quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Freddie Mercury
Ontem, sempre optei por uma caminhada, uma inocente ida ao café e umas quantas linhas de dois livros. Através de um deles, descobri uma música nova (Delilah) e entrett, som após som, está visto que é o Freddy que vai ser a minha banda sonora de hoje :) Que "personagem" inspiradora, pá. Que música. Que pena ter-se ido... "I'm just a musical prostitute, my dear" :)
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
sem título, de espécie alguma. Talvez "pesadelo"?
Não há mais
trabalho por hoje. Quer dizer, haver até há, mas já não consigo adiar mais a
saída, até porque estava aqui a chegar há 12 horas. Já chega, não? Como é que
gostava de acabar este dia?
Com uma
boleia inesperada até à beira-mar (sei que está vento, mas num sítio abrigado,
vá), com um abraço do tamanho do mundo, com um caldo de arroz a fumegar no
prato, com uma música calminha que me fizesse crer estar no paraíso, com um
"como foi o teu dia?" (se pensar bem, acho que, na verdade, nunca
ninguém me perguntou isto....), com um "estamos quase a ir de férias, tu e
eu!". O dia podia de facto acabar de muitas maneiras. Mas a maneira como
vai acabar é uma espécie de buraco sem fundo, a bem (mal) dizer. Começa com um
post que aparenta uma má-disposição descomunal, mas que na verdade pretende
desabafar, em modo escrito - à falta de o poder fazer oralmente - uma
frustração que já muitas vezes aqui tive ocasião de deixar espelhada. E que
irei deixar mais umas quantas vezes, deduzo... E depois o que é que poderia
haver? A ida a um shopping cheio de gente e de cores, mas onde hoje, só morta
me levariam. Podia acabar com um filme ou uma série, com um livro, uma revista,
um dos meus 4 gatitos "sequestrados" para o meu quarto, uma qq
pesquisa na Net, etc. O chat que normalmente tenho quase todo o dia ligado e a
lista do tlm tem algumas pessoas a quem tenho vontade de confessar estas
coisas, mas o sentido é único. Não há força alguma no universo que traga algum
movimento no sentido inverso, ou seja, até mim, de lá para cá. Por outro lado,
nos últimos dias, tenho tido um pensamento quase segundo a segundo, julgo que
já está num patamar algo psicótico, de que a qualquer momento posso receber uma
chamada a dizer que aconteceu alguma coisa de grave com o meu P ou
com a minha M. E a noite? Tem-se tornado uma espécie de pesadelo, Podia ser
sempre dia, haver sempre luz. Tenho medo que à noite, algum som me acorde. Mas
acorde também para acontecimentos maus. De saúde portanto. Precisava tanto de
me libertar desta espécie de prisão. É uma luta tremenda cá dentro, para que
pensamentos bons consigam naufragar os outros.
E a modos
que é isto. Algumas dores nas costas e nos joelhos. Lá vou eu: desligar pc,
desligar luzes, trancar portas, abrir o carro, escolher o caminho mais longo
para casa (Sim, disse mais longo, propositadamente, como bem se entende por
este post...). Talvez a ideia do conforto de um banho quente faça uma espécie
de milagre. Se me fizer adormecer mais depressa, já não será mau.
Amanhã, no
mesmo sítio, à mesma hora, com os mesmos monstros.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Meditação
Quem acreditou, No amor, no sorriso, na flor, Então sonhou, sonhou...
E perdeu a paz, O amor, o sorriso e a flor,
Se transformam depressa demais
Quem, no coração, Abrigou a tristeza de ver,
Tudo isto se perder
E, na solidão, Procurou um caminho e seguiu,
Já descrente de um dia feliz
Quem chorou, chorou, E tanto que seu pranto já secou
Quem depois voltou, Ao amor, ao sorriso e à flor, Então tudo encontrou
Pois, a própria dor, Revelou o caminho do amor,
E a tristeza acabou
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Sai de Baixo - TUDO SERÁ COMO ANTES
Belos serões das "férias grandes" passei eu a ver isto quando a madrugada já começava. Belas risadas, de chorar a rir, piadas de bom gosto, enfim muito boa onda. Recentemente, voltei a passar não madrugadas, mas pedaços de início de noite, a rever muitos desses episódios :)
Não é exactamente a mesma coisa, mas é muito bom estarem de volta!!
domingo, 4 de agosto de 2013
...
De todo o fim-de-semana, algumas notas:
Grande descoberta ao vivo d'O Gabriéu. Já conhecia da tv e da rádio, mas ao vivo é MESMO muito boa onda. Saldo muito positivo e, depois de uma viagem um pouco custosa por causa do sono e da hora tardia, ficou a vontade de ver outra vez;
Um filme tuga na tarde de sábado e mais 4 livros para a biblioteca caseira que nunca mais instalo. Será que isso alguma vez acontecerá?????
Um almoço caseiro à minha conta, com peixe grelhado e legumes cozidos.
Uma tarde a meio gás, com algum trabalho já para amanhã, mas com uma agradável brisa a entrar pela janela.
Pequenas arrumações, e uma pena imensa de não ter ido ver os Keane ontem à noite, mas sobretudo pena de não ter ninguém a quem confessasse este pequeno desejo e cuja resposta de volta fosse: Vamos lá, nem é muito a minha onda, mas vou contigo. Só para te fazer feliz....
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
quarta-feira, 31 de julho de 2013
O amor é fodido | Miguel Esteves Cardoso
Nascemos todos com vontade de amar. Ser amado é secundário. Prejudica o amor que muitas vezes o antecede. Um amor não pode pertencer a duas pessoas, por muito que o queiramos. Cada um tem o amor que tem, fora dele. É esse afastamento que nos magoa, que nos põe doidos, sempre à procura do eco que não vem. Os que vêm são bem-vindos, às vezes, mas não são os que queremos. Quando somos honestos, ou estamos apaixonados, é apenas um que se pretende.
Tenho a certeza que não se pode ter o que se ama. Ser amado não corresponde jamais ao amor que temos, porque não nos pertence. Por isso escrevemos romances — porque ninguém acredita neles, excepto quem os escreve.
... Viver é outra coisa. Amar e ser amado distrai-nos irremediavelmente. O amor apouca-se e perde-se quando se dá aos dias e às pessoas. Traduz-se e deixa de ser o que é. Só na solidão permanece. […]
Tenho o meu amor, como toda a gente, mas não o usei. Tenho também a minha história, mas não a contei. O romance que escrevi, escrevi-o para quem não quer saber dos amores ou das histórias de ninguém. Não contei nem inventei nada. Não usei nem pessoas nem personagens. Fugi. Quis mostrar que pertencia ao mundo onde o amor, como as histórias e os romances, existem só por si. Como se me dirigisse a alguém. Outra vez.
É sempre arrogante e pretensioso escrever sobre uma coisa que se escreveu. Apenas posso falar do que foi aminha vontade: escrever sobre o amor, sem traí-lo, defini-lo ou magoá-lo; deixando-o como era, antes da primeira palavra que escrevi. Seria inadmissível pôr-me aqui a cismar se consegui ou não fazer o que eu queria. Como seria dizer que não sei. Sei. Sei que não consegui. Só espero não tê-lo conseguido bem.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
