A meio da manhã estava a fazer umas coisas ora dentro ora fora de casa, mas fora o ar tinha um brilho especial. Aquele brilho que os domingos têm, e em especial em dias chuvosos. Foi então que saquei da máquina e exercitei-me nestas caras larocas :)
domingo, 4 de novembro de 2012
sábado, 3 de novembro de 2012
Merendeiras em flashes
Dei mais merendeiras do que comi, este ano. Enjoou-me mais do que é normal prová-las, não sei bem porquê.
De qq modo, mais um ano e mais uma vez a tradição cumprida. Algo em que tenho muito gosto de participar, por fazer parte do meu imaginário de criança.
Uma corrida a casa a meio da tarde para amassar (a tarefa que mais gosto, confesso). Tudo à mão, mesmo à moda de Ansião!
O aventalzito janota, para compor o figurino. E um agradável "Diário de Bridget Jones" a acompanhar o salto a casa em horário de trabalho... (foi rápido vá!).
O final de dia (cansativo) passado à beira do forno a lenha. Que me custou uns dias de uma dor de cabeça chata e batatas na garganta...
O pão com chouriço que estreámos este ano. E o pão normal.
Espero que para o ano repita, com o forno a lenha, mas com mais amor, conversa e boa disposição no calor da lareira...
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
"Palavras Cruzadas"
É absolutamente indescritível por palavras o sentimento quente, saudoso, nostálgico que me vem à memória ao ouvir esta música, que ouvia tb por volta de 1986 (com 4 anos), possivelmente na cozinha enquanto a minha mãe fazia uma sopa na panela e pressão. Ou enquanto eu experimentava escrever o meu nome sozinha num papel. Ou enquanto o meu pai chegava da caça, ao Domingo, com uns coelhos para a minha mãe arranjar.
Mas acho que acabei por descrever :)
Tempo que passa (depressa demais) e saudades (muitas) que ficam.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Solteirices
Acho que influenciada pelo cansaço de ontem, de volta das merendeiras, e pelo "resfriado" que apanhei (que me fez acordar com dor de garganta, dor de cabeça e a rezar para que a noite chegue o mais depressa possível para me deitar novamente) o dia foi ficando chocho, chocho e cada vez mais chocho.
E influenciada tb pelo "Diário de Bridget Jones" que estava a dar ontem na tv enquanto amassava as merendeiras.
De modo que de adoentada, passei a doente. De doente a triste. E de triste a chorosa.
E penso:
O que é que é permitido à moças solteiras, desimpedidas e amorasamente falhadas?
É-nos permitido pedinchar amor, atenção, palavras doces, um mão quente a afagar as costas, um ombro que possamos molhar com as nosas lágrimas? A quem? Pela Net, pelo tlm, por msg? Até onde podemos ir quando, sem saber bem porquê, descemos até ao fundo nosso poço?
Existe alguma montanha onde possa fazer uma fogueira para dar sinais de fumo?
Existe alguém salvador que diga: "Vou ter contigo onde quer que estejas"?
Alguém que diga: "Um dia vais ser feliz"?
Numa ocasião uma amiga, noutra ocasião um amigo (muito especial), ambos me disseram: "Quem gostar de ti, vai gostar elo que tu és". Valeu ouvir em momentos específicos e vale recordar noutros tantos. Mas hoje chega a ser doloroso de pensar...
E influenciada tb pelo "Diário de Bridget Jones" que estava a dar ontem na tv enquanto amassava as merendeiras.
De modo que de adoentada, passei a doente. De doente a triste. E de triste a chorosa.
E penso:
O que é que é permitido à moças solteiras, desimpedidas e amorasamente falhadas?
É-nos permitido pedinchar amor, atenção, palavras doces, um mão quente a afagar as costas, um ombro que possamos molhar com as nosas lágrimas? A quem? Pela Net, pelo tlm, por msg? Até onde podemos ir quando, sem saber bem porquê, descemos até ao fundo nosso poço?
Existe alguma montanha onde possa fazer uma fogueira para dar sinais de fumo?
Existe alguém salvador que diga: "Vou ter contigo onde quer que estejas"?
Alguém que diga: "Um dia vais ser feliz"?
Numa ocasião uma amiga, noutra ocasião um amigo (muito especial), ambos me disseram: "Quem gostar de ti, vai gostar elo que tu és". Valeu ouvir em momentos específicos e vale recordar noutros tantos. Mas hoje chega a ser doloroso de pensar...
domingo, 28 de outubro de 2012
Dia de Todos os Santos
Acabei há instantes a tarefa de descascar as batatas para as tradicionais merendeiras do Dia de Todos os Santos (= 1 de Nov, quinta-feira). Este ano escolhemos ir pô-las a cozer amanhã à noite, quando calha melhor. Vou eu e o meu pai, como tem sido hábito ao longo já de alguns anos, com apenas 2 de interregno. Eu porque gosto de dar continuação a esta tarefa. E chamo o meu pai para ele recordar os tempos quando foi tropa na Guiné (teve a sorte de ser padeiro, porque seguiu à risca o terem-no aconselhado a dizer que era moleiro quando lhe perguntassem o que fazia. Inteligente!!).
Bem, mas continuando, esta receita das merendeiras veio ter-me há mão já não me lembro bem quando. Talvez há 10 anos, mais coisa menos coisa. E não mais a larguei. 2 kg de batata, 1 kg de açúcar, 1 kg de farinha, 3 ovos, frutos secos (eu escolho só nozes e passas de uva), erva doce e canela. Por norma, faço sempre a mais, porque acho mt bonito poder dar a várias pessoas e depois ter merendeiras até mais não, para o pequeno-almoço e para o lanche!
Este ano, a receita é a quadruplicar, pelo que descasquei então 8 kg de batatas :)))
Amanhã o meu pai vai pô-las a cozer e eu a meio da tarde conto dar uma escapadela a casa para amassar então estes ingredientes todos e poder deixá-las a levedar um bocadinho, até ao final da tarde, que é quando vamos então para p o pé do forno. O rádio irá atrás, para fazer companhia, e tb umas rodelas de chouriço, que quero ver se faço uns pãezinhos janotas.
E pronto, é isto. Mais um ano com merendeiras, ou broas, como lhes queiram chamar, mas que são boas como o caraças :) De resto, é inexplicável o prazer que sinto ao fazer isto. Julgo que se descascasse 15 kg de batatas o prazer seria o mesmo. É uma alegria fazer estas coisas "simples", mas profidas de tão grande significado. Talvez cada bocadinho destas merendeiras e do tempo que me ocupam tenham entranhadas as tardes em que, em criança, fui aos bolinhos com os meus amiguinhos e com o saquinho de pano; ou os bolitos que a minha avó guardava religiosamente dentro daquele armário doce, castanho claro, para dar aos meninos que ali viessem entoar "ó tia dá bolinhos, por alma dos seus santinhos"!
Que a cada ano que passe, possa eu voltar a fazer mais e mais merendeiras :)
Em breve, conto como ficaram :)
Bem, mas continuando, esta receita das merendeiras veio ter-me há mão já não me lembro bem quando. Talvez há 10 anos, mais coisa menos coisa. E não mais a larguei. 2 kg de batata, 1 kg de açúcar, 1 kg de farinha, 3 ovos, frutos secos (eu escolho só nozes e passas de uva), erva doce e canela. Por norma, faço sempre a mais, porque acho mt bonito poder dar a várias pessoas e depois ter merendeiras até mais não, para o pequeno-almoço e para o lanche!
Este ano, a receita é a quadruplicar, pelo que descasquei então 8 kg de batatas :)))
Amanhã o meu pai vai pô-las a cozer e eu a meio da tarde conto dar uma escapadela a casa para amassar então estes ingredientes todos e poder deixá-las a levedar um bocadinho, até ao final da tarde, que é quando vamos então para p o pé do forno. O rádio irá atrás, para fazer companhia, e tb umas rodelas de chouriço, que quero ver se faço uns pãezinhos janotas.
E pronto, é isto. Mais um ano com merendeiras, ou broas, como lhes queiram chamar, mas que são boas como o caraças :) De resto, é inexplicável o prazer que sinto ao fazer isto. Julgo que se descascasse 15 kg de batatas o prazer seria o mesmo. É uma alegria fazer estas coisas "simples", mas profidas de tão grande significado. Talvez cada bocadinho destas merendeiras e do tempo que me ocupam tenham entranhadas as tardes em que, em criança, fui aos bolinhos com os meus amiguinhos e com o saquinho de pano; ou os bolitos que a minha avó guardava religiosamente dentro daquele armário doce, castanho claro, para dar aos meninos que ali viessem entoar "ó tia dá bolinhos, por alma dos seus santinhos"!
Que a cada ano que passe, possa eu voltar a fazer mais e mais merendeiras :)
Em breve, conto como ficaram :)
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Aniversário
Abro mais uma excepção em partilhar aqui o produto do meu trabalho. Ficam os motivos:
- Porque é raríssimo aparecer em frente à câmera (não gosto, não me sinto confortável, porque tenho 30 anos mas, sim, sou tímida qb em algumas circunstâncias. qb não, muitíssimo hehe);
- Porque pode não parecer, mas isto foi uma sucessão de auto-entrevistas. É mesmo só eu e a câmera, numa conversa intimista lol;
- Porque iniciei estas mini-estrevistas meio a medo, mas à medida que ia compondo, ia-me entusiasmando e gostando do que estava a ver;
- Porque 3 anos passam a correr;
- Porque aprendi bastante ao longo deste tempo todo;
- Porque espero continuar neste projecto;
- E, sobretudo, porque sou uma sortuda e porque adoro o meu trabalho :)
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
António Zambujo - "Flagrante"
"Prontos": O bichinho do fado volta de tempos a tempos e nunca mais pára durante umas quantas horas :)
É só a mim que, ao ouvir esta boa onda, me apetece vestir um vestindinho leve, estar numa noite de Verão e dançar em pé ligeiro num bailarico bem catita?!
Ana Moura - Até ao Verão
"Descobri" a Ana Moura há uns anos, através de uma música ("Aconteceu"), que "entrou" na minha vida com palavras que definiam aquele exacto momento. Depois fui descobindo outra e outra música e literalmente apaixonei-me por quase todas e por esta voz metálica (como eu defino!) que me entra na alma. Não sei explicar, mas é assim uma paixão assolapada :)
Já sabia que tinha um álbum novo, mas ainda não conhecia muito. Esta é uma das músicas, que me foi enviada ontem num troca de e-mails. Não desilude, como sempre :) Bela Ana!!
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