quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Eu Seguro



Viver é uma experiência maravilhosa, mas por vezes passamos por tormentos duros. Eu e todos :)
Há vezes em que tocamos a nossa vida e temos, por motivos vários, de tocar a dos outros.
É quase como fazíamos quando éramos pequenos: dar um empurrão na bicicleta daqueles amigos que ainda não sabiam bem pedalar. Corríamos ali atrás deles 2 ou 3 metros e depois eles lá seguiam, garbosos, o seu caminho.
Tem sido um pouco assim nos últimos dias.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Encontro

Lembro-me agora que tenho de marcar um
encontro contigo, num sítio em que ambos
nos possamos falar, de facto, sem que nenhuma
das ocorrências da vida venha
interferir no que temos para nos dizer.
Nuno Júdice/Angelo Ruta


Há minutos, encontrei esta espécie de poema cantado algures no FB. E pergunto, como é possível outros escreverem algo que se encaixa, na PER-FEI-ÇÃO naquilo que estamos a sentir ou que temos vontade de fazer em determinado momento da vida. Chiça... Irra...

A encalhar desde 1919.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Liberdade



"E se um dia eu adormecer e acordar rodeada de heróis"

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Como me sinto?

Aproveito a deixa das perguntas patéticas que o FB "decidiu" ir tendo no mural de cada um, para divagar um pouco. Ontem, no suposto Dia dos Namorados, o mural de uma das rádios que oiço, ou melhor, de uma radialista, perguntava se era possível às pessoas solteiras serem felizes? Eu embalei a inspiração, iniciei com um "Eu, solteira me confesso" e terminei com uma frase solta que apanhei há tpos e que adoro: "O amor próprio é o início de um romance para a vida inteira".

 Fiquei a pensar neste assunto qb (que de resto me inunda a cabeça várias vezes), mas hj aconteceu algo ao meu redor que me fez voltar a pensar nisto, fez vir à tona todo um lençol de nostalgia e, pelo meio do trabalho e de outros afazeres, me fazem agora voltar a pensar e querer ficar bem enroladinha, em posição fetal de preferência, neste meu roupão quentinho e com o meu aquecedor de estimação a confortar-me o corpo e a alma.

Serão infelizess as pessoas cujo destino não pôs companheiras de alguém? Seão "menores" do que os outros? Terão algum tipo de deficiência, nomeadamente emocional, ou incapacidade da amar e de se dar? Deverão aproximar-se de alguém só porque sim? Só para ser igual aos outros?

Muitas outras perguntas poderia fazer a este respeito. E muitas respostas poderia dar. Avanço com algumas ideias.

Eu não sei explicar o que é o amor. Sei explicar o que eu quero/gostava/imagino que possa ser.
Um afago nas costas no final de um dia de trabalho.
Um passeio sem destino, por mais pequeno que seja.
Uma sintonia para falar de tudo, seja uma piada totó ou uma resolução das mais sérias que pode haver.
Um sorriso maroto.
Uma mensagem ou uma chamada telefónica para dizer nada, mas que significa: "caminhamos juntos".

Respostas de criança? Não, respostas de uma mulher adulta, eu. A quem a vida, o destino ou seja lá o que fo (ainda) não proporcionou isto, pelo menos de modo contínuo. Confesso que me entusiasmo algumas vezes com algumas pessoas por quem, por algum motivo, sinto algum tipo de curiosidade ou afinidade. Por norma caem sempre em saco roto. De modo que, acho que não fujo à verdade, se disser que deixar de procurar o amor.

É algo difícil de explicar e, porventura, mais difícil ainda de perceber. Em suma, trata-se de uma bola de neve que, ao longo dos anos, foi criando uma carapaça. Cá dentro só entra quem eu quero, quem eu deixo. E do mesmo modo só sai quem eu quero de saia.

Pois bem, deve soar estranho, mas "Como me sinto?". Acho que me vou esforçando por sentir feliz nsa minha infelicidade. Ou melhor, consigo encontrar dentro de mim, porque eu sou mesmo a melhor e mais fiel amiga que tenho, diversos momentos de felicidade. E são muitos :)

Imagino um futuro emocionalmente não muito risonho e com uma solidão crescente e que, com o avançar da idade, me irá espicaçar a alma. Talvez seja um pouco forte e egoista, mas desassossega ver bebés, ver alguns sorrisos, ver grávidas à minha volta. Por esta altura, também era uma fase em que gostaria muito de estar a passar. Tenho trabalho, ocupações, vivo numa vila cinco estrelas, mas costuma dizer-se que "nunca estamos felizes com aquilo que temos", não é?

Amanhã, a rondar as 7h00, um dos meus momentos felizes do dia, vai ser um galão e um misto quentinho antes de começar a teclar, tarefa que se irá prolongar pela manhã. Espero estar mais reconfortada, se me conseguir reconfortar, e na inexistência de alguém que me reconforte. Demasiado complexo? Ora, aí uma bela palavra para responder à pergunta facebookiana: Sinto-me... complexa...

Isto mexeu e remexeu cá dentro hoje. E vai ficar a remexer mais um pouco. Amanhã será outro dia. E na 4ª há psicóloga... Escrevo quase na posição horizontal e é nela que me vou manter, esperando adormecer e, quem sabe, entrar por uma noite num sonho bonito...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Wiiiiiii


Ora portantos, o final da noite de ontem (em que orgulhosamente resisti à preguiça e não faltei à hidro gimnastics!) foi assim, a fazer contas de somar e de multiplicar, a fazer pontaria a alvos de múltiplos de 5, 10, etc, a construir palavras em que só faltavam 2 ou 3 letras, a acertar em máscaras pela ordem em que apareciam no écran. E em inglês, já que estamos a fazer exercícios para a cabeçorra, que os façamos em pleno :) Foi a mais recente aquisição para a wii que adquiri há uns tempos com o dinheiro que ganhei no Euromilhões hehehe Já não pegava nela há uns meeeeses, mas eis que agora vou no balanço. Que isto de novelas e coisas que tais está o inferno cheio :)

Entrett vou buscar a "bucha" que hoje almoço fora, na Constantina! Que tarde maneira: Vou lá fazer um trabalho e aproveito, almoço à lareira em casa dos meus tios. Dois elementos da minha família (um por sangue e outro por casamento lol) de que gosto particularmente e onde páro frequente e orgulhosamente!

Fui

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Infância - tomo 1532


Publico aqui mais uma fotó da infância. A escadinha dos Pires júniores :) Isto porque ontem à noite fui jantar a casa de um amigo de infância. Ou, actualizando, a casa dos pais desse amigo. Para mim será sempre a casa do Zé Tó lol E o Zé Tó será sempre o meu amigão. Não tenho dúvidas de que é (presente) o meu melhor amigo, como sempre foi. Na altura desta fotó talvez tivesse acabado de se mudar para a cidade do Moinho das Moitas ou estivesse prestes a fazê-lo. Para aquilo que seriam anos de sã convivência. Na actualidade mora longe, mas sempre que regressa as origens, por norma, partilhamos afectos.

E assim foi ontem à noite. Na casa onde, juntamente com outros rapazes, eu era por norma a única rapariga ali do grupo, jogávamos tardes infindáveis de ping-pong, patins, baloiços, futebol na rua, carrinhos de rolamentos (que emoção).

E também ontem, na sala quentinha, olhando para um Zé Tó do meu tamanho e para outro Zé Tó júnio (que é a cara chapadinha do pai!), lembrei-me de tudo isso. Julgo que, por vezes, tenho saudosismo a mais. Mas em relação à infância, cultivo-a mesmo, é verdade. Porque acho que foram verdadeiramente "os melhores anos da minha vida". E é isto, em dia de Carnaval, a meio gás na rua, mas normal aqui por estas bandas :)

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Domingo



Como tinha pensado ontem, hoje estive a maior parte do dia ausente da vila. Também, mas não só, propositadamente para não ir ao funeral do sr. A. Irei recordar o seu sorriso sempre afável e (aparentemente) bem disposto e fazer de conta que tudo não passou de uma viagem. E na verdade, é um pouco isso que é a nossa vida: uma viagem. Breve demais...

Por entre corredores de gente e coisas supérfluas, sentei-me julgo que perto de 3 horas numa sala de cinema. Há algum tempo que tinha curiosidade em ir ver este filme. Tornou-se um pouco extenso demais. Gostei, mas confesso que não achei assim tãããoooo sublime. Na minha opinião, é uma boa história e uma catita interpretação do Daniel (lol). Pensei que retratasse um pouco mais a abolição da escravatura em si, mas retrata mais os meandros políticos "da coisa". Mesmo assim nota positiva! Uma excepção para a banda sonora, essa sim SUBLIME. Música muitíssimo boa mesmo :)

E pronto, regresso a casa e vou ter aqui outra banda sonora, a de alguns episódios do Seinfeld, para adiantar o serviço habitual de Domingo. Amanhã à noite, há um documentário especial sobre a Marylin Monroe, uma das coisas supérfluas que comprei hoje. Sim, porque eu tb sou supérflua às vezes. Hoje, em particular, foi isso que quis ser, do princípio ao fim do dia. Amanhã, uma nova luz virá...

sábado, 9 de fevereiro de 2013

"Doença da moda"

Soube esta manhã que o vizinho sr. A. faleceu durante a madrugada. Vítima da chamada "doença da moda". Ingrata e atroz.

A última vez que lhe falei, foi quando ia fazer uma pequena visita à esposa, a srª M.

Há cerca de 20 e poucos anos, faleceu-lhes o filho único. Viveram sempre nesta infelicidade compreensível e, imagino, mais que penosa. Ele calou dentro dele a tristeza, que de vez em quando tornava visível em algumas expirações mais "barulhentas". Ela vestiu de negro o corpo e a alma. Só há poucos anos lá começou a vestir uma ou outra peça mais clara, mas sempre com o casaco preto e as calças a imperar.

Não falhavam uma missa de sábado à noite. Ela na rua, esperava que ele tirasse o peugeot (daqueles que não têm 5ª) da garagem. Fechava o portão e depois entrava para o carro e seguiam. Uma missa sempre por alma do filho. Cuja sepultura, ainda hoje, nunca viu flores secas. Tem sempre flores frescas e jovens, como era o R. quando partiu. O pai vai juntar-se a ele amanhã. Queria ir, mas acho que não vou ao funeral. "Prefiro" depois continuar a fazer visitas à srª. M. em tardes solarengas.

Nós devíamos todos morrer de velhos. Ainda que qq tipo de morte cause sofrimento, estas é a única que se "tolera" melhor, digamos assim. Mas a morte é sempre intolerável.

Hoje à noite, a srª M. já não vai ter companhia para ir à missa. Vai ter uma casa grande e fria só para ela. Repleta de fotós do filho bonito e menino que lhe foi roubado. E agora o sr. A.... Deve ser mt duro. Os que ficam têm só de aguentar... E de irem tirando lições destas fatalidades. Para que demos mais valor à vida, aos nossos, à saúde, ao trabalho, ao bem fazer, etc...

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