quinta-feira, 23 de maio de 2013

Abananada é o meu nome do meio



Ontem, a partir do início da tarde, fiquei adoentada. Ainda não sei bem se foi especificamente do almoço ou mais uma crise de vesícula. O que importa é que a coisa hoje está um pouco melhor, se bem que para lá de abananada. O trabalho mantém-se, mas em modo um pouco mais desacelerado, como a banda sonora que acompanha o dia.

Mas só para acrescentar que é nestas alturas, de fragilidade, no caso física, porque a psicológica, embora possa não parecer, é quase sempre permanente, que se instala uma pena imensa de se estar assim, sozinho, sem um apoio, sem um abraço, sem uma mão nas costas ou a fazer festinhas na cabeça. Cada um tem o que merece, costuma dizer-se não é. Muito provavelmente eu terei isso mesmo, o que mereço. Ainda estou para saber/descobrir é porquê :(

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Amélie



É indescritível o amontoado de emoções que este filme e, muito particularmente, este conjunto de músicas provocam bem cá dentro da minha pequena pessoa. Não sei porquê. Se foi da altura de vida em que o vi, exaustivamente, se é da indiscutível perfeição do modo detalhado como a história é contada. Enfim, deve ser um somatório de muitas parcelas que ainda estou para identificar, quem sabe. Comecei a ouvir isto há minutos. Já sei que é bem provável que seja a banda sonora de toda esta longa quarta-feira.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Shoes - Take II


Tendo em consideração o post abaixo, não é preciso dizer mais nada, pois não?!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

shoes

 
Um belo achadex, que me dá uma tentação ENORME de ir buscar um par semelhante, mas em coral :)
aiai

domingo, 19 de maio de 2013

Fotografia

 
Breves imagens de uma recente sessão de fotografia gastronómica caseira. Não fui eu que fiz os bolinhos, mas eram muitos e óptimos :)
Não correu nada mal a sessão e confesso que fiquei com bastante vontade de repetir.
Gostava sinceramente que pudesse ganhar uns trocos com isto.
É uma questão de continuar a praticar, de explorar mais o maquinão e pode ser que a coisa aconteça, um dia destes.
You never know :)

sexta-feira, 17 de maio de 2013

...


Boa energia



Iééééééé Voltei a conseguir postar músicas :)
Fica aqui uma em replay de hj
Traz boa energia e faz lembrar fase boa, lá nos inícios dos 20 :)

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Ora Eça

Por estes dias tenho lido pouco. Poucos livros, digo. Por falta de tempo, por comodismo ou pela vulgar preguiça mental. Mas continuo a gostar. Continuo atenta às novidades e às páginas de sempre. Tenho várias pilhas de livros ordeiramente desarrumadas no meu quarto (que é também a minha sala de não estar). Livros que vou amealhando. A maioria são para ler daqui a uns anos. Em tardes mornas. Em noites de paz.
 
Mas também gosto de levar livros emprestados para casa. E gosto de percorrer com os olhos e com os dedos as prateleiras da biblioteca daqui. Às vezes em busca de algo particular. Outras para fazer descobertas mesmo novas. Ontem, nas leituras pós-almoço, levantei-me do sofá preto e fiz essa tão gostosa viagem. Acabei por trazer debaixo do braço 2 livros sobre o meu querido Eça. Não sei porque gosto dele. Lembro-mem, como se fosse hoje, de ser miúda e sacar de uma prateleira lá de casa um exemplar d' "Os Maias", bem velhinho. Ainda não tinha idade para lhe perceber o conteúdo, mas recordo-me que iniciei a leitura, não tenho já a certeza se a terei terminado por essa altura. Tenho, sim, a certeza de que mais tarde viria a estudar esse mesmo romance já na escola e já com idade para lhe perceber os contornos.
 
Não é um gosto incomum. O gosto pelo Eça é partilhado por imensas pessoas por esse país e por esse mundo fora. Mas julgo que a figura dele é/era muito amistosa. Para lá dos livros, das reflexões, fascinam-me as fotós. Fascina-me a vida que viveu. Em Coimbra, em Lisboa, em França, em Inglaterra. Fascina-me o aprumado das "sobrecasacas" que usava. A bengala, o monóculo, a perna cruzada. E aquele franja triangular.
 
O primeiro livro que folheei ontem tem então frases curtas e breves sobre isto tudo. E imagens. Muitas.
O segundo é um desafio maior, que consiste numas quantas centenas de páginas. Cerca de 7. Centenas, disse!
 
De resto, aqui há uns anos li uma biografia. Lembro-me que era um livro preto. E ontem, levantei-me e fui em busca para recordar o título. Já muitas leituras me fizeram sorrir. Poucas foram as que me fizeram chorar. Talvez só uma. A que cito abaixo. É assim que acaba a biografia de que acabo de falar ["A vida de Eça de Queiroz", Luís Viana Filho]
 
...
 
 
 
 
Eça sentia-se exausto. A cera da vida acabava: Estava-se a 16 de Agosto de 1900. Entretanto, com ténue chama de esperança, ele dissera a Emília: "Isto vai ser uma longa doença!" (...) Respirava serenamente. Duas janelas abertas sobre o jardim deixavam ver as tílias que ele tanto amara. Ao lado da cama, chorando perdidamente, Emília ajoelhara-se inconsolável - o seu romance acabara.