segunda-feira, 8 de maio de 2017

Mães e filhas, Pais e filhos, Mães e filhos, Pais e filhas


Para analisar/ pensar/ reflectir sobre esta “coisa” de se ser filha/o (e de ser mãe/ pai, para quem tem a felicidade de já ter chegado a esse patamar).

“Muitas vezes, a reaproximação faz-se mais tarde e surgem os sentimentos justos de frustração: o meu filho já não quer saber de mim. Ora, os filhos têm de ir à sua vida, como as mães antes de serem mães também optaram por fazer. É a vida que o exige, são os tempos, é o mais saudável.
A família funciona para muitos como um fantasma permanente e nem sempre simpático. A mãe tem de se despedir da função de ser mãe a tempo inteiro (sim, até uma mãe a trabalhar permanece mãe todos os minutos do dia). Não se desliga dos filhos anos e anos a fio e, de repente, parece que é obrigatório o dar espaço, o gerir do silêncio.
Quem faz dos filhos o seu projecto de vida atravessa então um momento de redefinição que nem sempre é feliz. Quem sou eu depois de ser mãe? Não é que exista uma total perda de identidade, mas corremos o risco de nos perder nos mil e um afazeres da educação e do amor.
Custa perceber que os filhos já não precisam tanto de nós; dói quando há informação que não partilharam connosco, quem sabe se emoções, os momentos menos felizes.”


Tirado daqui.

(good) Decisions

É uma memória já algo distante no tempo, mas que, em termos de superação pessoal, foi talvez uma das que mais se destacaram nesta página com mais de dez anos que fechei, há algumas semanas. Fechei para fora, com a aura de que "talvez volte", mas para dentro com o sentido de que a missão está cumprida. 
É preciso muito espírito de sacrifício, resistência (vê-se muita coisa dura), mas o sentimento é bom: cresce-se e dá-se mais valor às coisas simples, àquilo que, de facto importa: a vida. 
Com 23 anos a garra era enorme, com 35 a paciência é diminuta (para umas coisas, mas gigante para outras). 
Dei conta desta decisão há cerca de um mês e meio. E, até agora, a certeza mantém-se: foi uma das melhores decisões que tomei nos últimos tempos. 
Sem retorno e sem arrependimento. Whatsoever :)

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Esbardalhanço turístico

5 canetas e meia. É essa a extensão do esbardalhanço turístico em que me meti e que irei tentar empreender no próximo mês de Julho. É quase Portugal de lés a lés. Quaaasseee. Ou, mais um enquadramento visual: imagine-se um mapa paralelo ao corpo, com o Algarve aos nossos pés. Agora acrescente-se uma formiga ao cenário (daquelas bem pequenitas) a começar a trilhar caminho na zona do artelho, rumo a Norte, terminando lá para o umbigo. Isto, tomando como exemplo um ser meia-leca como moi-même, com uns míseros (mas fervorosos!) 1,58 cm...

Se fosse de comboio e autocarro, como têm sido todas as viagens desde há cinco anos, tudo seria normal, mas não. Mas porque carga de água me lembrei de Sistelo?! Atrás das pedras, humm? Os autocarros não chegam lá. Hellooooo E podia ser Zambujeira central, não podia?! Mas não era a mesma coisa. Queres uma casa típica alentejana, no meio do monte?! Então, agora aguenta.

Eu que sou pessoa que põe gasóleo basicamente sempre no mesmo sítio. Eu que deveria possuir um livro intitulado "Mapas para totós". Eu que tenho... tipo, bastante dificuldade em fixar o percurso de A até B, para depois o refazer na trajectória inversa. Eu, que... &%$##$%%%%%

Mas, por outro lado. Eu que já fui a conduzir, no mesmo dia, i-d-a e v-o-l-t-a, desde a minha terra querida até Santiago de Compostela. Eu que já pisei comboios nacionais e além-fronteiras, com a minha Gertrudes às costas, comendo Wok to Walk na longínqua Dinamarca, ou um magnum no castelo vienense da princesa Sissi ou, ainda, dentro de um ferry, em dia chuvoso, à "precura" do monstro de Lock Ness...

Mas insisto na pergunta: Why? Porquoi? Ou, em português corrente: P%&% que pariu :)

A não ser que perca amor ao dinheirinho que me sai do pêlo, já não há volta a dar... Ou sim ou sopas. O pior que pode acontecer é vir a pé para casa.

May the force be with me! Please, please, please.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Ouvide e vede :)

Crónicas de viagem







Na ausência de filhos, levam-se os pais a passear. E em mais um Domingo de esquivanço à visita pascal, o destino voltou a ser o Alentejo.

Nota sempre positiva para as estradas secundárias e para as estradas rurais alentejanas! Só passando por lá se vê o horizonte sem fim, um ou outro pastor, rebanhos, etc. Muito bom, mesmo.

Notas menos positivas para Nisa e Castelo de Vide.
Nisa, por termos tido o azar de apanhar um oco programa de televisão em directo, com estridente e asneirento pessoal técnico. A feirinha que por lá havia, só por si, chegava. Pena termos comido moelas em prato de plástico, com pão sem sabor. E pena o lanche ter sido adquirido, horas mais tarde, ali mesmo, numa superfície comercial... O queijinho teria sido tãããooo melhor. Pode ser que calhe melhor sorte numa outra romagem.
Castelo de Vide, agradável sim, mas nota pouco positiva para o estado de conservação do castelo. Parque de estacionamento pouco esclarecedor (o primeiro que aparece no caminho é longe da entrada e os desconhecidos só se apercebem desse facto depois de puxarem o travão de mão...). O castelo tem nota negativa, basicamente. Algumas paredes repletas de gatafunhos adolescentes, uma parte de um dos jardins com bastante lixo, no caso, fragmentos de foguetes. Enfim, não fiquei com vontade de voltar, confesso.
Até que surge Marvão, ah Marvão. Nota 10! Um castelo gigante e com muito para palmilhar, sempre a subir ou a descer. Com bilhete de entrada na parte mais central, coisa que permite uma maior/ melhor conservação :) Umas pequenas lojinhas de souvenirs, uma delas um pequeno atelier de costura, conduzido pelo que me pareceu uma senhora alemã, ou lá para esses lados. Espaço amoroso :) Muitos espanhóis. O local fica a cerca de 5 Km da fronteira. Tem uma pousada, ruas e ruelas, sossego. Muito engraçado. Antes de subir à parte do castelo propriamente dito, já não houve tempo de espreitar o que acho que era uma espécie de miradouro e outra coisa qualquer que não processei muito bem. Mas não dava para tudo.
Em 2018, conto traçar semelhante destino. Uma pequena tradição começada há 3 anos, com interregno forçado no ano passado, mas que conto prosseguir. É da praxe!

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Tu


Se te pedisse vinhas comigo? Eu sei que já tens alguém ao teu lado e que tens o teu futuro emocional gizado. Mas quando a tua vida se cruzou com a minha lixaste-me. Porque pensei que estava a gizar o meu.

Pensei que o anel que pus hoje no dedo podia significar uma ligação física e emocional a alguém. Mas (ainda) não tem esse simbolismo. Será que algum dia terá? Não um simbolismo para os outros, somente para mim e para ti.

Em Julho, prevejo os habituais 15 dias de pseudo-descanso. Pseudo porque há um bocadinho de trabalho que vai atrás (mas eu não me importo). É o meu "entretém". Será um destino duplo, como dupla sou eu também (não somos todos, um bocadinho?). Tenho de ser, não poderia suceder de outro modo. Para bem da sanidade mental. Costumo ir de comboio, mas este ano talvez vá de carro (aposto que me vou perder/ enganar mais do que uma vez! Se viesses comigo isso não sucederia. Mas, a bem da verdade, era isso mesmo que eu queria: perder-me. Contigo.).

Neste momento, tenho a liberdade física e material exacta de que preciso. E como as prezo e as agradeço todos os dias. Mas faltas-me. Foste o único que quis verdadeiramente. E é os único que continuo a querer. O que é isto? É amor? É estupidez? É um sentimento platónico do que poderia ter sido? Talvez nunca chegue a saber.

Nos últimos tempos, tenho adoptado uma estratégia diferente, imaginar as coisas menos boas que tens: o teu pior palavrão, o teu pior dia de humor, etc. Assim, em vez de ficar, nostalgicamente, a pensar no que "perdi", tento pensar no que ganhei. Uma mera e egoísta estratégia, na verdade, mas que resulta nos escassos minutos em que tem de resultar.

Voltando ao carro. Vou fazer uma mala como se fosse de comboio. E comprar alguma comida. São duas casas. Vou poder fazer o almoço à hora que me apetecer, não a rondar as 12h30, como acontece aqui, para evitar discussões ou presenças familiares desconfortáveis. Ou não almoçar de todo. Primeiro, 8 dias a Sul, depois mais 8 a Norte.

Às vezes penso na idiotice que pode ser fazer férias a solo. Mas rapidamente afasto essa linha de pensamento. Os sós também têm direito, verdade?! São duas reservas para uma pessoa, onde cabem duas. E onde, no plano dos sonhos, também estarás.

Se te dissesse onde vou ficar, ias ter comigo? Largavas a tua realidade por um ou dois dias e ias? Eu não contava a ninguém. Eras só tu e eu. Com o único pretexto de me fazeres feliz. Porque tu voltavas e tinhas alguém à tua espera. Eu voltarei e continuarei a não (querer) ter. Só te queria a ti. Agora e como há 10 anos quis.

Não soube mostrar a paz que tenho cá dentro, nem o meu coração apertadinho, mas gigante e limpo. O Mundo, as pessoas,  as vivências fazem-nos assim. Nem sempre iguais àquilo que gostaríamos de ser ou de parecer. Umas vezes ganhamos, outras perdemos. Eu perdi-te. E continuo perdida sem (por) ti.

Se me aproximar...



... será que vais fugir?