terça-feira, 27 de junho de 2017

Quase, quase


A casualidade da escolha deste destino, há largas semanas, foi a mesma do avistamento de tão gira "expressão adjectival", ontem. Espero que seja um bom prenúncio :)

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Vagares


Cada vez mais, gosto de coisas vagarosas. De reduzir para 3ª, de falar mais baixo, de falar menos, de fechar a janela sobre o mundo e de abrir mais os olhos para ele. Talvez seja da idade. Talvez da voracidade do Mundo. Talvez por ambos os motivos e por outros tantos.

A propósito, as rubricas "Fio da Meada" e "Sinais", emitidas respectivamente na Antena 1 e na TSF, são duas das coisas mais bonitas que tenho ouvido nos últimos tempos. Autêntica poesia radiofónica. Poesia que é bonita na forma como se diz e em todo o conteúdo que têm dentro. A de hoje, no primeiro caso, soou-me "especialmente especial", passo a redundância. Por falar nos incêndios, um tema tão tristemente actual (que, esperamos quase todos, não morra para só renascer no próximo ano...), por falar de uma terra mesmo aqui ao lado e por falar da infância e de memórias comuns.

Por opção própria, tenho a felicidade de continuar a viver na terra que me viu nascer. Por, agora com pés de mulher, percorrer as mesmas ruas por onde andava em menina. Por ir ao mesmo cabeleireiro onde, em criança, entrava sozinha com um papel na mão, onde estava escrito que era para me cortarem o cabelo. Por entrar em algumas lojas que existiam há 20, 25 e 30 anos. Por sentir a mesma brisa, por acariciar os "mesmos" gatos e cães. Por tirar as ervas da mesma terra.

A Alexandra Lucas Coelho nunca mais lá voltou. Eu fui voltando sempre. E, desde há largos meses, é raro querer sair.

"Lembro-me do silêncio nas varandas, no fundo da serra, à noite, vendo aquele horror que eram as chamas na encosta. Para onde iam? Para onde soprava o vento? (...) o coração dos avós disparando (...) aquelas árvores, aquela paisagem era a nossa vida (...) como um castigo que coubesse aos penitentes, naquelas terras de pedir perdão pelos pecados (...) falsas florestas, para não ter lá gente e feitas porque não têm lá gente (...)"

Na vizinhança dos locais onde o Inferno desceu à terra, pudemos ver e ouvir o desenrolar dos acontecimentos, pudemos cheirar o queimado e o fumo, observar os aviões, os helicópteros e demais veículos de emergência que passaram "para aqueles lados", de ouvir as sirene e todo o rebuliço.

Acima de tudo, espero que Todos percebam que temos uma sorte do tamanho do Mundo. Saibamos aproveitá-la. E, em acções individuais e em grupo, que possamos fazer do Mundo um lugar melhor. Dia após dia.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Gostos (nada facebookianos)

Gostei (muitíssimo) de ouvir (e de pensar sobre o que ouvi).

Gostei de ler (e de pensar sobre o que li).

Gostava de ler.

Gostava de ver.

Gostava de agendar.

Gostava de explorar (e de ajudar a fazer do Mundo um lugar melhor).

Gostava de (ter tempo) para jogar.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

terça-feira, 20 de junho de 2017

Crónica com cheiro a magnórios


"E isso foi o mais perto que estivemos de dizer que gostávamos uma da outra, num pudor que já poucos compreenderão, nesta voragem de likes e de partilhas de sentimentos fáceis em que me liquefaço eu também."

Pelo meio de tantas notícias más e desta ceifa atroz e imparável de vidas e do coração verde aqui mesmo ao lado, ainda há coisas bonitas. Tem de haver.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

O fogo

Olho para a minha actualidade local com o mesmo olhar com que em 2005 decidi entrar para a corporação de BV cá da terra. Ambos os olhares são de fora. O primeiro antes de entrar e o segundo depois de ter saído. Neste momento, um pouco mais "arejado", mas o horizonte é semelhante: sombrio, saturado, quente, ventoso. Há muitas palavras neste mundo cibernético, algumas [como estas] devemos ler com atenção, a outras devemos esquivar-nos, para bem da nossa sanidade mental. Resta agradecer por, apesar da proximidade visível, este caos não ter chegado perto demais. De nós e dos nossos. E, enquanto fazemos o nosso trabalho individual, torcer para que eles e elas, que lá andam no meio "do lume", como dizia esta manhã uma senhora na rádio, sejam bem-sucedidos no seu esforço, tantas vezes desigual. Tão depressa quanto possível. E pormo-nos lado a lado, nos pensamentos e na maneira de ser/ estar do dia a dia, com a gente humilde que foi atingida por esta foice. As pessoas de quem pouco se fala, como (muito) bem dizia o PR recentemente...

A Mãe Natureza é GIGANTE. Quanto a isso, não restam dúvidas.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Morri por Hoje




O brinco e o penteado são foleiros, mas a música é bem gira.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Manhãs radiofónicas


Encantadora a música, a história dela e a dele.

"Quanto estamos presos, e muito tempo presos, e as notícias começam a rarear, nós começamos a ter o seguinte raciocínio, que é verdadeiro, é verdadeiro: o mundo está cheio de gente, nós estamos aqui presos porque lutámos para que o mundo fosse melhor e ninguém se importa connosco, aqui... Vamos morrer aqui, esquecidos. (...) E aquela cantiga veio-nos dizer exactamente o contrário: que havia, pelo menos, uma pessoa no mundo - que eu não conhecia, nenhum de nós conhecia - que efectuou a cantiga lembrando-se de nós:"