sábado, 29 de julho de 2017

Caraças


Fez do amor o seu Deus, dedicou a vida a estudar um dos lados mais negros da vida, a depressão. E promete continuar, a estudar, a investigar, a guiar os seus pacientes como se fosse um farol e um catalisador. António Coimbra de Matos, 87 anos, viúvo há quase um. Médico psiquiatra, mas, sobretudo, o psicanalista português que mais se destacou, mantém o mesmo gosto em conversar. Como se ainda estivesse a dar aulas na Faculdade de Psicologia de Lisboa, no ISPA, ou a dar conferências. E o gosto em ouvir, como se tivesse à sua frente um paciente deitado no divã, sem o julgar ou criticar.

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ALA: “(…) matámos o máximo de crianças que perdemos quando elas começaram a crescer. Por inveja, claro. Mas, sobretudo, por medo.


Ler aqui e aqui, respectivamente.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

quarta-feira, 26 de julho de 2017

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Time to go back





Duas semanas depois de ter rumado a Sul, cerca de 200 Km, e uma semana depois de ter rumado a Norte, cerca de 600, é tempo de voltar para casa.

Energias recuperadas, muita coisa bonita absorvida, calma adquirida, energia e ideias para trabalhar.

Saudades da bicharada e daquele cantinho a que chamamos nosso. Já disse/ escrevi e repito:é excelente partir, mas voltar não lhe fica nada atrás.

Zambujeira do Mar - check
Sistelo - check

The end

quinta-feira, 20 de julho de 2017

terça-feira, 18 de julho de 2017

Um pequeno pedaço de paraíso












Sistelo é uma aldeia, situada a cerca de 20 Km de Arcos de Valdevez e pertencente ao distrito (julgo) de Viana do Castelo. Aqui só há uma rede de comunicações (não digo nomes), só há uma tasquinha. E nada mais. Passa o padeiro todos os dias, o peixe (acho que duas vezes por semana) e o merceeiro (outras duas). Ouve-se o sino da igreja, ouvem-se as botas da gente trabalhadora, que ora sobe ora desce estas ruelas bonitas. Ouve-se a água que escorre abundantemente vinda lá do cimo. Ouvem-se pássaros e vê-se um verde sem fim. Vêem-se e ouve-se as vacas, ora só uma com @ don@ atrás, ora sozinhas (há um trio eremita maravilhoso, que está bem ensinado e sabe bem quando é hora de vir pastar e quando é hora de voltar). Há trilhos de cortar a respiração. Há gente simpática, na maioria mais velhos. Há sossego. E há sossego. E paz.

Escolhi este destino completamente ao acaso. Quer dizer, completamente não. O único requisito foi ser no Norte :) Foi uma escolha e pêras!

domingo, 16 de julho de 2017

Minho







Do azul do mar, para o verde da floresta. Após uma viagem de cerca de 600 Km (desta vez, não cometi a imprudência de fazer as quase 6 horas nonstop!), em que tive de optar pela auto-estrada (na verdade, três auto-estradas), senão nunca mais cá chegava. Mas cheguei :) O GPS, apesar de não dos mais actuai, tem sido uma ajuda preciosa. Aqui só há uma rede, aquela que começa com "m", termina com um "o" e tem um "e" no meio lol De modo que foi também uma correria tentar orientar uma ligação laboral à internet e um tlm para poder estar contactável. Já tenho mantimentos para a semana toda e, na verdade, não me apetece muito sair daqui. Contudo, hoje há um evento em Caminha, que me desperta curiosidade e constou-me que em Arcos de Valdevez há uns ranchos, que gostava de apreciar. A ver vamos. Para já, um salto ali à "tasquinha". Sempre com atenção ao trânsito animal. Sim, porque porque pode aparecer um, uma parelha ou um trio de bois e vacas ao virar da esquina. Com ou sem humanos a acompanhar! Ah, esta aldeia, chama-se Sistelo. Mas diz que também pode ser apelidada de "pequeno Tibete português" ;)

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Yes, we (definitely) can






Sentimo-nos sozinhos? Sim.
Sentimo-nos perdidos? Sim.
Sentimo-nos livres? Sim.

Um turbilhão de emoções. Quem, como eu, viaja sozinho, sabe do que falo.
Amigos inesperados (neste caso, no segmento "quatro patas"), pequenos momentos de pânico e outros de "empoderamento" (um palavrão que está agora na moda lol). Mas acima de tudo, uma certeza: ter confiança em nós, cuidarmo-nos, darmo-nos valor e sermos os nosso melhores amigos é, com certeza, o que vou levando daqui.

Faz amanhã oito dias, rumei a Sul, mais de 200 Km nonstop, com o meu amiguinho gps. Amanhã, rumarei a Norte, desta vez o triplo dos Km, na ponta oposta deste tão bonito Portugal. Desta vez não vou pelas estradas secundárias, tenho pena. Mas é muito caminho e chegaria tarde demais. No regresso a casa poderei explorar, logo se vê.

Gosto assim, uma espécie de 8 e 80.

Tenho saudades de casa e de todas as coisas que me dão alegria de viver, desde o primeiro dia que de lá saí. Escrevi nas redes sociais, há 5 anos, logo após a minha primeira aventura a solo abroad, e recupero a mensagem, porque é forte e verdadeira: "É muito bom partir, mas sabe pela vida voltar".

E agora, peço licença, que ainda vou tentar descobrir uns gelados muito bem recomendados, para terminar a estadia.

Até amanhã, Minho.