segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

yes



Nesta ânsia de sair daqui, mesmo que por escassos dias, surge algo que (quase) todos nós temos: amigos espalhados por aí :) E no horizonte, desenha-se uma possível escapadinha, lá por alturas da Páscoa, para aqueles lados que eu gosto tantinho! Será também uma oportunidade de perder ou diminuir o medo de andar de avião, cerca de 15 anos depois da 1ª, e única até ao momento, viagem. Vamos "acarditar"!

Nostalgia do futuro?



 
Perante a evidência de 1. Não conseguir resolver avançar de uma vez por todas com o "projecto casa" e 2. Não ser um ser (passo a repetição) emparelhável, hoje estou com uma espécie de nostalgia do futuro.
 
Gostava de ter coragem para "abandonar", pelo menos temporariamente os meus 1001 afazeres e obrigações a que, na verdade, só eu dou importância, e partir. Levar só a mochila e somente os bens verdadeiramente essenciais. E começar a construir algo noutro lugar. Estou mesmo assim. Não é fugir, é ter uma espécie de segunda oportunidade de ser mais feliz, mais completa, mais eu. Mas gosto tanto daqui, ao mesmo tempo. Estou presa, mas queria cortar os fios que me prendem. Ter essa coragem, essa ousadia, essa inteligência, até.
 
Queria hibernar durante um dia inteiro e, no final, dizer/ pensar assim: Eu vou fazer x, no local y. E simplesmente ir...

sábado, 18 de janeiro de 2014

Historias De Amor Duram Apenas 90 Minutos



Sábado a correr, mas o serão é para mim. Ao acaso, abri o youtube. Filmes. Filmes completos. Filmes completos 2013. Filmes brasileiros. Parei neste. E fiquei presa.

"Como acaba? Eu nunca saí da página 50. E acho que nunca vou conseguir sair."

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

isn't over


E eis que, nas deambulações internáuticas, se descobre um frame de um filme belíssimo, que se encaixa que nem uma luva nas emoções vividas esta manhã. Cerca de 30 minutos partilhados num café avulso e numa conversa quente, cómica, saudosa, cúmplice, emotiva, madura, pacífica. Da qual se saiu com um belo sorriso e sem vontade de sair dali. E só porque se trata da única pessoa por quem, até hoje, me apaixonei. Uma paixão que, nunca deixei de acreditar, tinha tudo para dar certo. Mas a verdade é que não deu. Deu uma amizade saborosa e nada mais posso pedir :)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

2 coisas boas

 
Um sonho antigo, se é assim que se pode chamar. Aprender violino. Há alguns anos que tenho um violino "perdido" lá por casa e esse foi o mote para ir alimentando esta vontade. Uma pequena aventura que em breve se vai mesmo começar a realizar. Nos próximos tempos uma aula experimental, para testar se o gosto se confirma e, dependendo disso, o objectivo é prosseguir :)
 
 
Passo aqui algumas vezes. Salão Brazil, numa das agradáveis ruelas da baixa de Coimbra. É um edifício que parece que tem voz a convidar para entrar. Vou acompanhando online algumas das actividades que lá acontecem. E hoje será dia/noite de experimentar e conferir in loco, se há magia :)



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Palavra(s)

E pronto, as palavras têm este poder assombrosamente gigante. Difícil explicar por fora, mas profundamente tocante por dentro.

Não sei se me interessei pelo rapaz
por ele se interessar por estrelas
se me interessei por estrelas por me interessar
pelo rapaz hoje quando penso no rapaz
penso em estrelas e quando penso em estrelas...

penso no rapaz como me parece
que me vou ocupar com as estrelas
até ao fim dos meus dias parece-me que
não vou deixar de me interessar pelo rapaz
até ao fim dos meus dias
nunca saberei se me interesso por estrelas
se me interesso por um rapaz que se interessa
por estrelas já não me lembro
se vi primeiro as estrelas
se vi primeiro o rapaz
se quando vi o rapaz vi as estrelas


Adília Lopes
in Quem Quer Casar Com a Poetisa?

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

perfil



Gosto, e muito, de registar imagens para o futuro. E, de vez em quando, também gosto de ser registada, nomeadamente quando não dou "por ela". Gosto igualmente de perfis, de ver as coisas nem de frente, nem pela rectaguarda, mas de lado. Parece que tudo é mais direito, não sei explicar bem.

E depois gosto de ver imagens que me dêem força, que me ajudem a imaginar um futuro mais pacífico, uma existência mais mansinha. Sobretudo hoje, que a pequenez em que me sinto é do tamanho do mundo. Olho e não páro de olhar. Imagino, sonho, mas não vejo nada, nem ninguém.

...


 
É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.


Fernando Teixeira de Andrade (1946-2008)