir, ainda tenho aqui uma horita (ou mais) de trabalho ao pc.... Eis que, de repente, e impulsionado pelo aquecedor que tenho ligado aqui à minha direita, sinto um aroma diferente. Esta mistura de gel de banho, de roupa lavada e dos locais por onde passei hoje, fizeram subir-me ao nariz um perfume igual ao teu. Um perfume doce, como doces e efémeras foram aquelas duas semanas de Julho. O teu cheiro, bolas. E com ele, as recordações vêm todas não à lembrança, porque da lembrança ainda não as consegui tirar, mas vêm a modos que quase a sair pelos olhos, pela boca. As lembranças com as quais me ocupei no caminho de regresso de mais um jogo de andebol (desta vez na Batalha) e as mesmas lembranças que me acompanham todos os dias. E sempre a mesma pergunta: Porque raio é que o universo não conspirou para que, hoje, pudéssemos ser um só?

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Intitulável

A morte é, para mim, o mais insondável e profundo mistério da vida. O que acontece aos que vão, o sofrimento íntimo dos que lhes são mais chegados, a comoção inerente a todo o ritual (que, também na minha opinião, no caso do Cristianismo, são imensamente dolorosos).

Hoje foi a sepultar mais um camarada dos BV. Na casa dos 50 anos. Algo repentino, que pode acontecer a qualquer pessoa, em qualquer lugar.

O som choroso da sirene é... de arrepiar a alma. Num espaço de... 5 meses talvez, é o terceiro. A proximidade não era mais que muita, mas era um camarada, que sempre sorria quando apertávamos a mão.

Deixa dois filhos, rapazes já criados, ou melhor, na recta final da criação. E uma mulher, que caminhava amparada por mãos amigas, de cabeça erguida, mas com um olhar de bradar aos céus.

Minha nossa, isto toca-me mesmo fundo. E está muito fresco. Por isso mais sentimental. Um desabafo virtual, necessário.

É um chavão, mas... tentemos nós que por cá ficamos valorizar a vida, valorizar as pessoas e sermos felizes, fazendo felizes os outros.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Bela Flor



Faz hoje um ano, tinha comprado o mais recente da Maria Gadú há poucos dias. E foi neste mesmo dia que aconteceu uma tragédia, e que se foi uma miúda catita, de sorriso contagiante.

Escrevi aqui na altura que era mais nova do que eu e de que eu não tinha uma afinidade propriamente dita com ela. Convivíamos apenas no contexto de uma actividade extra-laboral para ambas.

E foi nessa madrugada que, por causa de um acidente estúpido, de alguém ainda mais estúpido e irresponsável, que ela, a Joana, deixou todos os que a amavam. Dias depois um outro moço do grupo de amigos, viria a falecer também, devido ao mesmo acidente. Mais uma 3ª pessoa em estado grave (que recuperou) e mais uns feridos ligeiros. Um dia trágico.

Sempre que oiço esta música, e outras da Maria Gadú, lembro-me dessa semana horribilis. Continuo a gostar da música, apesar de ela ter marcado uma realidade difícil de aceitar. Às vezes ainda me dou a abanar a cabeça, pensando ter-se tratado de um sonho infeliz. Há uns meses, cheguei a passar no cemitério, anónima, e deixei umas flores brancas. Não tenho a certeza se era a campa dela, porque na cerimónia, fiquei um pouco afastada e ainda não havia identificação. Deixei numa que tinha algo que me fez ter a certeza quase absoluta de que se tratava do mesmo local. Tinha um coração vermelho "desenhado" com umas pedrinhas.

O coração da irmã mais nova dela, que é um amor de miúda;
O coração da mãe, cuja imagem magra e destroçada não mais me saiu da cabeça;
O coração do pai, que possivelmente tentará ser um muro de força exterior, mas cujo interior se fez em cacos.

De certeza que a Joana olhará por eles, nesta altura.