sexta-feira, 13 de novembro de 2015

inspirações

Italy



Boas recordações :)

O "barquinho" que nos levou  (e ao autocarro!) entre Barcelona e o porto italiano perto de Roma, onde aportámos. O mesmo que trouxe o grupo de volta, numa altura em que eu já rumava a Milão.

E o simpático restaurante onde almoçámos e jantámos todos os dias em que participámos no torneio.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Viagens - Nova virada?


Maio/ Junho: Dorset e Hay-On-Hye.
E uma nova rota ferroviária, descoberta há instantes: em vez do "tradicional" percurso Pombal-Hendaye-Paris (confesso que a última viagem quase supersónica Paris-Hendaye não foi tão "gostosa" como as anteriores haviam sido), eis que surge um interessante Lisboa-Madrid-Paris (com um pequeno espaço de manobra para respirar ares espanhuelos, apesar de não serem aqueles que mais me atraem). Há, portanto, um doc Word que começa a ganhar forma concreta. Mas como digo muitas vezes: vamos vendo :)


Ora portantos, aqui estão os destinos que referi acima, geometricamente enquadrados lol

Hay-On-Hye é pelos livros e Dorset é pelas rendas. Magic motivations :)

terça-feira, 10 de novembro de 2015

#teatro





Uma das "coisas" que mais gosto de filmar/ fotografar. No passado fds em dose tripla, para grande regozijo!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

"Portas"


Sem portas não havia
a palavra intimidade
nem a palavra privacidade
nem a palavra casa.
Casas também não havia.
Quem é que as queria
se não se podia entrar nem sair delas?
 Também não havia janelas, telhados, varandas.
Talvez não houvesse ruas
E, sendo assim, também não havia cidades.
O mundo, que é só um, ficaria parado.
Não se podia entrar em lado nenhum,
Não se podia sair de nenhum lado.
Sem portas nada se passava,
nada acontecia.
Também não havia segredos
porque não havia onde os guardar.
E não nasciam nem morriam pessoas
Porque para nascer e para morrer
Também era preciso passar uma porta.
Ninguém se lembra
que a porta de casa tem duas caras:
a de dentro e a de fora.
Se uma ri, a outra chora.
A de dentro está aconchegada,
sente o calor da lareira e das pessoas,
sabe o que há para o jantar,
cheira e vê as coisas boas.
A de fora dorme à chuva,
gela de frio e de tristeza.
Recebe os golpes do vento
 E o chichi dos cães vadio,
As pancadas do carteiro,
Que bate sempre três vezes,
E a perícia dos ladrões,
Que não batem nenhuma.
A cara de dentro
ouve o choro dos bebés,
o silêncio dos mortos,
o sono dos gatos.
A cara de fora
ouve as conversas dos vizinhos,
que lhe entram por uma fechadura
e lhe saem por outra,
e a lengalenga dos bêbados
que voltam para casa de madrugada
com um fardo de amargura
e os bolsos cheios de nada
A cara de dentro conhece as pessoas por dentro,
a de fora só as conhece de passagem
e mesmo assim abre-se para as deixar passar.
Como forma de agradecimento
batem-lhe a qualquer momento.
Por isso é que ela às vezes se zanga
e fecha as pessoas fora de casa.
Agora um segredo: ficam a saber
que as duas caras da porta não são muito dadas,
o que não admira: não se podem ver.
Estão sempre de costas voltadas.
As duas são a porta da casa
mas a de fora vive na rua
e a de dentro é quem lá mora.
Ninguém se lembra que a porta
tem duas caras.
Se a de dentro ri, chora a de fora.
Álvaro Magalhães

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Os gatos não têm vertigens



Há as músicas que nos fazem sorrir pontualmente, as que nos fazem sentir gigantes, capazes das maiores valentias, as que nos ajudam a desabafar, as que acompanham uma ou outra lágrima de tristeza, as que nos recordam tempos passados, as que nos fazem sonhar com tempos futuros, as que pintam de cor-de-rosa irrealidades que gostávamos de ter vivido, etc, etc e etc. E depois há outras que, sem sabermos exactamente porquê (pela letra integral, por alguma linha em particular, por um acorde mágico) nos entram na pele, na camada mais interior.

P. S.: Sim, sim, vi este belíssimo filme. e não esqueço que, ao sair da sala, era este som que iluminava o ar. Não saí a caminhar, saí a pairar. Talvez seja esse o motivo de encantamento.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Arroz




E não é que a coisa até correu bastante bem?! Tanto que se prolongou pelo início da madrugada :) Já saiu uma pega (ainda falta rematar), com duas estreias: o ponto arroz (de que fiquei fã!!! É preciso ter muita atenção porque intercala sempre o ponto meia com a liga, de modo que se a pessoa se distrai depois o efeito não fica como pretendido. Foi o caso, em alguns momentos, mas nesta primeira fase o objectivo é experimentar, conhecer os pontos e as possibilidades e ver os efeitos!) e o fechar a malha, terminar o trabalho, portanto. Depois  iniciei outro pequeno trabalho só com ponto meia, que constitui o ponto mousse. É um pouco mais monótono e ligeiramente mais "difícil", porque a agulha passa sempre por trás. De seguida, conto experimentar só com liga (não sei bem como se chama) e a seguir meia num lado e liga no outro. Acho que este é o ponto jersey, mas ainda não tenho a certeza. Mas julgo que no entretanto, irei tentar fazer uma pequena manta com quadrados pequenos e uma gola. Em ponto arroz, pois claro!!!

...

E algo comovente, aqui.