terça-feira, 13 de junho de 2017

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Céu







Fisicamente, o céu é igual para todos. Depois, no mundo virtual, cabe a cada um pintá-lo de um azul mais bonito, pôr um sorriso no Sol, acrescentar ou tirar nuvens, dar-lhe um brisa leve ou, quiçá, alguma nebulosidade. Fica ao critério e ao mood de cada qual :)

E mais apontamentos, para ler aqui:

É preciso parar e perguntar-se três coisas que constituem a base de uma personalidade equilibrada: “Quem sou”, “para onde vou” e “com quem”.

Cortar as ambições excessivas também dá muita paz, tal como colocar ordem nos horários, na casa. 

Se amarmos o que fazemos no trabalho sabemos que estamos na via certa. A cultura, que é conhecimento, liberta-nos.

Quando perdemos a curiosidade ficamos mais pobres.

Ficamos velhos quando olhamos mais para trás do que para a frente e a memória toma o lugar da ilusão.


sexta-feira, 9 de junho de 2017

Autoflagelação



Já postei esta música aqui, possivelmente mais do que uma vez.

Cada música toca cada pessoa por diferentes motivos, que são pessoais e intransmissíveis. Inexplicáveis também, alguns.

Esta é especial, não sei exactamente porquê. Mas sei que, qual terramoto, tem um epicentro bem fundo cá dentro.

Por vezes, mais do que um simples apetecer, acho que tenho necessidade de a (re) ouvir.

Imagine-se que nos picamos com uma agulha de costura, daquelas picadas inesperadas mas que doem durante uns segundos e passam logo a seguir. Ou quando temos uma qualquer ferida ou lesão e, embatendo em algum objecto, fica ali a moer, a moer. E depois também passa.

Hoje, é um desses momentos.

Vou aumentar o som e autoflagelar-me um pouco, se me dão licença. BRB


**


Aproveito, ainda, para fazer um duplo exercício e repescar outro belo hit, desta vez do belíssimo tuga Palmex. Cito um excerto: "no bairro do amor cada um tem que tratar/ das suas nódoas negras sentimentais". E o resto é conversa.




Mia Couto



Este blogue também serve para isso. Auxiliar de memória, sobre coisas para ver/ ouvir/ pesquisar mais tarde.

Fala do Homem Nascido

quarta-feira, 7 de junho de 2017

ordinary words


quote daqui

ainda vivia no Paraíso mas trabalhava que me fartava

e o mundo em silêncio de pessoas

a minha cabeça teórico-imaginativa

a impotência mata-me, seja ao perto ou ao longe

As cores saturadas de vida contra o mundo neutro de cinza a saltarem aos olhos



terça-feira, 6 de junho de 2017

1 x 2

Não teriam mais do que 25 anos, digo eu. Ela talvez um pouco mais velha do que ele. Uns degraus à frente, na escada rolante de um (atulhado) shopping. A momentânea salvação dos sozinhos. Partilhavam o peso de um saco de compras. E, imagino, a leveza de uma vida em comum. Num olhar breve, só distingui um pacote de croissants, que devem ter lanchado, enquanto arrumavam os bens adquiridos. Teriam vindo ali a seguir ao trabalho ou aos estudos? Como se chamam? Não lhes vi as caras, mas segui-lhes as pisadas, numa perseguição casual, rua abaixo. Iam num Golf azul, a uma velocidade serena. Ao Portugal dos Pequenitos cortei à direita. Eles seguiram em frente. Demorei mais eu do que eles a regressar a casa. Cerca de hora e meia depois, eu comi o jantar morninho, que levei entre os meus ítens. Que terão jantado eles, a seguir aos croissants? Um arroz com douradinhos e um sumo de pêra, talvez. Eu, pecadora, me confesso: Invejei aquela realidade, porque a queria para mim. E de tanto querer, talvez a afaste. Cada vez mais, a cada dia que passa. A brincar, a brincar, meia vida já está vivida. O que virá? Ele virá? 1 x 2

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Legenda: Desenho de óleo em tela. Estilo: Futurista :)

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Uma faca de dois (le) gumes

Ler da frente para trás ou de trás para a frente.

Em caso de dúvida ou persistência dos sintomas, consulte o seu médico ou farmacêutico.

A alternativa é: salve-se se/ como puder/ souber.