Soube esta manhã que o vizinho sr. A. faleceu durante a madrugada. Vítima da chamada "doença da moda". Ingrata e atroz.
A última vez que lhe falei, foi quando ia fazer uma pequena visita à esposa, a srª M.
Há cerca de 20 e poucos anos, faleceu-lhes o filho único. Viveram sempre nesta infelicidade compreensível e, imagino, mais que penosa. Ele calou dentro dele a tristeza, que de vez em quando tornava visível em algumas expirações mais "barulhentas". Ela vestiu de negro o corpo e a alma. Só há poucos anos lá começou a vestir uma ou outra peça mais clara, mas sempre com o casaco preto e as calças a imperar.
Não falhavam uma missa de sábado à noite. Ela na rua, esperava que ele tirasse o peugeot (daqueles que não têm 5ª) da garagem. Fechava o portão e depois entrava para o carro e seguiam. Uma missa sempre por alma do filho. Cuja sepultura, ainda hoje, nunca viu flores secas. Tem sempre flores frescas e jovens, como era o R. quando partiu. O pai vai juntar-se a ele amanhã. Queria ir, mas acho que não vou ao funeral. "Prefiro" depois continuar a fazer visitas à srª. M. em tardes solarengas.
Nós devíamos todos morrer de velhos. Ainda que qq tipo de morte cause sofrimento, estas é a única que se "tolera" melhor, digamos assim. Mas a morte é sempre intolerável.
Hoje à noite, a srª M. já não vai ter companhia para ir à missa. Vai ter uma casa grande e fria só para ela. Repleta de fotós do filho bonito e menino que lhe foi roubado. E agora o sr. A.... Deve ser mt duro. Os que ficam têm só de aguentar... E de irem tirando lições destas fatalidades. Para que demos mais valor à vida, aos nossos, à saúde, ao trabalho, ao bem fazer, etc...
.......
sábado, 9 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Quem anda à chuva, molha-se :)
"Quem anda à chuva, molha-se", diz o ditado. De tanto filmar e tirar fotós, de quando em vez tb me calha a mim. E ainda é mais engraçado quando eu não reparo MESMO :) Há minutos uma colega enviou-se isto para o FB e foram logo para a pasta "Em trabalho", onde vou guardando assim umas coisas, para mais tarde recorda. Quando tiver tempo, hei-de fazer uma animaçãozeca, assim com uma musica lamechas lol
Entrett, bom fds para quem o tiver. Eu cá vou aproveitar o serão de hoje para ver um filmeco e adormecer cedo; o serão de amanhã e a tarde de dmg. O resto, está ocupado, pois claro. Antes isso :)
Fui.
Westlife - Flying Without Wings live
Numa sexta-feira atolada (como sempre!), e já com bastt trabalho feito (são 9h e picos), a banda sonora é esta. Faz lembrar os tempos da Covilhã e faz o coração quentinho :)
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
O dia
A turbulência de que aqui dei apenas ténue nota em postas anteriores amainou um pouco, felizmente. Outras virão, até lá que usufruamos da bonança :)
Entrett mais uma noite de serv ontem, em que lidei mais uma vez bem de perto com a morte. Não tão traumático como Aquele episódio marcante, mas nunca é fácil de digerir. Continuo a sentir-me bem por poder dar um pouco de mim a ajudar os outros, apesar destas situações. Mas tem de haver sempre alguém para lidar com elas, não é verdade. Por mais que a morte seja medonha, nos assuste, é assim mesmo que todos acabamos....
Hoje um dia atolhado de trabalho, como sempre (e ainda bem), mas bem gerido e quase na recta final. Acho que me vou baldar outra vez à hidro, buscar alguma coisa para comer e refastalar-me no meu canto, bem quentinha e sossegada.
Ao final da tarde de hoje, mais uma entrevista janota. Aprendi alguma técnica nos estudos, mas não haja dúvidas que a sensibilidade pessoal fazem a diferença. Modéstia aparte, continuo a agradacer diariamente o privilégio de poder trabalhar junto de pessoas comuns, de poder partilhar e guardar para a posteridade bocadinhos de vidas. Gosto, gosto, gosto, mil vezes gosto.
Às vezes fico em baixo, outras vezes põem-me em baixo. Mas, no final de contas, sou abençoada e se julgo não ser feliz, tenho a certeza de ter belos e prazeirosos momentos de felicidade.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Baby-time
Às vezes, gosto de rever fotós antigas. Por norma, gosto sempre, mas quando as marés são/estão menos amenas apetece olhar para a nossa vida, para o nosso presente, passado e futuro com outros olhos. Estava há pouco a guardar uma outra fotó na pasta "Infância" e revi esta imagem, do meu baptizado. Nela, as duas pessoas mais importantes da minha vida - a minha mãe e o meu pai (um pequenito traço de perfil ali do lado esquerdo. Depois eu, em altas a curtir a vela e tudo e tudo e tudo :) Depois duas outras pessoas muito próximas dos meus pais, mas cuja vida acabou por afastar... moralmente, digamos assim. Os meus padrinhos. Do lado esquerdo, a minha madrinha Isménia, vê-se só memso um bocadinho da cara. E o meu padrinho Soares, descendente directo de indianos. Julgo que o fascínio que tenho pelo país/povo deve, de certezinha, vir muito dos fins-de-semana que costumavam passar connosco, quando vinham de Lx no seu Mercedes banheira branco e a cadelita com a "camisola" de malha. É também uma memória quentinha. E pronto. É isto.
Vidas...
Dias difíceis, estes últimos... "A vida é bela, nós é que damos cabo dela" lol
Neste caso em particular, julgo que eu não dei cabo de nada, mas não tenho dúvidas que serei eu, possivelmente, a única, que está a tentar recolher e colar cacos alheios. É o meu karma...
Em breve, devo voltar a uma psicóloga. Pelo menos terei uma primeira consulta num novo local, para ver como é que a coisa funciona. Procurei porque vai fazer-me bem FALAR e, espero, ter alguns momentos de reflexão sobre como este barco (o meu e o dos outros RRRsss) pode ser levado a bom porto, ou a um porto menos turbulento....
Neste caso em particular, julgo que eu não dei cabo de nada, mas não tenho dúvidas que serei eu, possivelmente, a única, que está a tentar recolher e colar cacos alheios. É o meu karma...
Em breve, devo voltar a uma psicóloga. Pelo menos terei uma primeira consulta num novo local, para ver como é que a coisa funciona. Procurei porque vai fazer-me bem FALAR e, espero, ter alguns momentos de reflexão sobre como este barco (o meu e o dos outros RRRsss) pode ser levado a bom porto, ou a um porto menos turbulento....
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Avó
Acordei hoje com a sensação de que é um dia em que aconteceu algo importante. E é verdade. Faz hoje 11 anos que, estava eu na ESEC, após ter tido uma frequência, e tinha chamadas da minha mãe. Ainda bem que só confirmei o assunto depois de sair. Lembro como se fosse hoje e lembro-me de pensar, à primeira, que se tratava do meu avô. Mas não era a minha avó. Deixou-nos há 11 anos.
Lembro-me que tinha ido na carrinha do meu pai e que vim sozinha, com uam dor de cabeça daquelas que as más notícias nos provocam. Lembro-me de ver o meu irmão mais velho a limpar uma lágrima teimosa (daquelas que nunca lhe tinha visto e nunca mais lhe vi) quando olhou para a minha avó deitada ali, naquele caixão sozinha e com o ar afável que sempre teve.
Nos últimos anos da vida dela, fui-me afastando porque ela esteve em diversos lares, infelizmente. O último dia em que lhe toquei estava ela internada no hospital de Alvaiázere. Lembro-me tão bem de lhe ter feito uma festinha na cara e de a ter sentido quentinha. Não sei o que disse nem sei se ela disse alguma coisa. Disso não me consigo lembrar.
Tenho uma sensação meio esquisita, porque há medida que os anos vão passando, ela vai ficando uma memória cada vez mais longe na cabela, mas cada vez mais quente e funda no coração. É estranho explicar. O que sei é que gostava muito dela. Foi uma mulher que sofreu muito de pobreza e, depois, nas mãos do marido, o meu avô. Mas era tão boa mulher. Ensinou-me tanto. Deu-me tanto carinho. Fez-me tanto bem. Tenho tantas saudades. TANTAS.Queria tanto falar com ela, dormir nos lençóis de flanela. Comer uns carapaus quentinhos. Beber chá ou mokambo. NUNCA JAMAIS EM TEMPO ALGUM irei esquecer a MINHA avó Marquitas.
O tempo passa a correr. Quem sabe, não tarda, nos voltamos a ver.
Lembro-me que tinha ido na carrinha do meu pai e que vim sozinha, com uam dor de cabeça daquelas que as más notícias nos provocam. Lembro-me de ver o meu irmão mais velho a limpar uma lágrima teimosa (daquelas que nunca lhe tinha visto e nunca mais lhe vi) quando olhou para a minha avó deitada ali, naquele caixão sozinha e com o ar afável que sempre teve.
Nos últimos anos da vida dela, fui-me afastando porque ela esteve em diversos lares, infelizmente. O último dia em que lhe toquei estava ela internada no hospital de Alvaiázere. Lembro-me tão bem de lhe ter feito uma festinha na cara e de a ter sentido quentinha. Não sei o que disse nem sei se ela disse alguma coisa. Disso não me consigo lembrar.
Tenho uma sensação meio esquisita, porque há medida que os anos vão passando, ela vai ficando uma memória cada vez mais longe na cabela, mas cada vez mais quente e funda no coração. É estranho explicar. O que sei é que gostava muito dela. Foi uma mulher que sofreu muito de pobreza e, depois, nas mãos do marido, o meu avô. Mas era tão boa mulher. Ensinou-me tanto. Deu-me tanto carinho. Fez-me tanto bem. Tenho tantas saudades. TANTAS.Queria tanto falar com ela, dormir nos lençóis de flanela. Comer uns carapaus quentinhos. Beber chá ou mokambo. NUNCA JAMAIS EM TEMPO ALGUM irei esquecer a MINHA avó Marquitas.
O tempo passa a correr. Quem sabe, não tarda, nos voltamos a ver.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Não há pachorra

Cada vez tenho menos paciência para aturar gabarolas. Daquelas pessoas cuja conversa se resume a, de uma forma escorreita para quem fala (e desinteressante para quem ouve) se gabar de que conduz melhor do que todos os outros, de que sabe comportar-se melhor do que todos os outros, etc, etc, etc. Em suma, há pessoas que julgam definitivamente serem melhores do que os outros e se julgam uma espécie de senhores do seu minúsculo universo. Juro que não tenho pachorra. Cada vez gosto mais do meu canto, do meu trabalho, dos meus afazeres extra-laborais e, ACIMA DE TUDO, gosto de pensar por mim, sem ter necessidade de espalhar opiniões ou atitudes aos quatro ventos. E gosto de ter o bom-senso de não dizer tudo aquilo que penso. No caso deste post, escrevi e escrevo o que penso lol Enfim, sublinho este título, "Não há mesmo pachorra". À mínima chance, "ala que se faz tarde" :)
E agora, de volta aos resumos da imprensa diária, que o relógio não pára!
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