segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
My Head Is An Animal
No sábado houve matiné de cinema. Não era propriamente O filme que queria ver, mas era o menos mau, dos que se me apresentavam diante dos olhos. Entrei na sala 8 para "A vida secreta de Walter Mitty". Apesar de não ter achado um filme por aí além:
1. Teve algumas cenas fantásticas (aquela descida de skate é brutalíssima!);
2. Gostei muito dos grandes planos do Ben Stiller (é bonito ele!);
3. Serviu para descobrir música brutal!!!
4. E o melhor de tudo: serviu para despertar o bichinho meio adormecido das viagens de comboio :) Será que Amesterdão, Roterdão e Copenhaga saem em 2014?! Hope so :)
(e nem vou comentar que ontem, a tentar encontrar a banda sonora, vejo que o filme está disponível na íntegra no Youtube... Certo, mas eu sou das antigas, se quero mesmo ir ver um filme, no escurinho do cinema é que vale)
domingo, 29 de dezembro de 2013
RECEITA DE ANO NOVO
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
O meu Natal
O que é que gostei mais neste Natal? Para além do descanso e do uso abusivo do pijama, foram as duas canecas de café fumegante que tomei ao pequeno-almoço, ambas de lareira acesa.
Na terça, a trabalhar ao pc na cozinha, com a bonecada ligada na tv e uma velinha de cheiro bom;
Na quarta, com direito a torradas, sem o pc, mas com a bonecada à mesma.
E, claro, a parte felina, como é hábito. Agora reduzida a um único gato, com o rabo torto, mas que usou e abusou do calor da fogueira, na verdade possivelmente o único sítio onde a temperatura era maior...
E de que é que gostei menos? A infinita falta de emoção...
sábado, 21 de dezembro de 2013
Heart of Mine
Música bem pacífica, numa pacífica (e bem fria) manhã de trabalho. Para a tarde perspectivam-se algumas distrações. E continua-se a fazer muita força para que a jovem vida de que falei no post abaixo não se perca. As notícias que se ouvem não são nada boas, mas haja ESPERANÇA, muita.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Esperança
O poema, apenas o achei bonito. Não tem relação directa com o seguinte relato: Nos últimos dias, torce-se com unhas e dentes e, acima de tudo, com muita ESPERANÇA, que um colega dos bv saia com vida do infeliz acontecimento do fds. Reza-se e invocam-se as forças mais poderosas para que o iluminem nesta luta que é só dele, lá deitado, sozinho. À distância, vive-se a angústia de uma jovem vida na corda bamba. Não é possível, isto tem que acabar bem. Neste momento, espero muito que não estejamos MESMO sozinhos neste universo. Que Deus o ilumine, possa ouvir as muitas preces que fazemos cá em baixo e deixe esta bonita vida continuar a brilhar. Porque ainda tem muito brilho. A ajuda ao próximo que tem feito nos últimos anos não pode ter sido em vão.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
lonas
Fá-la tímida e má o ter de viver duas vidas, uma de imaginação, outra de realidade. Por isso tem o olhar desvairado para dentro, de quem segue um sonho e anda neste mundo por acaso.
Raul Brandão
Raul Brandão
Notícias tristes, dias chuvosos, percalços caseiros e outros laborais, astral nas lonas. E é isto, por estas bandas :(
sábado, 14 de dezembro de 2013
Em nome do pai, da mãe e do(a)/s filho(a)/s
E assim, em poucas e aparentemente simples palavras, se explica muito coisa...
A vida, de facto, nunca é um assunto arrumado. É um "trabalho" minuto a minuto, dia após dia, ano após ano...
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
memórias póstumas
AO VERME QUE PRIMEIRO ROEU AS FRIAS CARNES DO MEU CADÁVER DEDICO COMO SAUDOSA
LEMBRANÇA ESTAS MEMÓRIAS PÓSTUMAS
Sou utilizadora algo compulsiva do FB, confesso. Já fui mais, contudo. No dia-a-dia, abro a página um pouco mais tarde do que costumava, para me distrair menos. Mas é bom estar contactável, digamos assim, ao longo do dia. E em alguns momentos "mortos", cada vez menos é verdade, também sabe bem "folhear". E depois acontece 1 de duas coisas: Ou vemos coisas que não têm jeito nenhum MESMO, e rapidamente vão para a reciclagem mental, ou então vemos coisas que nos prendem num ápice, às vezes sem sabermos exactamente bem porquê. Rapidamente clicamos em gosto e em partilhar. E mais rapidamente ainda temos inspiração carimbada para o resto do dia.
E foi isso mesmo que me aconteceu ontem. Assim "ao calhas" apareceu no meu mural um quadradinho com as palavras acima. E instantaneamente li-o em voz alta e colocada. Não sei porquê, mas prendeu-me. Achei uma frase elegante, misteriosa, sei lá que mais. Forte pronto.
Após uma rápida pesquisa, lá contextualizei a mesma e já conferi que este livro existe na biblioteca daqui :) Mais alguns minutos e irei ladeira acima buscar a preciosidade, gentilmente emprestada num prazo de 15 dias, prorrogáveis lol.
Não tenho lido muito nos últimos tempos, infelizmente. por preguiça por desleixo. Mas continuo a colecionar livros e interesses. Acho que vou morrer assim. No meu quarto há 3 instáveis pilhas a aguardar uma prateleira bonita, numa casa pacífica e minha. Para quando, não sei.
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