segunda-feira, 9 de julho de 2012

Apanha-me se puderes


Apanhada em flagrante no passado sábado, em trabalho num caminhada que deu luta, principalmente porque ia com a câmera e o tripé atrelados... Mas valeu.

Acima sem saber (algures pouco depois das Lagoas, salvo erro) e Abaixo em pose (junto à capela dos Netos, depois de apanhar um grande plano do grupo todo!)

domingo, 8 de julho de 2012

sábado & domingo


SÁBADO: Ontem, ao final da tarde, um momento de "descanso e bom trato" que foi ouro sobre azul. Há séculos que não refastelava por alguns instantes. Foram breves os minutos que assim estive, mas souberam mais que bem.

DOMINGO: Mais um dia de serviço nos bombs. Após uma manhã tranquila, uma tarde que só parou na recta final. Em resumo, hoje...

1- Acompanhei um senhor na casa dos 30 e tal que, participando num passeio de bicicleta típico, acabou por cair e, pelo menos, deixar o nariz num estado "chato";
2- Tentei fazer um pouco de trabalho de psicologia com uma senhora que se enervou numa discussão familiar. Às vezes pensamos que escasseiam, mas ainda há mulheres totalmente dependentes de homens. Alguns deles, com o cunho de uma vida militar, levam para casa a rigidez com que o seu mundo profissional se rege. (isto é uma análise estritamente pessoal e com muito poucos dados atenção. Um desabafo...)
3- Contei uma espécie de história a uma senhora com mais de 80 anos e uma glicémia galopante (mais de 500), perguntando-lhe vezes sem conta se estava bem disposta e dizendo-lhe que estávamos a dar um passeio.
4- Vi o sofrimento nos olhos claros e lindos de um senhor de 72, fininho que nem uma cana, com uma doença oncológica e um buraco na garganta. Olhei-o vezes sem conta ao longo do caminho, sem lhe puder aliviar o sofrimento, e pensando se ele teme a morte, se quer que ela chegue depressa. Quase que tentado imaginar o que sentia, vestindo o colete que tantas vezes deve ter vestido, quando ainda vendia saúde;
5- Conversei e incentivei a respirãção correcta de um senhor de cerca de 60 anos, que depois de ter ido visitar ao hospital uma filha doente, viria a voltar lá com fortes dores no estômago, após um lanche inofensivo.

E é assim que, cansada mas ainda com algum trabalho aqui ao pc, me sinto feliz e triste. Feliz por ter saúde, por ter trabalho e por puder, modestamente, ir ajudando os outros aqui e ali. Triste pelas realidades que nos rodeiam, algumas mais perto do que pensamos. E muitas delas masaradas de uma rotina cheia de dor e sofrimento.

Mas, acima de tudo, a cada dia mais consciente de que viver em plenitude, de bem connosco e com os outros é a coisa mais preciosa que pode haver.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A morte voltou a sair à rua :'(

Ninguém gosta de receber más notícias. E muito menos do género destas.

Esta manhã, pouco passava das 9h00 recebi um telefonema da minha mãe a perguntar "Sabes quem é que morreu?". E eu com o coração aos pulos, com a pergunta idiota: "Não me digas nada, que eu não quero saber.... Não foi ninguém da nossa casa?".

Felizmente não foi ninguém de casa. Infelizmente foi alguém da família. Do que sei e do que me recordo foi o primeiro (e último, espero) a ter a vida colhida por um acidente de viação, do qual não sei os contornos. E também não sei se quererei saber.

Era o meu primo Zé, dos Netos. Saiu novo daqui, emigrou para procurar uma vida melhor. Que encontrou. Nem sei a idade que tinha ao certo. Apesar de esguio e magrinho, deveria ter perto de 50 talvez. Era novo portanto. Ainda tinha muito para viver, para dar e para receber.

As poucas vezes que nos cruzávamos era sempre engraçado. Ria-se sempre :) Olhava sempre para mim, de alto a baixo, quase como se fosse um irmão mais velho que me via mais crescida de tempos a tempos.

Vi-o, pela última vez há poucas semanas. Veio almoçar com o meu pai, como fazia frequentemente. Tio e sobrinho eram muito amigos e cúmplices. Imagino que contassem um ao outro, coisas que não contariam a mais ninguém. É um dos motivos pelos quais lamento profundamente a partida dele.

É estranho vir fazer aqui desabafos sobre pessoas que vamos perdendo/vendo partir. A camisa preta que vestiu há uns anos, quando o pai dele (o meu tio "Manel") partiu, veste-na hoje os irmãos que se unem numa cumplicidade mórbida, pelo contexto, mas comovente ao mesmo tempo.

Daqui a pouco, dois deles irão "ao seu encontro", na Suíça, e tomar partido na decisão de ele ficar lá ou cá. De fora, eu penso que era uma pena não ficar cá - em Portugal - para a eternidade. Foi cá que nasceu e acho que deveria ser cá que descansaria em paz, junto do pai. Mas se era essa a vontade dele, pois que fique onde, em vida, acharia melhor. Se é que alguma vez pensou que partiria cedo demais.

E pronto, uma sexta-feira zonza. Uma grande tristeza. Obrigada primo Zé pelos teus sorrisos contagiantes e pela tua inspiradora simplicidade (que era do tamanho do mundo). A vida e a diferença de idades não nos fez conviver assim tantas vezes, mas guardar-te-ei para sempre no meu coração.

My Sunshine and my Rain



Hoje estou assim, não me apetece cá barulhos... Só música mansinha. Xiuuuuuu

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Sem preço

É impagável a recompensa que se recebe, no nosso bem-estar, ao cumprir objectivos a que nos propomos. Há umas semanas aceitei (mais) um pequeno desafio extra-laboral: trabalhar num pequeno documentário sobre profissões "artesanais". Aceitei-o de imediato, por se enquadrar numa das minhas áreas de trabalho (audiovisual) e numa das minhas áreas de interesse (o antigamente, digamos assim). Não o fiz sozinha, não senhor. Falo da minha parte do trabalho, que neste momento está "no forno" a fazer o ficheiro final.

Foi difícil e cansativo encaixar as tarefas na vida profissional? Sem dúvida.
Apetece-me dormir até mais não? SE apetece, minha nossa.
Estou com dor de costas? RRRRsssss Verdade
Acabei de decidir que hoje vai ser dia de pizza à discrição, a modos que para comemorar? Afirmativo.

Mas fica a pergunta fundamental: Valeu a pena? CLARO QUE SIM.

Neste momento, ainda só foi visto por mim. Mais logo começa a ser visto por outros. Aguardo com alguma ansiedade opiniões ao resultado final :)

Sadness

Não penso na minha avó só quando estou triste. Lembro-me dela milhões de vezes, julgo que todos os dias. Por estes minutos, tive uma vontade gigante de a ter de novo aqui. De ouvir as suas palavras doces e reconfortantes. O som pausado da voz. E o som do relógio de corda azul. E de dormir naqueles fofinhos lençóis de flanela. Uma vontade enorme de ter alguém que me reconforte e para junto de quem pudessse voltar ao final do dia, acabando a correr o trabalho, para que esse(s) momento(s) chegasse depressa...

terça-feira, 3 de julho de 2012

London & Dublin


Sabe tããão bem ir lutando/trabalhando por pequenos/grandes sonhos/objectivos (chiça tanta barra!!). Posto isto, parece que a viagem até Londres que já há longos anos tinha a vontade de concretizar vai mesmo acontecer. Cerca de 16 (??) anos depois de ter feito a minha primeira (e única, até ao momento) de avião, parece que vou subir a bordo outra vez! Com (muita) cagufa, confesso, mas vá....

Londres sérá o bolo e a Irlanda será a cereja lol. Aproveito e dou um pulinho, visitando um amigo que lá está. Até Londres terei companhia de uma amiga, depois o plano será ir de ferry até à Irlanda e passar lá um ou dois dias ainda com a mesma companhia. Deverei ficar depois mais um tempo sem a amiga, mas com o amigo que lá está. No regresso das duas uma: Ou estarei tão cansada e terei adorado a viagem de avião, que virei directamente de lá, Ou cumpro o outro desejo da viagem de comboio(s) Londres-Paris (1 dia ou 2)- Hendaye-Pombal!

Vai ser tão, mas tão espectacular não estar ao pc vários dias :)) Que a brincar a brincar há basicamente um ano e meio que estou TODOS os dias ao pc a trabalhar...

Rui Veloso e Mariza - Não Queiras Saber de Mim



Há músicas que, por vezes, nos fazem acreditar terem sido escritas es-pe-ci-fi-ca-men-te para nós, para o nosso estado de espírito. Já assentou que nem uma luva noutros dias, hoje só me apetece ouvi-la por ser mansinha :)