terça-feira, 20 de junho de 2017

Crónica com cheiro a magnórios


"E isso foi o mais perto que estivemos de dizer que gostávamos uma da outra, num pudor que já poucos compreenderão, nesta voragem de likes e de partilhas de sentimentos fáceis em que me liquefaço eu também."

Pelo meio de tantas notícias más e desta ceifa atroz e imparável de vidas e do coração verde aqui mesmo ao lado, ainda há coisas bonitas. Tem de haver.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

O fogo

Olho para a minha actualidade local com o mesmo olhar com que em 2005 decidi entrar para a corporação de BV cá da terra. Ambos os olhares são de fora. O primeiro antes de entrar e o segundo depois de ter saído. Neste momento, um pouco mais "arejado", mas o horizonte é semelhante: sombrio, saturado, quente, ventoso. Há muitas palavras neste mundo cibernético, algumas [como estas] devemos ler com atenção, a outras devemos esquivar-nos, para bem da nossa sanidade mental. Resta agradecer por, apesar da proximidade visível, este caos não ter chegado perto demais. De nós e dos nossos. E, enquanto fazemos o nosso trabalho individual, torcer para que eles e elas, que lá andam no meio "do lume", como dizia esta manhã uma senhora na rádio, sejam bem-sucedidos no seu esforço, tantas vezes desigual. Tão depressa quanto possível. E pormo-nos lado a lado, nos pensamentos e na maneira de ser/ estar do dia a dia, com a gente humilde que foi atingida por esta foice. As pessoas de quem pouco se fala, como (muito) bem dizia o PR recentemente...

A Mãe Natureza é GIGANTE. Quanto a isso, não restam dúvidas.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Morri por Hoje




O brinco e o penteado são foleiros, mas a música é bem gira.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Manhãs radiofónicas


Encantadora a música, a história dela e a dele.

"Quanto estamos presos, e muito tempo presos, e as notícias começam a rarear, nós começamos a ter o seguinte raciocínio, que é verdadeiro, é verdadeiro: o mundo está cheio de gente, nós estamos aqui presos porque lutámos para que o mundo fosse melhor e ninguém se importa connosco, aqui... Vamos morrer aqui, esquecidos. (...) E aquela cantiga veio-nos dizer exactamente o contrário: que havia, pelo menos, uma pessoa no mundo - que eu não conhecia, nenhum de nós conhecia - que efectuou a cantiga lembrando-se de nós:"

Imagino que sim

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Céu







Fisicamente, o céu é igual para todos. Depois, no mundo virtual, cabe a cada um pintá-lo de um azul mais bonito, pôr um sorriso no Sol, acrescentar ou tirar nuvens, dar-lhe um brisa leve ou, quiçá, alguma nebulosidade. Fica ao critério e ao mood de cada qual :)

E mais apontamentos, para ler aqui:

É preciso parar e perguntar-se três coisas que constituem a base de uma personalidade equilibrada: “Quem sou”, “para onde vou” e “com quem”.

Cortar as ambições excessivas também dá muita paz, tal como colocar ordem nos horários, na casa. 

Se amarmos o que fazemos no trabalho sabemos que estamos na via certa. A cultura, que é conhecimento, liberta-nos.

Quando perdemos a curiosidade ficamos mais pobres.

Ficamos velhos quando olhamos mais para trás do que para a frente e a memória toma o lugar da ilusão.


sexta-feira, 9 de junho de 2017

Autoflagelação



Já postei esta música aqui, possivelmente mais do que uma vez.

Cada música toca cada pessoa por diferentes motivos, que são pessoais e intransmissíveis. Inexplicáveis também, alguns.

Esta é especial, não sei exactamente porquê. Mas sei que, qual terramoto, tem um epicentro bem fundo cá dentro.

Por vezes, mais do que um simples apetecer, acho que tenho necessidade de a (re) ouvir.

Imagine-se que nos picamos com uma agulha de costura, daquelas picadas inesperadas mas que doem durante uns segundos e passam logo a seguir. Ou quando temos uma qualquer ferida ou lesão e, embatendo em algum objecto, fica ali a moer, a moer. E depois também passa.

Hoje, é um desses momentos.

Vou aumentar o som e autoflagelar-me um pouco, se me dão licença. BRB


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Aproveito, ainda, para fazer um duplo exercício e repescar outro belo hit, desta vez do belíssimo tuga Palmex. Cito um excerto: "no bairro do amor cada um tem que tratar/ das suas nódoas negras sentimentais". E o resto é conversa.




Mia Couto



Este blogue também serve para isso. Auxiliar de memória, sobre coisas para ver/ ouvir/ pesquisar mais tarde.